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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Jovens treinadores costumam corresponder no Foz FC

 Marcão vai treinar o Foz FC na Série D do Brasileiro.


O Foz do Iguaçu Futebol Clube já tem um novo treinador para as disputas do Campeonato Brasileiro da Série D.

Trata-se de Marcos Alberto Skavinski, ou simplesmente Marcão.

Quando era jogador, teve passagens marcantes por Athletico Paranaense, Palmeiras e Internacional. Encerrou a carreira em 2012, no Goiás.

Após se formar em Educação Física, fazer os cursos necessários da CBF e trabalhar há mais de três anos nas categorias de base do Furacão, ganha sua primeira oportunidade em um time profissional.

O Azulão da Fronteira costuma dar essas chances a técnicos jovens e com pouca experiência no futebol profissional. E, normalmente tem dado certo.

Foi assim com Edison Borges, em sua segunda passagem pelo Foz, em 2015.

Com um time montado às pressas, pois a vaga na Primeira Divisão surgiu em cima da hora, após desistência do Arapongas, levou o Foz até as semifinais do Paranaense e, pela primeira vez no torneio nacional, o Brasileiro da Série D.

No ano seguinte, Ivan Carlos Alves, que sempre trabalhou nas bases em Foz com uma ou outra passagem pelo profissional, classificou o Foz às quartas de final do Paranaense 2016, mas o time foi eliminado pelo Paraná Clube.

No ano seguinte, a diretoria do Foz investiu em Allan Aal.

Em sua estreia pelo Foz, no Paranaense 2017, não conseguiu se classificar, mas ao menos não foi rebaixado. No entanto, em 2018, chegou às semifinais do primeiro turno, mas nas vésperas do jogo contra o Coritiba, aceitou uma proposta da Portuguesa (SP) e se transferiu para o time paulista. 

Mesmo assim, sua campanha continuada por Negreiros, que o substituiu, fez com o que o Foz ficasse com a segunda melhor campanha na classificação geral, garantindo a inédita vaga na Copa do Brasil.

Vale lembrar que, neste caso, Allan Aal já havia trabalhado em outros times profissionais, como o caso do Rio Branco, de Paranaguá. Mas encaixa-se no perfil de jovem treinador.

O tempo de preparação para Marcão é curto e ele já chegou pedindo reforços.

O elenco conta com 16 atletas, e o treinador espera trabalhar com pelo menos 24 a 28 jogadores.

A estreia do Foz FC no Brasileiro da Série D será no dia 5 de maio, em Passo Fundo (RS), contra o Gaúcho. Outros dois adversários do grupo A15 são Boavista (RJ) e Brusque (SC).

Foto: Assessoria/Athletico

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pé frio, eu?


 Mick Jagger deu azar na Copa de 2010

Eu encaro a brincadeira do "pé frio" no Estádio do ABC numa boa, tiro onda comigo mesmo, pois numa infeliz coincidência o Foz Futebol Clube dificilmente vence quando estou presente no jogo. 

Claro que tudo, repito, não passa de uma brincadeira.

Tenho pra mim, na minha concepção, que "pé frio" pode também ser conhecido como falta de sorte, azar, sei lá. É quando o time faz tudo direito, tenta de todas as maneiras, só que no final o resultado não sai como o esperado.

O problema é que não dá para dizer que o Foz teve uma "falta de sorte" no jogo de hoje, onde empatou em 1 a 1 com o Roma de Apucarana. A dura realidade é que o time é ruim mesmo. Fraco. E não adianta vir querer iludir o torcedor. A imprensa faz o seu papel, que é informar, e a informação é essa. Passaram-se quatro jogos da primeira fase, de um total de nove, e a impressão que se tem é que o time não evolui.

Arbitragem pode até cometer seus erros, jogadores adversários podem até fazer cera, mas o Foz Futebol Clube não deveria ter nada a ver com isso e simplesmente fazer sua parte, que é jogar futebol.

Nos dois jogos que vi no estádio, apenas o primeiro me agradou, e ainda assim perdeu por 3 a 2 para o Prudentópolis. Hoje, não vi criar NENHUMA jogada de ataque que pudesse levar perigo ao goleiro adversário. O gol de empate saiu em uma cobrança de falta. Ou seja, o time depende de jogadas paradas para ameaçar o adversário. Pouco, muito pouco para quem investiu tanto e fez inúmeras parcerias.

Aliás, sobre estas parcerias começo a me questionar.

A direção do Foz Futebol Clube tinha alguma informação destes jogadores do Coritiba que vieram, sem ser o "boca a boca"? Viram algum vídeo, assistiram algum jogo destes atletas, ou foram somente na teoria de "se é de um time da capital, deve ser bom."? Será mesmo? Se fossem realmente bons, não teriam ficado no chamado "clube grande"?

Hoje o técnico Edison Borges alertou sobre algo que me chamou a atenção. Jogadores que chegam a todo momento, e a rapidez em que coloca para jogar, sem ter tido uma preparação adequada. Estaria havendo um excesso de contratações para um campeonato tão curto? Ao todo, são 21 jogos o máximo que um time pode fazer no Acesso.

O Foz Futebol Clube pode até subir para a Primeira Divisão Paranaense (afinal, no futebol tudo é possível) mas o torcedor vai sofrer bastante com esse time. Milagres nem sempre acontecem, e quando ocorrem, tiveram alguma consequência. A consequência será a melhora dessa equipe, porque do jeito que está, infelizmente deve no máximo passar para a segunda fase. E olhe lá!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Falta assinar



A diretoria do Foz do Iguaçu Futebol Clube está muito próxima de fechar a parceria, por três anos, com o Coritiba.

Nesta segunda-feira (11), o clube da capital do estado enviou a minuta do contrato ao time da tríplice fronteira.

Falta apenas assinar.

Pelo acordo, o "Coxa" irá ceder jogadores das categorias de base, além de atletas do time profissional, que não são utilizados no time principal.

Além disso, a comissão técnica do "Azulão da Fronteira" terá representantes do Coritiba atuando e orientando os trabalhos.

Não significa necessariamente que terão a autonomia de um treinador.

Conforme já escrevi aqui, Ivan Carlos Alves tem boas chances de ser o técnico na Divisão de Acesso. 

Em uma das cláusulas do contrato, há a exigência de um seguro, para caso ocorra algo com os jogadores cedidos, o Coritiba possa ser ressarcido.

A quantia não é pouca, cerca de R$ 2 milhões.

O valor seria pago pela seguradora, e não pelo Foz Futebol Clube.

Desde que acompanho o Foz, em 2008, essa é a primeira vez que vejo uma preparação de temporada com foco mais profissional.

Uma mostra de que a diretoria não medirá esforços para classificar o time à Primeira Divisão em 2014, ano do Centenário de Foz do Iguaçu.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Perrô bombeiro

Rogério Perrô volta ao Foz FC

Três derrotas consecutivas culminaram com a demissão de Pedro Caçapa do comando técnico do Foz do Iguaçu Futebol Clube.

Para tentar recolocar o time no caminho das conquistas, a diretoria anunciou Rogério Perrô.

Perrô ficou conhecido em 2008, quando fez boa campanha na Primeira Divisão com o Toledo, depois foi ao Paraná Clube. 

Esteve no Foz FC em 2009, último ano do clube na Primeira Divisão. Começou bem, com três vitórias nos quatro primeiros jogos. Mas depois perdeu outros dois, sendo o último para o Paraná Clube por 2 a 1 no ABC, complicando a situação da equipe, que ainda corria risco de rebaixamento.

Às vésperas da última rodada da primeira fase, contra o Toledo, Perrô pediu demissão, alegando ter sido desrespeitado por um jogador (que agora me fugiu da memória, mas não foi o Brito) de seu próprio elenco.

Resultado: o Foz foi jogar sem treinador, perdeu de 4 a 1, foi rebaixado e nunca mais disputou uma Primeira Divisão.

Poucos meses depois, Perrô voltou à cidade para comandar a AFA (Associação de Futebol Amérius) que peregrinava por várias cidades do Paraná e escolheu Foz do Iguaçu como destino.

Novamente, sem sucesso.

Os anos são outros e o torcedor espera que os resultados também sejam. 

Mudanças no elenco já ocorreram.

Saíram os baladeiros, chegaram os atletas com vontade. Ou que pelo menos se espera que tenham.

A reestreia de Perrô no Foz Futebol Clube tem data e hora marcada: quinta-feira, 31 de maio, às 19h30, contra o Cincão, em Londrina.

Foto: Divulgação/Toledo Colônia Work