sexta-feira, 6 de julho de 2018

Momento de avaliação na seleção

Não se pode fazer terra arrasada por conta de uma eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo.
Está claro que o Brasil evoluiu muito de quatro anos para cá. Poderia ter evoluído mais, caso o técnico Tite tivesse assumido o comando da seleção brasileira logo após a Copa de 2014.
A CBF preferiu trazer de volta o Dunga, e o trabalho teve atraso de uns dois anos.
Agora deve ser mantido, visando a Copa de 2022, no Catar.
Foi apenas a primeira derrota de Tite em uma partida oficial. A outra havia sido um amistoso contra a Argentina. E é a primeira vez em 26 jogos no comando da seleção que seu time leva mais de um gol no jogo.
O Brasil fez apenas duas grandes atuações nesta Copa na Rússia. Contra a Sérvia na primeira fase (2 a 0) e contra o México, nas oitavas de final (2 a 0). E mesmo no jogo em que foi eliminado contra o Bélgica (1 x 2) não jogou mal.
Foram 26 finalizações, quase 60% de posse de bola.
Pecou em falhas de marcação e, novamente em jogada de bola aérea, determinante para dois dos três gols que sofreu em cinco jogos.
Ofereceu muito espaço a De Bruyne, que mais perto do ataque teve liberdade para dar passes e até marcar, como fez no segundo gol. O primeiro sofrido foi contra, de Fernandinho, que aliás fez uma péssima partida substituindo o suspenso Casemiro.
Neymar, principal jogador do Brasil, não foi tão reclamão do que nos outros jogos. Talvez pelo fato de estar pendurado e um outro cartão amarelo o tiraria da semifinal, caso o Brasil avançasse. Ele até foi honesto ao reconhecer não ter sofrido pênalti em um lance do primeiro tempo.
Pênalti que o árbitro não marcou em Gabriel Jesus, ao ser atingido por Kompany. Não marcado mesmo com o auxílio do árbitro de vídeo.
Mas, voltando ao Neymar, não foi nem de longe sua melhor atuação. Muito apagado. E ao final do jogo preferiu não falar com a imprensa. É um direito dele, mas espera-se mais de quem é referência no time nacional. Falar apenas quando vence é fácil.
O goleiro belga Courtois fez uma partida extraordinária. É um ótimo goleiro e não é de hoje. A famosa frase sempre usada a cada quatro anos da "Geração Belga" parece fazer muito sentido agora. De fato, esse é um dos melhores times belgas de todos os tempos, treinado pelo espanhol Roberto Martínez e que repete o feito do Mundial de 1986, no México, onde também chegou às semifinais e foi desclassificado pela Argentina, que se tornaria campeã. Essa Bélgica de 2018 pode bater de frente com qualquer seleção e dará muito trabalho à também boa seleção da França.
Ao Brasil resta refletir e começar a pensar no futuro. Tem Copa América em 2019 onde jogará diante da torcida brasileira.
Uma derrota também deve servir de lição. Ela dói, mas no esporte tem dessas coisas. Havia muita expectativa pelo fim do jejum que já dura desde 2006 em busca do hexacampeonato. Parece que a torcida não aprendeu nada com o 7 a 1. Parte dos brasileiros seguiam arrogantes no futebol, esquecendo-se que do outro lado também há um adversário que se prepara para os jogos. Mas essa empolgação pode ter partes de culpa da própria mídia que cobre o time brasileiro. Os telejornais globais davam a impressão de que o time de Tite venceria facilmente qualquer adversário e desde a primeira fase vimos que não seria bem assim. Torcer, vibrar, comemorar, sonhar, tudo faz parte do jogo. Porém, um pouco de pés no chão às vezes faz bem.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Campeões mundiais não repetem desempenho nas Copas do século 21

Alemães eliminados na primeira fase pela primeira vez. Foto: Reuters

Campeões mundiais em uma edição e eliminados na primeira fase da Copa do Mundo seguinte não chega a ser uma novidade.

Já aconteceu seis vezes, em 21 edições do principal torneio de futebol.

Somente com a Itália aconteceu duas vezes.

Campeã em 1938, na França, a Itália não avançou para o quadrangular final do torneio no Brasil, país que aceitou sediar a Copa em 1950, após 12 anos ausentes, devido aos conflitos da 2ª Guerra Mundial.

Com uma derrota para a Suécia e uma vitória contra Paraguai, os italianos viram os suecos avançarem com uma vitória e um empate.

Os italianos repetiram a "proeza" 60 anos depois, em 2010, na África do Sul, quando novamente em um grupo com o Paraguai, empataram duas vezes (contra paraguaios e a Nova Zelândia) e perderam para a Eslováquia por 3 a 2.

O pentacampeão mundial Brasil já fez uma dessas. Foi na Inglaterra, em 1966, após vir de dois títulos seguidos nas edições de 1958 e 1962. 

E naquele ano, na Terra da Rainha, o escrete canarinho até começou bem, vencendo a Bulgária por 2 a 0 na estreia. Mas aí perdeu para Hungria e Portugal, ambas por 3 a 1, e deu adeus ao tricampeonato que viria quatro anos depois, no México.

Após essa eliminação precoce, a Copa só voltaria a ver um atual campeão eliminado na primeira fase em 2002, na primeira Copa disputada em dois países, na Coreia do Sul e no Japão. Aliás, de 2002 para cá já foram quatro eliminações de atuais campeões na edição seguinte. Somente o Brasil, em 2006, quebrou essa sequência, chegando até as quartas de final após ter sido campeão quatro anos antes.

A França havia feito uma Copa sensacional diante da torcida, em 1998, vencendo o Brasil com autoridade na final. Mas, quatro anos depois, tudo desandou.

Derrota na estreia para Senegal, 1 a 0. Empate sem gols com o Uruguai e derrota de 2 a 0 para a Dinamarca.

As mais recentes eliminações de atuais campeões na primeira fase são de 2014, com a Espanha e, agora, surpreendentemente a Alemanha, ao perder duas vezes na primeira fase, para México (1 a 0) e Coreia do Sul (2 a 0) e vencer de maneira dramática a Suécia por 2 a 1.

Aquela Alemanha dos 7 a 1 no Mineirão, de exemplo de futebol a ser seguido.

O Brasil que se desperte, pois esse mundial está russo...

P.S: O Uruguai não participou da Copa do Mundo de 1934, na Itália e foi o primeiro caso de de um campeão mundial não defender o título na Copa seguinte, por isso não entra nessa estatística.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Perder ou empatar na estreia não é o fim em Copas do Mundo

Camarões foi uma surpresa ao derrotar a Argentina em 90

A estreia em uma Copa do Mundo sempre gera muita tensão a qualquer seleção. É, por muitos, considerado o jogo mais complicado durante a fase de grupos. É carregado de ansiedade, medo, "frio na barriga", e todo tipo de emoções que se possa sentir ou imaginar.

Mas, historicamente, nem sempre perder ou empatar na primeira partida da Copa significa que tudo estará perdido pelo resto do torneio.

Apesar de ser uma competição de tiro curto, com poucos jogos por uma mesma equipe, é possível haver recuperação.

Hoje, com o atual formato de 32 seleções divididas em oito grupos com quatro seleções cada, um país pode fazer, no máximo, sete jogos. Nas primeiras edições do torneio era ainda menor. Com poucas seleções, havia times que faziam apenas uma partida, perdeu estava fora.

Todos os campeões mundiais já perderam ao menos uma vez na estreia em Copas do Mundo. E ainda assim, conseguiram fazer grandes campanhas.

Porém, dos oito campeões, somente a Espanha conseguiu ser campeã perdendo na estreia. Foi em 2010, quando começou com derrota de 1 a 0 para a Suíça, na África do Sul.

A equipe espanhola, aliás, é a que mais perdeu em estreias de Copas do Mundo. Das 14 edições que disputou, começou com derrota em sete. Os dados foram levantados pelo perfil do Impedimento, no Twitter

Entre os campeões, o Brasil é o que está há mais tempo sem sofrer derrotas no primeiro jogo. A última vez que isso ocorreu foi em 1934, na derrota para, veja só, a Espanha, por 3 a 1. De lá pra cá já são 18 copas consecutivas sem perder, sendo 16 vitórias e dois empates, em 1974 e 1978.

A que menos perdeu na primeira partida de uma Copa foi a Alemanha. Somente uma vez, em 1982 (2 a 1 para a Argélia). E ainda assim, os alemães chegaram à final contra a Itália, que se sagrou campeã.

Mas engana-se quem pensa que a Itália começou bem aquele torneio disputado na Espanha. Na primeira fase, classificou-se com três empates. 

Outros finalistas de Copas também levaram sustos na estreia.

A Argentina protagonizou uma das maiores zebras das Copas, ao perder para a surpreendente seleção de Camarões, de Roger Millá, em 1990: 1 a 0. Mesmo assim, Maradona e cia chegaram à decisão, mas foram batidos pela Alemanha e não conseguiram repetir o feito do título de quatro anos antes.

A zebra argentina pode ser comparada com a derrota da atual campeã em 2002, a França, que também perdeu para um time africano, no caso Senegal, que fazia sua primeira participação em Copas. Também foi por 1 a 0. Mas, ao contrário dos hermanos, os franceses ficaram pela primeira fase da Copa.

A Itália, que este ano não vai disputar a Copa, foi finalista em 1994, perdendo o título nos pênaltis para o Brasil (É TETRAAA, É TETRAAA). Mas na estreia, os italianos começaram perdendo para a Irlanda, em um grupo pra lá de equilibrado. Todos os quatro times terminaram empatados com quatro pontos, com México em primeiro, Irlanda em segundo e a Itália se classificando como um dos melhores terceiros colocados, tendo uma derrota, uma vitória e um empate. A quarta e última colocada foi a Noruega, também quatro pontos.

Portanto, perder ou empatar na estreia não é sinônimo de desespero. No máximo liga o sinal de alerta. Mas, por precaução, é melhor evitar e começar já vencendo o primeiro jogo para chegar um pouco mais tranquilo aos demais.

E que os jogos comecem...

Imagem: Reprodução YouTube

sábado, 2 de junho de 2018

Repetição de campeão de uma Copa a outra é algo raro de se ver

Seleção da Alemanha tetracampeã no Brasil

A seleção da Alemanha é sempre colocada entre as favoritas para conquistar a Copa do Mundo, juntamente com outras equipes campeãs mundiais como Brasil, Argentina, Espanha, Itália (que em 2018 ficou de fora), França, e assim por diante.

Mas o histórico do torneio aponta que a última vez que tivemos duas Copas do Mundo seguidas vencidas por uma mesma seleção foi há mais de 50 anos, com o Brasil, em 1958 e 1962.

Além do Brasil, a Itália foi outra seleção que conseguiu vencer duas Copas seguidas, na distante década de 1930, conquistando os torneios de 34 na própria Itália e em 38, na França.

Sua ausência na Rússia, onde poderíamos ter uma despedida digna do goleiro Buffon, foi uma surpresa para todos.

Após isso, o mais perto que vimos foram países chegando duas Copas seguidas (ou até mesmo três) na final. Com um ou outro título, ou até mesmo nenhum, como foi o caso da Holanda em 1974 e 1978 perdendo para os donos da casa Alemanha e Argentina, respectivamente.

Nas Copas de 1986, no México, e de 1990, na Itália, duas seleções protagonizaram bons duelos na final. Em 86, comandada por Diego Maradona, a Argentina derrotou a Alemanha por 3 a 2. Quatro anos depois Maradona não foi capaz de parar os alemães, que venceram por 1 a 0 e levantaram o terceiro título. 

As duas seleções voltariam a decidir uma Copa do Mundo em 2014, no Brasil, novamente com o time europeu levando a melhor, com 1 a 0 na prorrogação.

Brasil e Alemanha são as seleções que mais vezes disputaram finais de Copa do Mundo. Sete para o time brasileiro e oito para os alemães.

As equipes são as únicas, também, a disputarem três finais seguidas de Copa. Primeiro com a Alemanha em 1982, 1986 e 1990. Depois o Brasil fez em 1994, 98 e 2002.

Das sete decisões, a equipe verde-amarela perdeu somente duas, sendo a única pentacampeã, feito esse que pode ser igualado pela Alemanha agora na Rússia, já que em finais os alemães possuem 50% de aproveitamento, quatro títulos e quatro vices.

Entre os campeões mundiais que estão há mais tempo sem levantar o título principal do futebol estão Uruguai, bicampeão no Maracanã lotado em 1950 e a Inglaterra, que conquistou seu único título quando sediou o torneio, em 1966.

Caso o Brasil levante a taça seria a maior reviravolta em Copas. Ainda está muito claro na mente do torcedor os 7 a 1 sofridos na semifinal para os alemães, no Mineirão, em 2014. Mas é evidente a melhora no time com a chegada do técnico Tite e hoje dá para se dizer que o país voltou a ser protagonista entre os grandes, onde aliás, nunca saiu, mas esteve com sua reputação abalada. 

Tudo isso terá que ser provado dentro de campo, onde as coisas de fato acontecem no futebol. 

E o pontapé inicial já tem data e horário marcados, 14 de junho, meio-dia (horário de Brasília), com a abertura da Copa entre Rússia x Arábia Saudita.

Foto: Getty Images

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Filho de craque das quadras segue o mesmo caminho do pai


Felipe recebe o apoio da família. Foto: Bruno Zanette

Há um ditado popular no qual diz “filho de peixe, peixinho é”. Tal citação poderia muito bem ser utilizada para falar de Felipe Andrade, filho do ex-jogador do Foz Futsal e seleção brasileira, hoje vereador em Foz do Iguaçu, Anderson Andrade.

Felipe nasceu em 2002 e atuou em quatro jogos pela equipe sub-17 do STI/ADEPASTI, de Santa Terezinha de Itaipu, durante a fase regional do Campeonato Paranaense de Futsal dessa categoria. Os jogos foram disputados no Complexo Esportivo Hugo Puhl, na mesma cidade do time e contou com a participação de equipes de Nova Aurora, Medianeira, Toledo e Marechal Cândido Rondon.

A vaga para a segunda fase veio de maneira invicta, com duas vitórias e dois empates, classificando-se em primeiro lugar, juntamente com Marechal Cândido Rondon, o segundo. Felipe fez um gol durante esta fase. Nas costas da camisa, o número 3 que sempre consagrou o pai. “É o número do meu pai, jogou sempre com a 3 e gosto de jogar com esse número, também”, disse, em poucas palavras, um tímido Felipe.

O pai, todo orgulhoso, acompanhou a partida do filho contra o Toledo, empate em 3 a 3 na noite de sexta-feira (4). O terceiro gol do STI/ADEPASTI, que determinou o placar, teve participação de Felipe, passando por cima da bola na cobrança de falta de Teteu, no ângulo esquerdo do goleiro adversário. Anderson contou como se deu o interesse do filho pelo esporte.

“O Fê, desde muito pequeno sempre gostou muito de bola e aos poucos foi tomando gosto pelos treinamentos e eu sempre o incentivando. Mas naquela linha de não haver cobrança, dele ter aquilo como um lazer e uma atividade esportiva. E para não ter aquele peso pelo fato do pai ter sido jogador, não ter toda essa cobrança nele. Sempre procuro conversar muito com ele, levo ele aos treinos, incentivo, eu o oriento a ser um exemplo dentro e fora de quadra, procurar ser uma liderança, nunca reclamar com os árbitros, ser educado. E na questão da dedicação, que não existe vitória sem sacrifício, conversamos muito em casa sobre questões técnicas e táticas”, explica o agora vereador Anderson Andrade.

Apesar do sonho do filho de virar jogador profissional, Anderson reforça que a prioridade é sempre pelos estudos.  “Não sei ainda se ele vai seguir a carreira, se for a vontade de Deus e pelo seu compromisso e dedicação, sei que vai ser. O sonho dele é ser um jogador de futebol, mas sempre cobro também como prioridade os estudos. Está quase terminando o Ensino Médio, depois deve entrar na faculdade, mas nunca deixando de lado o sonho de ser um jogador”, explica o ex-jogador que atuou também fora do Brasil, em países como Espanha e Itália, já casado e com os filhos Amanda e Felipe.

Como um jogador que sempre marcou muitos gols em quadra, Anderson mostrou que também sabe atuar na defesa, quando necessário.  “O que cobro ao Felipe é ter atitude de atleta também fora de quadra. Na questão da alimentação, dormir bem durante a noite, não permito de maneira nenhuma que ele fume narguilé ou beba uma gota de álcool. Estou sempre monitorando, cuido muito em relação a isso, a convivência, companhias e amizades. Porque infelizmente temos visto possíveis grandes potenciais atletas perderem o foco por conta disso. Viver uma modinha que tem levado a caminhos tortuosos “, orienta.

No que depender da dedicação do Felipe e das orientações do pai, a carreira de jogador terá continuidade por muitos anos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Rueda pensou no futuro financeiro, e ele está certo

Reinaldo Rueda vai comandar o Chile



Não há nada de errado em um profissional querer mudar de emprego, se oferecem uma proposta melhor financeiramente.

O que muitos dos jornalistas esportivos no Brasil reclamam da atitude do técnico Reinaldo Rueda, é que ele demorou demais para avisar ao Flamengo que não pretendia seguir no clube carioca em 2018, após receber proposta tentadora para comandar a seleção do Chile.

Por ano, o colombiano Rueda receberá R$ 10 milhões.

O acordo vai até a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, mas pode ser rescindido em 2019, caso o Chile fracasse na Copa América, que será disputada no Brasil.

Ao desembarcar no Rio de Janeiro na manhã de segunda-feira (11), Rueda negou ao canal Fox Sports que teria algo acertado com o Chile.

Foi mais adiante, disse que as notícias divulgadas pela imprensa chilena eram irresponsáveis. A todo momento os jornais chilenos davam quase como certo a ida de Rueda para a seleção.

Rueda estava de férias, o Flamengo não o procurou para saber até que ponto as informações eram verdadeiras.

Tudo bem, também não era seu papel, deveria partir do treinador informar que recebeu uma proposta. Mas o interesse também era dos dirigentes rubro-negros.

Sabendo que seria difícil segurar seu treinador, o Flamengo agiu nos bastidores e conversou com Paulo César Carpegiani para treinar a equipe.

PCC seria diretor de futebol, mas diante da situação, aceitou o desafio de comandar o clube pelo qual foi jogador no final dos anos 70 e início dos anos 80, e como treinador conquistou os maiores títulos, a Libertadores da América e o Mundial, em 1981.

O início de temporada do Flamengo não fica tão comprometido em termos de planejamento e contratação de jogadores, pois as indicações feitas ainda por Rueda estavam sendo analisadas por Carpegiani, uma vez que teria responsabilidades como diretor de futebol. 


Será um ano especial de acompanhar esse gaúcho de Erechim-RS comandando o Flamengo novamente na Libertadores.

Foto: Divulgação/Flamengo

Copa SP Júnior é um barato!



Já faz alguns anos que a Copa SP de Futebol Júnior atrai a atenção daqueles torcedores ansiosos pelo início da temporada oficial de seus clubes.

Acontece sempre em janeiro, com a final no dia 25, data de aniversário da cidade de São Paulo.

É o maior torneio das categorias de base do país, e em 2018 bateu o recorde de 128 equipes, com 32 grupos com quatro times cada.

Por conta do número excessivo de clubes, a fórmula mudou.

Antes passavam de fase apenas os campeões de cada grupo, além de alguns segundos colocados.

Agora, os dois primeiros de cada grupo avançam. 

Teoricamente ficou mais fácil de passar.

Mas a fórmula parece não ter agradado a todos que gostam de futebol.

O "craque" Neto, que foi muito bom jogador, mas que com microfone e escrita não tem o mesmo talento, criticou essa semana em seu blog o grande número de participantes.

Entre os argumentos, está de que o nível técnico cai bastante, que os jogos só começam a ficar bons nas fases finais, etc.

Chegou a dizer que quando disputou o torneio pelo Guarani-SP, em 1983, apenas 20 clubes participavam, que o nível era melhor, e que hoje há muitos times de empresários.

É verdade, mas esse é o único torneio que times também desconhecidos podem ter um pouco de reconhecimento, que jogadores podem ser apresentados e conquistar boas oportunidades em suas carreiras.

E, convenhamos, a graça do futebol são algumas zebras e surpresas que acontecem. 

E times grandes tropeçam, sim.

O Fluminense, por exemplo, caiu na primeira fase, em um grupo que tinha Marília-SP, Mogi Mirim-SP e Tubarão-SC.

O Cruzeiro, na segunda rodada, perdeu de 1 a 0 para o Nova Iguaçu-RJ, mas se classificou.

O Palmeiras empatou com o Taubaté-SP.

Ou seja, o legal do futebol, as incertezas do resultado, acontecem. E isso é com muitos ou poucos times.

Essa ideia de dizer "no meu tempo que era bom", é pura bobagem! Tempo bom é o agora, a era da tecnologia, do acesso à informação.

E aos que não gostam do torneio da forma como está, que simplesmente não assistam.

Não será a audiência deles, ou a falta dela, que determinará a sequência da Copinha.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foz Cataratas Futsal demite treinador por fazer cobranças a jogadores



Surpreendendo os torcedores, a diretoria do Foz Cataratas Futsal anunciou nesta quarta-feira (6) a demissão do técnico Roberto Nunes.

Deixa o clube iguaçuense na segunda posição do grupo B, com seis pontos na segunda fase da Série Ouro do Paranaense, tendo todo o segundo turno pela frente e com chances claras de classificação aos playoffs. 

Está à frente, por exemplo, do Cascavel.

Foram 11 jogos no comando técnico do Foz Cataratas, sendo 4 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. Um aproveitamento de 42% dos pontos disputados.

Roberto Nunes estreou contra o Ampére e seu clube venceu por 1 a 0, fora de casa.

Chegou no meio da primeira fase e depois da estreia vitoriosa, teve alguns momentos delicados, vitórias escapando nos minutos finais, empate em casa com o Clevelândia que quase custou a classificação à próxima fase.

Mas na fase seguinte, Roberto Nunes parecia ter acertado o time.

Num grupo com Ponta Grossa, Cascavel, Umuarama e Ampére, era evidente que a briga iguaçuense pela vaga seria contra o Ampére.

De cinco da chave, avançam quatro.

E começou fazendo o dever de casa, vencendo o Ponta Grossa por 3 a 1 e  o Ampére por 4 a 1. 

Perdeu onde se imaginava que perderia, em Cascavel e Umuarama.

Os placares não dizem o que foram os jogos.

Na última segunda-feira (4), após a goleada sofrida por 8 a 3 para o Umuarama no Ginásio Amário Vieira da Costa, Roberto Nunes desabafou.

Disse que falta comprometimento de alguns atletas.

Errou ao levar a público um descontentamento de seus jogadores, algo que deveria ser resolvido internamente.

Hoje à tarde, por telefone, disse a este blogueiro que sabia que seus jogadores poderiam render mais, por isso a cobrança mais veemente. 

Parecia bastante chateado.

Não é  segredo a ninguém no esporte, que jogador quando quer, derruba treinador.

O técnico depende deles em quadra, para os resultados acontecerem. E quando eles não acontecem, é sempre mais fácil mandar um treinador embora, do que um elenco todo.

Se não havia mais clima e sintonia no vestiário entre comissão técnica e jogadores, fica difícil continuar qualquer trabalho que seja.

Agora, não se trata de alguma categoria infantil ou de juniores. É do time adulto que estamos falando, e se jogadores não estão preparados para pressão e cobrança, talvez estejam na profissão errada.

Pode não ter sido o caso do Foz Cataratas, mas jogador que faz corpo mole para derrubar treinador não prejudica apenas um profissional, mas um time ou uma cidade inteira. É preciso ter mais responsabilidade quando se entrada em campo ou quadra.

Se a postura dos jogadores que vestem a camisa de um clube não muda, pode ser o melhor técnico do mundo que não consegue dar jeito.

E mudam as modalidades, mas o pensamento dos dirigentes seguem os mesmos em relação à demissão de treinadores. 

Sem uma sequência de trabalho, torna-se quase impossível chegar a um bom resultado.

Nos próximos dias será anunciado o novo técnico do time iguaçuense. E ele terá que começar um trabalho do zero. em um campeonato perto do fim.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O bom filho à casa torna



Felipão é a cara do Grêmio.

Daquele Grêmio multicampeão que conheci em minha infância, na década de 90.

Se tem alguém que conhece o estilo de jogar do Grêmio, esse alguém é Luis Felipe Scolari.

Sempre imaginei ele encerrando a carreira de treinador no time que o consagrou para o cenário nacional e mundial.

Se acontecerá isso, não posso prever.

De fato não fez um bom trabalho em sua segunda passagem pela seleção brasileira, com exceção do título da Copa das Confederações.

Ficará marcado pelo resto da vida como o treinador da seleção que tomou 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo em casa.

Mas qualquer resultado negativo não poderá apagar o currículo de Scolari.

Como o próprio disse, ele retorna ao clube do coração em um momento em que precisa de todo o apoio do mundo. E sabe que no Tricolor dos Pampas vai encontrar esse apoio.

E Fábio Koff, presidente das duas Libertadores e Mundial Tricolor, merece uma estátua em frente à Arena.

A estreia de Scolari será logo em um clássico GreNal, no dia 10 de agosto, no Estádio Beira-Rio, local em que Felipão se consagrou inúmeras vezes, seja como zagueiro brucutu do Caxias, ou como treinador.

Se algum gremista disser que não ficou feliz com esse reencontro, certamente estará mentindo.

No fundo, todo torcedor alimenta a esperança de que, se pelo menos não repetir os títulos do passado, certamente poderá ver em campo um time com uma nova alma, a mesma que havia há 18 anos, desde sua última passagem.

Nenhum gremista quer ver o time dando espetáculo, chapéu, toque de letra, nada disso. O futebol-arte nunca fez parte do repertório do Grêmio. O torcedor quer ver aquele time jogando com o regulamento embaixo do braço, onde suas goleadas são elásticos placares de 1 a 0, 2 a 1; jogando em campos esburacados, debaixo de chuva, com muita lama. É esse Grêmio, lutando por títulos e não se entregando facilmente que o torcedor quer ver. Em suma, o Grêmio de Scolari.

Bem-vindo de volta, Felipão!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Atropelo alemão



Uma derrota para a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo é normal.

Uma derrota por goleada de 7 a 1 da seleção brasileira na semifinal de Copa do Mundo jogando em casa, não.

Antes de analisar o fator psicológico - que novamente pesou em um elenco formado por jovens atletas - é preciso ter consciência que o Brasil teve sérios problemas táticos neste Mundial.

Tanto, que o único jogo em que atuou relativamente bem foi o quinto, nas quartas de final, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. É o preço que se paga por descansar muito e treinar pouco, em um torneio de tiro curto.

O primeiro gol alemão na semifinal, marcado por Thomas Müller, escancarou as falhas defensivas, por ter ficado livre na grande área para chutar, após cobrança de escanteio.

O que se viu a partir daí foi um total desequilíbrio. Quatro gols em seis minutos.

Miroslav Klose (artilheiro absoluto das Copas com 16 gols, passando Ronaldo), Toni Kross duas vezes e Khedira. No segundo tempo Schürrle marcou mais duas vezes e Oscar descontou, fazendo o gol de honra brasileiro.

Em cem anos a seleção brasileira sofre sua pior derrota da história.

E pelas circunstâncias que foi o placar, nem se Thiago Silva e Neymar estivessem em campo, conseguiriam resolver algo. Talvez a goleada fosse menor, mas ao mesmo tempo inevitável.

O desastre parecia questão de tempo, e ele poderia ter ocorrido já nas oitavas, contra o Chile, quando o Brasil teve mais sorte que juízo com a bola de Pinilla no travessão nos últimos minutos da prorrogação.

Formada por um elenco jovem, a maioria dos atletas que defenderam a seleção brasileira neste ano, terá plenas condições de voltar a uma Copa em 2018, na Rússia. Alguns nomes serão substituídos, é verdade. Mas a base está formada.

Uma derrota como essa dói, machuca o torcedor, mas também serve para ensinar muito ao futebol brasileiro e ao país como um todo. As conquistas não vêm por acaso, é preciso esforço e dedicação. Não dá para ser aos trancos e barrancos, no tal "jeitinho brasileiro". Serve para o torcedor e a mídia pacheca ter consciência de que futebol é momento e o Brasil não tem o melhor futebol coletivo em todos os momentos. Nem todo grande time tem craques, nem todos os craques formam um grande time.

Apontar os culpados parece fácil. Todos perdem. Jogadores, comissão técnica, dirigentes. Mas fazer isso nesse momento é injusto. Pegamos como exemplo o goleiro Barbosa, da Copa de 50, que jamais foi perdoado pela torcida pelos dois gols que sofreu diante dos uruguaios.

Aqui cabe um parêntese para a CBF, que trocou o técnico Mano Menezes em um momento que ele parecia  ter encontrado uma fórmula de jogo ideal, por Luiz Felipe Scolari, campeão em 2002, multicampeão com Grêmio e Palmeiras, mas que não procurou se renovar. E o futebol muda a todo instante.

O objetivo da CBF era claro: após perder as Olimpíadas de 2012, Mano Menezes perdera também o pouco de prestígio que tinha, e o presidente da entidade, José Maria Marin, tentando lavar suas mãos, trouxe um nome de grande carisma, e caso o título mundial não viesse, como de fato não veio, não seria por falta  de um nome de peso.

Conquistou a Copa das Confederações, numa ótima exibição contra a Espanha na final, e isso fez com que o time vivesse uma ilusão.

A Copa das Confederações é tão parâmetro para a Copa do Mundo, como os estaduais são para o Campeonato Brasileiro. Ou seja, nenhum. E o Brasil ganhou as últimas três, caindo consequentemente nas últimas três Copas antes da final.

Não é por causa dessa derrota que precisa-se repensar o futebol brasileiro. Ele carece desa análise há muito tempo. Desde a base, o campeonato interno, seus dirigentes, a filosofia ultrapassada de seus treinadores, etc.

O Brasil segue sendo, entre os principais campeões mundiais, o único que não sabe o que é vencer em casa. A Espanha também não sabe, mas sediou até hoje apenas uma Copa. Essa foi a segunda no Brasil.

E que ótima Copa estamos tendo dentro de campo. A lamentar somente a queda do viaduto em Belo Horizonte, que matou duas pessoas e deixou outras tantas feridas.

Agora é juntar os cacos, e conseguir forças para disputar o terceiro lugar, contra o perdedor de Holanda x Argentina, sábado (12), às 17h, em Brasília.

Nem no chamado Maracanazo, como ficou conhecida a derrota de 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanã em 1950, o vexame foi tão grande. Pois aquela era uma derrota possível e compreensível. 

Aliás, passa-se a Copa e o Brasil fica sem jogar no principal estádio do país. Parabéns a quem fez a tabela da Copa.

Pena que ela está acabando.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Polêmicas marcam a estreia do Brasil na Copa 2014



Começou a 20ª Copa do Mundo de futebol. E de maneira assustadora para o Brasil, tomando gol (contra de Marcelo) logo no começo de partida, contra a Croácia, na abertura do Mundial. Mas depois a seleção treinada por Luis Felipe Scolari conseguiu o resultado desejado: vitória de virada, por 3 a 1.

Assim como em 2002, na Coreia e no Japão, também sob o comando de Felipão, o Brasil novamente teve um pênalti no mínimo duvidoso em seu favor. O atacante Fred caiu dentro da área, a arbitragem japonesa marcou e Neymar converteu. Marcava aí o segundo gol dele no jogo. Ainda no primeiro tempo anotou o gol de empate, num belo chute no canto esquerdo do goleiro croata. Verdade seja dita, que poderia ter sido expulso, caso o juiz Yuichi Nishimura decidisse pelo cartão vermelho e não o amarelo, o que não seria exagero, após cotovelada do craque brasileiro no pescoço do adversário, pouco antes de empatar. Teve gol anulado dos europeus, mas um lance possível de discussão, já que de fato há o choque entre o goleiro Julio César com o atacante croata.

O primeiro obstáculo, o da estreia, a ansiedade do primeiro jogo, tudo isso foi superado. Agora é encarar o México, no dia 17 de junho, e depois Camarões, no dia 23, adversários que, teoricamente, darão menos trabalho ao Brasil para uma provável classificação em primeiro lugar no Grupo A às oitavas de final. A partir daí, a situação começa a engrossar.

Oscar foi o melhor em campo na abertura da Copa. Correu muito, fez o terceiro gol, de bico. Neymar, mesmo dizendo que não almeja ser artilheiro, começa a disputa com dois gols anotados. O público também fez uma bonita festa na Arena Corinthians, em São Paulo. Continuou o hino nacional, mesmo depois de ele ter parado no protocolo engessado da FIFA. A exceção fica por conta dos xingamentos à presidente Dilma Rouself. Independente de qualquer opção política, gostando ou não da chefe do Executivo nacional, foi uma tremenda falta de respeito, por quem pede educação, mas esqueceu de ter o mínimo, na tarde de quinta-feira (12).

O primeiro passo em busca do primeiro título em casa foi dado. Mas fica claro que o futebol apresentado pelo time canarinho tem muito a melhorar.

domingo, 20 de abril de 2014

A imponente voz se calou



O raciocínio e agilidade em descrever as jogadas e identificar os jogadores nas transmissões não eram os mesmos nos últimos anos.

Chegou a ficar um período afastado do trabalho, depois de sofrer um AVC em 2012.

Mas a voz de Luciano do Valle continuava firme e forte. E era impossível não reconhecê-la nestes 50 anos de carreira.

Muito mais do que um narrador esportivo, Luciano do Valle foi um grande divulgador das mais diferentes modalidades no Brasil, em especial o vôlei.

Tanto que chegou a ser conhecido como "Luciano do Vôlei", após promover uma partida entre Brasil x União Soviética em uma quadra montada no Estádio do Maracanã, completamente lotado, em 1983.

Apresentou Maguila no Boxe, cobriu as conquistas de Fittipaldi na F1 e F-Indy, NBA, NFL, sinuca, Campeonato Italiano de Futebol, enfim, tudo que fosse relacionado ao esporte, passou por ele na Band nas décadas de 80 e 90, quando não existia TV a cabo no Brasil e a emissora ficou conhecida como o "Canal do Esporte".

Começou a carreira cedo, com 16 anos no rádio, em Campinas, cidade onde nasceu.

Foi o narrador principal da Globo por 11 anos, de 1971 a 1982. Passou também pela Record, de 82 a 83 e 2004 a 2006.

Mas foi na Band que teve a maior trajetória, entre os anos de 1983 a 2003 e 2006 até o momento de sua morte.

Quem atua hoje no jornalismo, e principalmente no jornalismo esportivo, não tem como não admirá-lo.

Confesso que não o tinha como meu narrador preferido, mas nomes como o dele, Galvão Bueno, Silvio Luiz, é preciso se respeitar, gostando deles ou não. Possuem uma rica história no esporte.

Teve uma passagem recente por Foz do Iguaçu, a qual escrevi certa vez aqui no Blog e não retiro as linhas e dúvidas que levantei à época. Por mais que tenha promovido e ajudado a criar o futebol feminino na Terra das Cataratas, trazido patrocinadores fortes como Caixa Econômica Federal e Coca-Cola, o interesse repentino por Foz do Iguaçu nunca foi muito bem esclarecido. Pois da mesma maneira que começou a falar da cidade nas transmissões, parou repentinamente. Conheço pessoas que afirmam terem tido prejuízos com a passagem de Luciano e sua empresa por Foz.

Mas isso não vem ao caso agora.

É sempre muito triste quando alguém morre assim, de repente, sabendo que poderia continuar na ativa por mais alguns anos.

E Luciano do Valle morreu indo trabalhar, quando passou mal no avião que o levava a Uberlândia, onde transmitiria Atlético Mineiro x Corinthians, pela primeira rodada do Brasileirão 2014, ano de Copa do Mundo.

A vida não permitiu que LV pudesse encerrar a carreira narrando mais um Mundial e em seu próprio país. Ou as próximas Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016.

Que a equipe da Band tenha forças para superar a ausência do maior locutor que a emissora teve, num ano tão importante.

A comunicação perdeu uma das mais imponentes vozes do esporte.

Troca de comando foi necessária

Ivair Cenci e Joel (os dois à direita) na coletiva do Foz FC

Dois fatores foram fundamentais para Claudemir Sturion não treinar o Foz do Iguaçu Futebol Clube pela terceira vez na carreira.

Primeiro foi por ele ter anunciado antes da diretoria que viria a Foz do Iguaçu, estando ainda em disputa de uma semifinal de Campeonato Paranaense com o Maringá FC.

Segundo, justamente a boa campanha que fez com o Maringá, chegando à final e perdendo o título estadual nos pênaltis para o Londrina.

O raciocínio do presidente iguaçuense, Arif Osman, foi lógico. Trazer Sturion poderia significar um risco ao projeto de subir o time à Primeira Divisão, já que a qualquer momento poderia pintar alguma proposta irrecusável de clubes da Série D, C ou B do Brasileirão.

Desta maneira, o Foz FC rescindiu o acordo com Sturion e foi atrás da dupla Ivair Cenci e Joel Preisner, que deu o título de Campeão do Interior ao Prudentópolis.

Ivair já trabalhou em Foz do Iguaçu, no ano de 1999, mas a equipe que treinou era o Foz Esporte Clube. No elenco, tinha Joel como jogador.

O mesmo Joel encerrou a carreira de boleiro no Foz Futebol Clube, em 2010.

Após pendurar as chuteiras, foi convidado por Ivair a trabalhar como treinador e juntos vêm desenvolvendo bons trabalhos pelo Paraná.

Foi assim no Francisco Beltrão e no Prudentópolis, onde garantiram o Acesso em 2013 e fizeram uma boa campanha na Primeirona este ano.

A temporada de 2014 será a que o Foz terá o maior tempo de preparação. Parte do elenco se apresenta no dia 5 de maio para os primeiros treinamentos.

O Arbitral da Segunda Divisão acontece no dia 29 de abril, em Curitiba.

A partir daí saberemos a data de início do torneio, muito provavelmente uma semana depois da Copa do Mundo.

Fora de campo, os trabalhos já começaram.

Foto: Roberto Mafra/Assessoria

quarta-feira, 26 de março de 2014

Novamente Sturion

Claudemir Sturion está de volta ao Foz FC

Novamente a diretoria do Foz do Iguaçu Futebol Clube resolveu apostar no técnico Claudemir Sturion, para as disputas do Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, que começam em julho, depois da Copa do Mundo.

A confirmação foi feita pelo próprio, ainda como técnico do Maringá e às vésperas da primeira semifinal contra o Coritiba, pelo Paranaense da Primeira Divisão.

O acordo já estava selado há alguns meses, antes mesmo de 2014.

Será a terceira passagem de Sturion como treinador do Foz FC.

Ele tem um bom currículo no futebol paranaense, tendo subido de divisão as equipes do Nacional de Rolândia (2008), Arapongas (2010) e Metropolitano Maringá (2013). Teve passagem também pelo Camboriú, na Primeira Divisão Catarinense de 2013, mas foi demitido após rebaixar a equipe.

No "Azulão da Fronteira", Sturion treinou o time no Acesso de 2007. A equipe fez uma boa campanha, mas perdeu a vaga à elite do futebol paranaense na última rodada do quadrangular final, em Toledo.

Na extinta Copa Paraná de 2008, o time iguaçuense poderia ter sido campeão do 1º turno com uma rodada de antecedência, o que garantiria vaga antecipada na final, mas tropeçou em casa contra o Cianorte e foi decidir contra o Londrina, no Estádio do Café. No jogo em que um empate bastaria ao Foz, terminou o primeiro tempo com vitória parcial do Londrina por 3 a 0. O Foz reagiu na segunda etapa, com dois gols, mas era tarde.

Dois anos se passaram e a diretoria resolvia apostar novamente em Sturion, mas pouco depois de ser anunciado, acertou com o Arapongas, e disputou a mesma Divisão de Acesso, conquistando uma das vagas (a outra foi do Roma de Apucarana). E por fim, em 2011 foi convidado a ser gerente de futebol, cargo novo no time. Quem não gostou nada disso foi Pedro Caçapa, que seria o treinador e se sentiu traído, por não ter sido consultado sobre a contratação de Sturion à época. Os dois chegaram a ficar hospedados no mesmo hotel.

Agora, em 2014, com uma temporada que se mostra a mais promissora em termos de recursos financeiros, a diretoria do Foz FC dará um novo voto de confiança a Sturion, esperando que ele repita campanha semelhante ao que conquistou com o Maringá, que entre os quatro primeiros do estado, já garantiu vaga na Série D do Brasileiro e Copa do Brasil de 2015.

É o que torcedor também espera.

Vai depender do elenco e do novo "velho" treinador.

Foto: Divulgação

quinta-feira, 13 de março de 2014

Arquibancadas vazias



O atual campeão da Libertadores da América, Atlético Mineiro, esteve na noite desta quarta-feira (12) no Estádio Ansenio Enrico, do clube 3 de Febrero, em Ciudad del Este, para enfrentar o Nacional pela terceira rodada da segunda fase do torneio continental.

O time paraguaio mandou seu jogo na cidade de fronteira com o Brasil, através de Foz do Iguaçu, em uma tentativa de aumentar sua renda, justamente pela proximidade com o vizinho país, assim como fizera em 2012, quando perdeu para o Corinthians no mesmo local, pela mesma competição.

Acontece que antes mesmo de a bola começar a rolar, já era previsto que a torcida não lotaria as arquibancadas igual ocorreu com o alvinegro paulistano. Tanto que desta vez o espaço destinado à torcida local do Nacional foi maior do que há dois anos.

Segundo informações não oficiais, o público total do Estádio 3 de Febrero no jogo Nacional x Galo foi de 5.603. A maioria de torcedores do Nacional. Mesmo o Atlético Mineiro tendo Ronaldinho Gaúcho, atração para qualquer fã de futebol.

Alguns fatores ajudam a entender o motivo de um público tão escasso. 

1) Horário das 22h - A partida foi transmitida na TV por assinatura pela Fox Sports e na TV aberta, pela Globo Minas. Nós sabemos que são as emissoras de televisão que determinam os horários dos jogos e que tradicionalmente no Brasil o horário das 22h é praticamente uma determinação da Globo, por ser depois da novela e do programa Big Brother. Com isso, na melhor das hipóteses, o jogo termina 23h45. Mesmo para quem mora em Foz do Iguaçu, não chega em casa antes da 1h. E sendo meio de semana, complica ainda mais.

2) Pouca torcida na região Oeste do Paraná - Quem mora na região de Foz do Iguaçu, Cascavel e cidades vizinhas sabe que a maioria dos torcedores é de clubes paulistas, gaúchos e alguns cariocas, especialmente o Flamengo. A dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro não possui muitos torcedores por aqui, exceto um ou outro mineiro ou admirador dos clubes. Por isso a maioria da torcida do Galo foi composta na arquibancada por pessoas que vieram de Minas Gerais e alguns fãs de futebol, para verem de perto Ronaldinho Gaúcho, Jô, Victor e Diego Tardelli.

3) Preço dos ingressos - Acredito que este tenha sido o fator principal para afastar o público do Estádio 3 de Febrero. Oras, se o Nacional queria ter renda na partida, que ao menos a empresa Online (assessora do estádio) e a direção do clube chegassem a um acordo para fazerem um preço mais acessível ao torcedor. Pegando o dólar a R$ 2,44, o ingresso mais barato, das arquibancadas laterais, custava aproximadamente R$ 122. O mais caro, nas cadeiras, R$ 220. Isso só o ingresso, sem transporte. Até mesmo para a torcida visitante o preço foi considerado alto. De acordo com o Diretor de Jornalismo da rádio CBN, Guilherme Wojciechowski, o valor cobrado normalmente em partidas do Campeonato Paraguaio fica entre 20 mil a 40 mil guaranis, em torno de 10 a 20 reais. Para o jogo da Libertadores o valor era de G$ 60 mil, ou aproximadamente R$ 30.

O Nacional do Paraguai está vivo na competição, em segundo no grupo 4, com quatro pontos. Tem chances de passar para as oitavas de final e pegar, quem sabe, um Grêmio, Flamengo ou qualquer outro clube brasileiro. E talvez (por que não?) mandar outro jogo para Ciudad del Este, com o objetivo de atrair maior público. Caso isso aconteça, os valores terão que ser revistos, pois quanto a horários, não tem muito o que se discutir, já que a televisão é quem paga para transmitir.