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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Momento de avaliação na seleção

Não se pode fazer terra arrasada por conta de uma eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo.
Está claro que o Brasil evoluiu muito de quatro anos para cá. Poderia ter evoluído mais, caso o técnico Tite tivesse assumido o comando da seleção brasileira logo após a Copa de 2014.
A CBF preferiu trazer de volta o Dunga, e o trabalho teve atraso de uns dois anos.
Agora deve ser mantido, visando a Copa de 2022, no Catar.
Foi apenas a primeira derrota de Tite em uma partida oficial. A outra havia sido um amistoso contra a Argentina. E é a primeira vez em 26 jogos no comando da seleção que seu time leva mais de um gol no jogo.
O Brasil fez apenas duas grandes atuações nesta Copa na Rússia. Contra a Sérvia na primeira fase (2 a 0) e contra o México, nas oitavas de final (2 a 0). E mesmo no jogo em que foi eliminado contra o Bélgica (1 x 2) não jogou mal.
Foram 26 finalizações, quase 60% de posse de bola.
Pecou em falhas de marcação e, novamente em jogada de bola aérea, determinante para dois dos três gols que sofreu em cinco jogos.
Ofereceu muito espaço a De Bruyne, que mais perto do ataque teve liberdade para dar passes e até marcar, como fez no segundo gol. O primeiro sofrido foi contra, de Fernandinho, que aliás fez uma péssima partida substituindo o suspenso Casemiro.
Neymar, principal jogador do Brasil, não foi tão reclamão do que nos outros jogos. Talvez pelo fato de estar pendurado e um outro cartão amarelo o tiraria da semifinal, caso o Brasil avançasse. Ele até foi honesto ao reconhecer não ter sofrido pênalti em um lance do primeiro tempo.
Pênalti que o árbitro não marcou em Gabriel Jesus, ao ser atingido por Kompany. Não marcado mesmo com o auxílio do árbitro de vídeo.
Mas, voltando ao Neymar, não foi nem de longe sua melhor atuação. Muito apagado. E ao final do jogo preferiu não falar com a imprensa. É um direito dele, mas espera-se mais de quem é referência no time nacional. Falar apenas quando vence é fácil.
O goleiro belga Courtois fez uma partida extraordinária. É um ótimo goleiro e não é de hoje. A famosa frase sempre usada a cada quatro anos da "Geração Belga" parece fazer muito sentido agora. De fato, esse é um dos melhores times belgas de todos os tempos, treinado pelo espanhol Roberto Martínez e que repete o feito do Mundial de 1986, no México, onde também chegou às semifinais e foi desclassificado pela Argentina, que se tornaria campeã. Essa Bélgica de 2018 pode bater de frente com qualquer seleção e dará muito trabalho à também boa seleção da França.
Ao Brasil resta refletir e começar a pensar no futuro. Tem Copa América em 2019 onde jogará diante da torcida brasileira.
Uma derrota também deve servir de lição. Ela dói, mas no esporte tem dessas coisas. Havia muita expectativa pelo fim do jejum que já dura desde 2006 em busca do hexacampeonato. Parece que a torcida não aprendeu nada com o 7 a 1. Parte dos brasileiros seguiam arrogantes no futebol, esquecendo-se que do outro lado também há um adversário que se prepara para os jogos. Mas essa empolgação pode ter partes de culpa da própria mídia que cobre o time brasileiro. Os telejornais globais davam a impressão de que o time de Tite venceria facilmente qualquer adversário e desde a primeira fase vimos que não seria bem assim. Torcer, vibrar, comemorar, sonhar, tudo faz parte do jogo. Porém, um pouco de pés no chão às vezes faz bem.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Campeões mundiais não repetem desempenho nas Copas do século 21

Alemães eliminados na primeira fase pela primeira vez. Foto: Reuters

Campeões mundiais em uma edição e eliminados na primeira fase da Copa do Mundo seguinte não chega a ser uma novidade.

Já aconteceu seis vezes, em 21 edições do principal torneio de futebol.

Somente com a Itália aconteceu duas vezes.

Campeã em 1938, na França, a Itália não avançou para o quadrangular final do torneio no Brasil, país que aceitou sediar a Copa em 1950, após 12 anos ausentes, devido aos conflitos da 2ª Guerra Mundial.

Com uma derrota para a Suécia e uma vitória contra Paraguai, os italianos viram os suecos avançarem com uma vitória e um empate.

Os italianos repetiram a "proeza" 60 anos depois, em 2010, na África do Sul, quando novamente em um grupo com o Paraguai, empataram duas vezes (contra paraguaios e a Nova Zelândia) e perderam para a Eslováquia por 3 a 2.

O pentacampeão mundial Brasil já fez uma dessas. Foi na Inglaterra, em 1966, após vir de dois títulos seguidos nas edições de 1958 e 1962. 

E naquele ano, na Terra da Rainha, o escrete canarinho até começou bem, vencendo a Bulgária por 2 a 0 na estreia. Mas aí perdeu para Hungria e Portugal, ambas por 3 a 1, e deu adeus ao tricampeonato que viria quatro anos depois, no México.

Após essa eliminação precoce, a Copa só voltaria a ver um atual campeão eliminado na primeira fase em 2002, na primeira Copa disputada em dois países, na Coreia do Sul e no Japão. Aliás, de 2002 para cá já foram quatro eliminações de atuais campeões na edição seguinte. Somente o Brasil, em 2006, quebrou essa sequência, chegando até as quartas de final após ter sido campeão quatro anos antes.

A França havia feito uma Copa sensacional diante da torcida, em 1998, vencendo o Brasil com autoridade na final. Mas, quatro anos depois, tudo desandou.

Derrota na estreia para Senegal, 1 a 0. Empate sem gols com o Uruguai e derrota de 2 a 0 para a Dinamarca.

As mais recentes eliminações de atuais campeões na primeira fase são de 2014, com a Espanha e, agora, surpreendentemente a Alemanha, ao perder duas vezes na primeira fase, para México (1 a 0) e Coreia do Sul (2 a 0) e vencer de maneira dramática a Suécia por 2 a 1.

Aquela Alemanha dos 7 a 1 no Mineirão, de exemplo de futebol a ser seguido.

O Brasil que se desperte, pois esse mundial está russo...

P.S: O Uruguai não participou da Copa do Mundo de 1934, na Itália e foi o primeiro caso de de um campeão mundial não defender o título na Copa seguinte, por isso não entra nessa estatística.

sábado, 2 de junho de 2018

Repetição de campeão de uma Copa a outra é algo raro de se ver

Seleção da Alemanha tetracampeã no Brasil

A seleção da Alemanha é sempre colocada entre as favoritas para conquistar a Copa do Mundo, juntamente com outras equipes campeãs mundiais como Brasil, Argentina, Espanha, Itália (que em 2018 ficou de fora), França, e assim por diante.

Mas o histórico do torneio aponta que a última vez que tivemos duas Copas do Mundo seguidas vencidas por uma mesma seleção foi há mais de 50 anos, com o Brasil, em 1958 e 1962.

Além do Brasil, a Itália foi outra seleção que conseguiu vencer duas Copas seguidas, na distante década de 1930, conquistando os torneios de 34 na própria Itália e em 38, na França.

Sua ausência na Rússia, onde poderíamos ter uma despedida digna do goleiro Buffon, foi uma surpresa para todos.

Após isso, o mais perto que vimos foram países chegando duas Copas seguidas (ou até mesmo três) na final. Com um ou outro título, ou até mesmo nenhum, como foi o caso da Holanda em 1974 e 1978 perdendo para os donos da casa Alemanha e Argentina, respectivamente.

Nas Copas de 1986, no México, e de 1990, na Itália, duas seleções protagonizaram bons duelos na final. Em 86, comandada por Diego Maradona, a Argentina derrotou a Alemanha por 3 a 2. Quatro anos depois Maradona não foi capaz de parar os alemães, que venceram por 1 a 0 e levantaram o terceiro título. 

As duas seleções voltariam a decidir uma Copa do Mundo em 2014, no Brasil, novamente com o time europeu levando a melhor, com 1 a 0 na prorrogação.

Brasil e Alemanha são as seleções que mais vezes disputaram finais de Copa do Mundo. Sete para o time brasileiro e oito para os alemães.

As equipes são as únicas, também, a disputarem três finais seguidas de Copa. Primeiro com a Alemanha em 1982, 1986 e 1990. Depois o Brasil fez em 1994, 98 e 2002.

Das sete decisões, a equipe verde-amarela perdeu somente duas, sendo a única pentacampeã, feito esse que pode ser igualado pela Alemanha agora na Rússia, já que em finais os alemães possuem 50% de aproveitamento, quatro títulos e quatro vices.

Entre os campeões mundiais que estão há mais tempo sem levantar o título principal do futebol estão Uruguai, bicampeão no Maracanã lotado em 1950 e a Inglaterra, que conquistou seu único título quando sediou o torneio, em 1966.

Caso o Brasil levante a taça seria a maior reviravolta em Copas. Ainda está muito claro na mente do torcedor os 7 a 1 sofridos na semifinal para os alemães, no Mineirão, em 2014. Mas é evidente a melhora no time com a chegada do técnico Tite e hoje dá para se dizer que o país voltou a ser protagonista entre os grandes, onde aliás, nunca saiu, mas esteve com sua reputação abalada. 

Tudo isso terá que ser provado dentro de campo, onde as coisas de fato acontecem no futebol. 

E o pontapé inicial já tem data e horário marcados, 14 de junho, meio-dia (horário de Brasília), com a abertura da Copa entre Rússia x Arábia Saudita.

Foto: Getty Images

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Atropelo alemão



Uma derrota para a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo é normal.

Uma derrota por goleada de 7 a 1 da seleção brasileira na semifinal de Copa do Mundo jogando em casa, não.

Antes de analisar o fator psicológico - que novamente pesou em um elenco formado por jovens atletas - é preciso ter consciência que o Brasil teve sérios problemas táticos neste Mundial.

Tanto, que o único jogo em que atuou relativamente bem foi o quinto, nas quartas de final, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. É o preço que se paga por descansar muito e treinar pouco, em um torneio de tiro curto.

O primeiro gol alemão na semifinal, marcado por Thomas Müller, escancarou as falhas defensivas, por ter ficado livre na grande área para chutar, após cobrança de escanteio.

O que se viu a partir daí foi um total desequilíbrio. Quatro gols em seis minutos.

Miroslav Klose (artilheiro absoluto das Copas com 16 gols, passando Ronaldo), Toni Kross duas vezes e Khedira. No segundo tempo Schürrle marcou mais duas vezes e Oscar descontou, fazendo o gol de honra brasileiro.

Em cem anos a seleção brasileira sofre sua pior derrota da história.

E pelas circunstâncias que foi o placar, nem se Thiago Silva e Neymar estivessem em campo, conseguiriam resolver algo. Talvez a goleada fosse menor, mas ao mesmo tempo inevitável.

O desastre parecia questão de tempo, e ele poderia ter ocorrido já nas oitavas, contra o Chile, quando o Brasil teve mais sorte que juízo com a bola de Pinilla no travessão nos últimos minutos da prorrogação.

Formada por um elenco jovem, a maioria dos atletas que defenderam a seleção brasileira neste ano, terá plenas condições de voltar a uma Copa em 2018, na Rússia. Alguns nomes serão substituídos, é verdade. Mas a base está formada.

Uma derrota como essa dói, machuca o torcedor, mas também serve para ensinar muito ao futebol brasileiro e ao país como um todo. As conquistas não vêm por acaso, é preciso esforço e dedicação. Não dá para ser aos trancos e barrancos, no tal "jeitinho brasileiro". Serve para o torcedor e a mídia pacheca ter consciência de que futebol é momento e o Brasil não tem o melhor futebol coletivo em todos os momentos. Nem todo grande time tem craques, nem todos os craques formam um grande time.

Apontar os culpados parece fácil. Todos perdem. Jogadores, comissão técnica, dirigentes. Mas fazer isso nesse momento é injusto. Pegamos como exemplo o goleiro Barbosa, da Copa de 50, que jamais foi perdoado pela torcida pelos dois gols que sofreu diante dos uruguaios.

Aqui cabe um parêntese para a CBF, que trocou o técnico Mano Menezes em um momento que ele parecia  ter encontrado uma fórmula de jogo ideal, por Luiz Felipe Scolari, campeão em 2002, multicampeão com Grêmio e Palmeiras, mas que não procurou se renovar. E o futebol muda a todo instante.

O objetivo da CBF era claro: após perder as Olimpíadas de 2012, Mano Menezes perdera também o pouco de prestígio que tinha, e o presidente da entidade, José Maria Marin, tentando lavar suas mãos, trouxe um nome de grande carisma, e caso o título mundial não viesse, como de fato não veio, não seria por falta  de um nome de peso.

Conquistou a Copa das Confederações, numa ótima exibição contra a Espanha na final, e isso fez com que o time vivesse uma ilusão.

A Copa das Confederações é tão parâmetro para a Copa do Mundo, como os estaduais são para o Campeonato Brasileiro. Ou seja, nenhum. E o Brasil ganhou as últimas três, caindo consequentemente nas últimas três Copas antes da final.

Não é por causa dessa derrota que precisa-se repensar o futebol brasileiro. Ele carece desa análise há muito tempo. Desde a base, o campeonato interno, seus dirigentes, a filosofia ultrapassada de seus treinadores, etc.

O Brasil segue sendo, entre os principais campeões mundiais, o único que não sabe o que é vencer em casa. A Espanha também não sabe, mas sediou até hoje apenas uma Copa. Essa foi a segunda no Brasil.

E que ótima Copa estamos tendo dentro de campo. A lamentar somente a queda do viaduto em Belo Horizonte, que matou duas pessoas e deixou outras tantas feridas.

Agora é juntar os cacos, e conseguir forças para disputar o terceiro lugar, contra o perdedor de Holanda x Argentina, sábado (12), às 17h, em Brasília.

Nem no chamado Maracanazo, como ficou conhecida a derrota de 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanã em 1950, o vexame foi tão grande. Pois aquela era uma derrota possível e compreensível. 

Aliás, passa-se a Copa e o Brasil fica sem jogar no principal estádio do país. Parabéns a quem fez a tabela da Copa.

Pena que ela está acabando.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Polêmicas marcam a estreia do Brasil na Copa 2014



Começou a 20ª Copa do Mundo de futebol. E de maneira assustadora para o Brasil, tomando gol (contra de Marcelo) logo no começo de partida, contra a Croácia, na abertura do Mundial. Mas depois a seleção treinada por Luis Felipe Scolari conseguiu o resultado desejado: vitória de virada, por 3 a 1.

Assim como em 2002, na Coreia e no Japão, também sob o comando de Felipão, o Brasil novamente teve um pênalti no mínimo duvidoso em seu favor. O atacante Fred caiu dentro da área, a arbitragem japonesa marcou e Neymar converteu. Marcava aí o segundo gol dele no jogo. Ainda no primeiro tempo anotou o gol de empate, num belo chute no canto esquerdo do goleiro croata. Verdade seja dita, que poderia ter sido expulso, caso o juiz Yuichi Nishimura decidisse pelo cartão vermelho e não o amarelo, o que não seria exagero, após cotovelada do craque brasileiro no pescoço do adversário, pouco antes de empatar. Teve gol anulado dos europeus, mas um lance possível de discussão, já que de fato há o choque entre o goleiro Julio César com o atacante croata.

O primeiro obstáculo, o da estreia, a ansiedade do primeiro jogo, tudo isso foi superado. Agora é encarar o México, no dia 17 de junho, e depois Camarões, no dia 23, adversários que, teoricamente, darão menos trabalho ao Brasil para uma provável classificação em primeiro lugar no Grupo A às oitavas de final. A partir daí, a situação começa a engrossar.

Oscar foi o melhor em campo na abertura da Copa. Correu muito, fez o terceiro gol, de bico. Neymar, mesmo dizendo que não almeja ser artilheiro, começa a disputa com dois gols anotados. O público também fez uma bonita festa na Arena Corinthians, em São Paulo. Continuou o hino nacional, mesmo depois de ele ter parado no protocolo engessado da FIFA. A exceção fica por conta dos xingamentos à presidente Dilma Rouself. Independente de qualquer opção política, gostando ou não da chefe do Executivo nacional, foi uma tremenda falta de respeito, por quem pede educação, mas esqueceu de ter o mínimo, na tarde de quinta-feira (12).

O primeiro passo em busca do primeiro título em casa foi dado. Mas fica claro que o futebol apresentado pelo time canarinho tem muito a melhorar.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Regalias exageradas da Coreia do Sul



Dias desses, na rede social Facebook, levantei a questão de que o Campeonato Paranaense estava chegando ao final e havia uma conversa de o Coritiba mandar um jogo do estadual em Foz do Iguaçu, por conta da parceria com a equipe profissional da cidade, o Foz Futebol Clube.

Não tinha me dado conta que um dos motivos de tal jogo não acontecer foi pelas reformas no Estádio do ABC para receber treinamentos da seleção da Coreia do Sul durante a Copa do Mundo no Brasil, entre junho e julho, como bem lembrado pelo diretor de marketing do clube iguaçuense, Roberto Mafra e pelo presidente Arif Osman.

Outra questão é que mesmo com as obras no ABC praticamente encerradas, a delegação coreana teria pedido exclusividade para o uso do estádio, podendo restringir até aos próprios proprietários no Campeonato Veterano, sem dizer ao Foz Futebol Clube nas categorias de base e o time de futebol americano, Black Sharks. O veto duraria até a chegada e saída da seleção sul-coreana.

O Centro de Treinamento oficial da FIFA é o Estádio Pedro Basso, único na cidade aprovado pela entidade a receber treinamentos de seleções. O Estádio do ABC foi uma espécie de segunda opção da Coreia do Sul, para evitar desgaste do gramado no primeiro local de treinamento.

Isso tem causado alguns desconfortos para os times de Foz do Iguaçu. Em janeiro, a equipe feminina do Foz Cataratas teve que mandar seu jogo de estreia na Copa do Brasil, contra o São José (SP), em Santa Terezinha de Itaipu. Normalmente a equipe utiliza o Pedro Basso, mas na ocasião tanto lá, quanto no ABC, estavam interditados. Não dá para dizer que se o time iguaçuense tivesse jogado "em casa", evitaria a eliminação precoce no torneio nacional, mas é um fator que não pode ser descartado.

Agora às vésperas de começar o Paranaense Sub-18, o Foz FC encontra problema semelhante, sem saber onde poderá mandar suas partidas em parceria com o ABC.

Creio ser um tanto exagerado, caso seja mesmo verdade que a Coreia pediu tal exclusividade do estádio. Não seria para tanto e aceitar isso por parte dos responsáveis pela vinda da seleção à fronteira foi um erro que poderia ser evitado.

Por mais que a Coreia do Sul traga toda a visibilidade a Foz do Iguaçu como dizem (afinal, é uma seleção participante da Copa do Mundo), não se trata de uma potência mundial no futebol. Não se compara a uma Alemanha, Itália, França, Espanha, Argentina ou Brasil. Foi quarta colocada em 2002 muito por conta da genialidade do técnico holandês Guus Hiddink e da arbitragem caseira que prejudicou italianos e espanhóis nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

Em outras palavras, será ótimo ter a presença de uma seleção da Copa do Mundo em Foz do Iguaçu. Vai gerar visibilidade, movimentar o turismo e a economia do município, mas convenhamos que a Coreia do Sul não está com essa bola toda para exigir regalias que podem atrapalhar o andamento do esporte iguaçuense.

"Ah, mas a passagem dela vai deixar um legado na cidade, com a reforma dos estádios". Ótimo, era o mínimo que se esperava com os investimentos feitos pela iniciativa privada. A menos que a Coreia do Sul tenha pago parte das reformas no Estádio do ABC, o que não parece ser o caso, a exigência foi desnecessária.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Calendário da incoerência



Já faz alguns anos que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) encerrou a Copa Paraná.

O torneio era disputado pelas equipes do interior que estivessem na Primeira Divisão estadual.

Em algumas edições, clubes da capital mandavam equipes sub-23, elevando o nível do torneio.

Era uma boa forma de manter equipes menores com calendário o ano todo, pois disputavam a Primeira Divisão no primeiro semestre e a Copa Paraná no segundo. Ainda participavam os dois classificados da Segunda Divisão e que disputariam a elite no ano seguinte.

Mas sem muita explicação, a FPF acabou com o torneio que dava ao campeão uma vaga na Copa do Brasil e Série D do Brasileiro.

Com isso, os clubes do interior dependem apenas dos campeonatos estaduais ou torneios de categorias de base para se manterem ativos. Se o time não tem boa colocação nessas competições, fica parado mais da metade do ano.

Com a divulgação no final do ano passado do calendário de competições em 2014, a FPF assina novamente o atestado de incompetência. A Segunda Divisão começará somente em julho, depois da Copa do Mundo, como se tivesse alguma necessidade de parar o torneio durante o Mundial. Como se algum jogador da Segunda Divisão fosse convocado para as seleções.

O objetivo é não disputar a atenção do público, que deve preferir assistir aos importantes jogos da Copa na TV.

Mas com o tanto que a FPF arrecada da CBF e também dos clubes, poderia muito bem promover o retorno da Copa Paraná, movimentar o futebol no estado e manter as equipes em atividade.

Isso é querer muito da FPF.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Definidas as 32 seleções da Copa do Mundo 2014



Com a classificação do Uruguai na noite desta quarta-feira (20/11), a Copa do Mundo de 2014 terá, pela segunda edição consecutiva, todos os campeões mundiais garantidos no torneio. O sorteio dos grupos que vai definir os confrontos, com seus locais e horários marcados, acontece no dia 6 de dezembro, na Costa do Sauípe, na Bahia.

As 32 seleções ficaram assim definidas, por continente:

América do Sul: Brasil (país-sede), Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Uruguai.

América do Norte e Central: EUA, Honduras, Costa Rica e México.

África: Nigéria, Costa do Marfim, Camarões, Gana e Argélia.

Ásia: Irã, Japão, Coreia do Sul e Austrália (sim, Austrália fica na Oceania, mas sua seleção agora é filiada à federação asiática).

Europa: Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Bósnia-Herzegovina, Bélgica, Rússia, Holanda,  Inglaterra, Portugal, França, Croácia e Grécia.

Os favoritos ao título são quase os mesmos apontados a cada nova Copa do Mundo, pela crônica esportiva internacional. Obviamente o Brasil, pela tradição e, principalmente, por jogar em casa e com o apoio da torcida. A atual campeã, Espanha, além de Alemanha, Itália (que não vive uma boa fase, mas merece respeito) e Argentina.

Quanto aos azarões, esses tem aos montes. Apenas uma seleção vai estrear em Copas do Mundo desta vez, é a Bósnia-Herzegovina, que participará pela primeira vez como nação independente.

Agora é só aguardar o sorteio dos grupos, onde os cabeças de chave são Brasil, Espanha, Alemanha, Argentina, Uruguai, Colômbia, Bélgica e Suíça. Depois, é aguentar até o dia 12 de junho de 2014, data da partida de abertura do principal torneio de futebol do planeta. Enquanto isso, ficamos na torcida para que os estádios, que custaram fortunas, fiquem prontos a tempo. Além, claro, de outras obras necessárias, como transporte, aeroportos, planejamento urbano nos arredores dos estádios, segurança, hospedagem e muito mais.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Complicada situação paraguaia

 Brasileiros lamentam ausência de Larissa Riquelme

As eliminatórias da Copa do Mundo terminam apenas em outubro/novembro. 

Algumas mais cedo, é verdade. 

Fato é que em dezembro estarão todas as 32 seleções definidas, para o sorteio dos grupos do Mundial a ser realizado no Brasil em 2014.

Fazendo uma análise de momento, em todos os continentes, podemos prever que a próxima Copa estará repleta de países e seleções estreantes.

O que para o esporte é muito bom, embora o nível técnico dos jogos possa cair consideravelmente.

Na América do Sul, a maior tragédia sem dúvida será a ausência do Paraguai no Mundial ao lado de casa.

Sim, o Paraguai que em 2010 na África do Sul esteve muito perto de eliminar os espanhóis, atuais campeões mundiais, nas quartas de final.

Atualmente a seleção Albirroja ocupa a última posição das Eliminatórias Sul-Americanas, com apenas oito pontos.

Está a sete do quinto colocado - a Venezuela - e que hoje iria para a repescagem contra um representante da Ásia.

Restam seis rodadas para terminar as eliminatórias na América do Sul.

Os próximos adversários dos paraguaios são: Chile (casa), Bolívia (casa), Argentina (casa), Venezuela (fora) e Colômbia (casa). 

Na 14ª rodada folga.

Aliás, tem até isso este ano. Por ser país sede, o Brasil não disputa as Eliminatórias e diminuiu um participante na América do Sul.

Nem assim o Paraguai consegue ir bem.

O que teria mudado tanto, em poucos anos?

Fazendo uma comparação entre a escalação base de três anos atrás, na Copa na África, para o jogo diante do Equador, onde foi goleado por 4 a 1, percebe-se que apenas Paulo da Silva e Valdez estavam no Mundial e continuam no time, agora treinado por outro Gerardo, o Peluzzo.

Após Gerardo Martino, passaram Arce (ex-jogador de Grêmio e Palmeiras) e agora Peluzzo.

Houve, de fato, uma renovação no time e comissão técnica, mas isso não refletiu em bons resultados dentro de campo.

Matematicamente ainda há esperança aos torcedores do vizinho país, mas não será nem um pouco fácil.

Depois de conviver com a brincadeira, quase ditado no Brasil, de que cavalo paraguaio é aquele que larga na frente e perde força depois, agora a seleção Albirroja deve inverter essa situação, e ser um cavalo paraguaio ao contrário.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Queda de Mano Menezes: o grande erro da CBF



Não resta dúvidas de que a decisão do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, de demitir o técnico Mano Menezes da seleção brasileira foi política.

Marin nunca apoiou Mano, e o treinador foi contratado na gestão de Ricardo Teixeira.

O anúncio pegou todos de surpresa na sexta-feira (23), dois dias após a conquista do Superclássico das Américas, nos pênaltis.

Trocar de treinador a essa altura do planejamento, a menos de dois anos da Copa do Mundo, pode ser arriscado demais.

O cenário se constrói para Luis Felipe Scolari, o preferido de Marin e do vice, Marco Polo Del Nero (também presidente da Federação Paulista), ser contratado.

A situação é semelhante com a que ele viveu em 2001, quando assumiu o time em meio às eliminatórias, com risco de não se classificar ao mundial da Coreia e do Japão. 

Desta vez, por ser o país sede, não há eliminatórias. Mas tem a Copa das Confederações, último teste antes da Copa do Mundo.

Por mais que Felipão tenha conquistado a Copa do Brasil com o Palmeiras em 2012, foi um dos responsáveis pelo rebaixamento (não o maior, como diz um certo ex-jogador comentarista da Bandeirantes). Tem uma bonita história com a seleção. Retornar e fracassar, pode manchá-la, como aconteceu com o Parreira, em 2006.

Demitir Mano Menezes, no momento em que ele finalmente parece ter achado um modelo de jogo ideal, pode custar caro à seleção. Quem mais se aproxima de seu perfil hoje, seria Tite, do Corinthians e prestes a disputar o Mundial de Clubes.

O anúncio do novo treinador será feito em janeiro, poucos dias após o torneio no Japão, do qual Marin participará como chefe da delegação corintiana. Caso Felipão não chegue a um acordo com a CBF, Tite deverá ser a bola da vez.

Outro que deve sair da equipe canarinho, é Andrés Sanches, por motivos de "perda de autonomia". Ele foi contrário à demissão de Mano, assim como eu também fui, e todos que tenham o mínimo de bom senso também foram...

Foto: Gabo Morales / Folhapress

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mano Menezes deve continuar



Ficou claro, após os Jogos Olímpicos de Londres 2012, que a seleção brasileira de futebol ainda não está preparada para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Ainda.

Mas pode ficar. Por isso, demitir o técnico Mano Menezes agora seria um erro e dos grandes.

Isto porque, quando ele foi contratado em 2010 (como segunda opção, após a recusa de Muricy Ramalho, diga-se) a CBF deixou bem claro que o projeto visava a Copa e uma renovação na seleção era necessária.

De fato, esta renovação vem sendo buscada. Tanto, que a seleção olímpica foi a mais parecida com a principal, dentre todas que participaram do torneio masculino de futebol em Londres.

O Brasil perdeu a medalha de ouro, não totalmente por culpa do treinador. Tomar um gol do México aos 27 segundos de bola rolando é desatenção total dos jogadores. O zagueiro Thiago Silva, um dos três atletas acima dos 23 anos levados por Mano, foi seguro durante toda a Olimpíada, e até na final falhou. Uma prova de que todo o sistema defensivo do Brasil enfrentava problemas. Talvez com a presença de outro atleta experiente na zaga, como David Luiz, por exemplo, a situação fosse diferente.

Se o país tem exatos dois anos para se preparar para a Copa, na construção de estádios e infraestrutura necessária, o time de futebol também precisa estar preparado, embora uma base já tenha sido formada. Um novo técnico neste momento, faria com que o planejamento praticamente começasse do zero.

Manter Mano Menezes no comando da equipe não significa título mundial em 2014, mas de que o melhor para isso acontecer foi feito.

Foto: Gazeta do Povo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grupo praticamente fechado para a Copa




O técnico Dunga convocou nesta terça-feira (9) os jogadores que farão parte da seleção brasileira de futebol no último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo que começará em junho. A partida será contra a Irlanda, no dia 02 de março.



Não houve grandes surpresas na lista de Dunga, e se depender do técnico gaúcho, surpresas não acontecerão. "Neste momento não existem mais surpresas. Se parar para observar, tudo o que fizemos é uma sequência do que já foi feito até agora. Vocês (jornalistas) querem sempre grandes nomes. Mas para nós não existe grande e pequeno nome. Existe o jogador que entra em campo e resolve. Tudo o que a gente faz tem uma sequência. Não podemos criar problemas para nós mesmos", disse o capitão do quarto título brasileiro.


A única novidade, a meu ver, é o lateral Michel Bastos, do Lyon, da França. Entre os goleiros, ao invés de Victor, do Grêmio, que vinha sendo chamado constantemente, surgiu novamente Doni, do Roma, da Itália. Mas como na Copa Dunga poderá levar três goleiros, pela boa fase que o goleiro gremista vem passando, apesar de parecer que a faixa de capitão não lhe caiu muito bem em certos momentos, deverá estar na lista final. Quem deverá passar longe, é Ronaldinho Gaúcho. Ele chegou a esboçar um bom futebol, mas o problema é o time em que joga.


O italiano Milan é um time envelhecido e não tem atuado bem. É segundo colocado no Campeonato Italiano, porém desperdiçou várias chances de se aproximar da líder Internazionale. Aí fica difícil para Ronaldinho carregar a equipe nas costas. A ausência dele dessa penúltima lista, diminui consideravelmente suas chances de ir ao mundial da África do Sul.


Apesar de não passar uma boa fase, Robinho continua sendo chamado por Dunga. Não há dúvidas que é o homem de confiança do treinador. Pretende no Santos, ficar mais próximo da comissão técnica brasileira.


Aos que dizem que a Irlanda não será um grande teste ao Brasil, por não ter se classificado à Copa, lembrem-se: só não foi à Copa por causa da trapaça de Thierry Henry, que usou a mão para dominar a bola e dar o passe a Gallas, marcando o gol que classificou a França ao torneio mais importante do planeta. Vamos à lista dos convocados:



GOLEIROS

Julio César (Inter de Milão)
Doni (Roma)

LATERAIS
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon)

ZAGUEIROS
Juan (Roma)
Lúcio (Inter de Milão)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

VOLANTES
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Felipe Melo (Juventus)

MEIAS
Kaká (Real Madrid)
Ramires (Benfica)
Elano (Galatasaray)
Julio Baptista (Roma)
Kleberson (Flamengo)

ATACANTES
Robinho (Santos)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villarreal)
Luis Fabiano (Sevilla)