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quinta-feira, 13 de março de 2014

Arquibancadas vazias



O atual campeão da Libertadores da América, Atlético Mineiro, esteve na noite desta quarta-feira (12) no Estádio Ansenio Enrico, do clube 3 de Febrero, em Ciudad del Este, para enfrentar o Nacional pela terceira rodada da segunda fase do torneio continental.

O time paraguaio mandou seu jogo na cidade de fronteira com o Brasil, através de Foz do Iguaçu, em uma tentativa de aumentar sua renda, justamente pela proximidade com o vizinho país, assim como fizera em 2012, quando perdeu para o Corinthians no mesmo local, pela mesma competição.

Acontece que antes mesmo de a bola começar a rolar, já era previsto que a torcida não lotaria as arquibancadas igual ocorreu com o alvinegro paulistano. Tanto que desta vez o espaço destinado à torcida local do Nacional foi maior do que há dois anos.

Segundo informações não oficiais, o público total do Estádio 3 de Febrero no jogo Nacional x Galo foi de 5.603. A maioria de torcedores do Nacional. Mesmo o Atlético Mineiro tendo Ronaldinho Gaúcho, atração para qualquer fã de futebol.

Alguns fatores ajudam a entender o motivo de um público tão escasso. 

1) Horário das 22h - A partida foi transmitida na TV por assinatura pela Fox Sports e na TV aberta, pela Globo Minas. Nós sabemos que são as emissoras de televisão que determinam os horários dos jogos e que tradicionalmente no Brasil o horário das 22h é praticamente uma determinação da Globo, por ser depois da novela e do programa Big Brother. Com isso, na melhor das hipóteses, o jogo termina 23h45. Mesmo para quem mora em Foz do Iguaçu, não chega em casa antes da 1h. E sendo meio de semana, complica ainda mais.

2) Pouca torcida na região Oeste do Paraná - Quem mora na região de Foz do Iguaçu, Cascavel e cidades vizinhas sabe que a maioria dos torcedores é de clubes paulistas, gaúchos e alguns cariocas, especialmente o Flamengo. A dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro não possui muitos torcedores por aqui, exceto um ou outro mineiro ou admirador dos clubes. Por isso a maioria da torcida do Galo foi composta na arquibancada por pessoas que vieram de Minas Gerais e alguns fãs de futebol, para verem de perto Ronaldinho Gaúcho, Jô, Victor e Diego Tardelli.

3) Preço dos ingressos - Acredito que este tenha sido o fator principal para afastar o público do Estádio 3 de Febrero. Oras, se o Nacional queria ter renda na partida, que ao menos a empresa Online (assessora do estádio) e a direção do clube chegassem a um acordo para fazerem um preço mais acessível ao torcedor. Pegando o dólar a R$ 2,44, o ingresso mais barato, das arquibancadas laterais, custava aproximadamente R$ 122. O mais caro, nas cadeiras, R$ 220. Isso só o ingresso, sem transporte. Até mesmo para a torcida visitante o preço foi considerado alto. De acordo com o Diretor de Jornalismo da rádio CBN, Guilherme Wojciechowski, o valor cobrado normalmente em partidas do Campeonato Paraguaio fica entre 20 mil a 40 mil guaranis, em torno de 10 a 20 reais. Para o jogo da Libertadores o valor era de G$ 60 mil, ou aproximadamente R$ 30.

O Nacional do Paraguai está vivo na competição, em segundo no grupo 4, com quatro pontos. Tem chances de passar para as oitavas de final e pegar, quem sabe, um Grêmio, Flamengo ou qualquer outro clube brasileiro. E talvez (por que não?) mandar outro jogo para Ciudad del Este, com o objetivo de atrair maior público. Caso isso aconteça, os valores terão que ser revistos, pois quanto a horários, não tem muito o que se discutir, já que a televisão é quem paga para transmitir.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Regalias exageradas da Coreia do Sul



Dias desses, na rede social Facebook, levantei a questão de que o Campeonato Paranaense estava chegando ao final e havia uma conversa de o Coritiba mandar um jogo do estadual em Foz do Iguaçu, por conta da parceria com a equipe profissional da cidade, o Foz Futebol Clube.

Não tinha me dado conta que um dos motivos de tal jogo não acontecer foi pelas reformas no Estádio do ABC para receber treinamentos da seleção da Coreia do Sul durante a Copa do Mundo no Brasil, entre junho e julho, como bem lembrado pelo diretor de marketing do clube iguaçuense, Roberto Mafra e pelo presidente Arif Osman.

Outra questão é que mesmo com as obras no ABC praticamente encerradas, a delegação coreana teria pedido exclusividade para o uso do estádio, podendo restringir até aos próprios proprietários no Campeonato Veterano, sem dizer ao Foz Futebol Clube nas categorias de base e o time de futebol americano, Black Sharks. O veto duraria até a chegada e saída da seleção sul-coreana.

O Centro de Treinamento oficial da FIFA é o Estádio Pedro Basso, único na cidade aprovado pela entidade a receber treinamentos de seleções. O Estádio do ABC foi uma espécie de segunda opção da Coreia do Sul, para evitar desgaste do gramado no primeiro local de treinamento.

Isso tem causado alguns desconfortos para os times de Foz do Iguaçu. Em janeiro, a equipe feminina do Foz Cataratas teve que mandar seu jogo de estreia na Copa do Brasil, contra o São José (SP), em Santa Terezinha de Itaipu. Normalmente a equipe utiliza o Pedro Basso, mas na ocasião tanto lá, quanto no ABC, estavam interditados. Não dá para dizer que se o time iguaçuense tivesse jogado "em casa", evitaria a eliminação precoce no torneio nacional, mas é um fator que não pode ser descartado.

Agora às vésperas de começar o Paranaense Sub-18, o Foz FC encontra problema semelhante, sem saber onde poderá mandar suas partidas em parceria com o ABC.

Creio ser um tanto exagerado, caso seja mesmo verdade que a Coreia pediu tal exclusividade do estádio. Não seria para tanto e aceitar isso por parte dos responsáveis pela vinda da seleção à fronteira foi um erro que poderia ser evitado.

Por mais que a Coreia do Sul traga toda a visibilidade a Foz do Iguaçu como dizem (afinal, é uma seleção participante da Copa do Mundo), não se trata de uma potência mundial no futebol. Não se compara a uma Alemanha, Itália, França, Espanha, Argentina ou Brasil. Foi quarta colocada em 2002 muito por conta da genialidade do técnico holandês Guus Hiddink e da arbitragem caseira que prejudicou italianos e espanhóis nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

Em outras palavras, será ótimo ter a presença de uma seleção da Copa do Mundo em Foz do Iguaçu. Vai gerar visibilidade, movimentar o turismo e a economia do município, mas convenhamos que a Coreia do Sul não está com essa bola toda para exigir regalias que podem atrapalhar o andamento do esporte iguaçuense.

"Ah, mas a passagem dela vai deixar um legado na cidade, com a reforma dos estádios". Ótimo, era o mínimo que se esperava com os investimentos feitos pela iniciativa privada. A menos que a Coreia do Sul tenha pago parte das reformas no Estádio do ABC, o que não parece ser o caso, a exigência foi desnecessária.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Coreia do Sul treinará em Foz do Iguaçu para a Copa do Mundo




A Coreia do Sul vai mesmo ficar em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, durante a Copa do Mundo de futebol. 

A seleção asiática, que já vinha sendo especulada pelo trade turístico, decidiu acrescentar um local para treinamentos que não foi aprovado pela FIFA, o Estádio do ABC.

Para tanto, reformas estão sendo feitas no local, bancadas pela Itaipu Binacional e o Fundo Iguaçu, a pedido da federação sul-coreana. Entre as obras de melhorias, estão os vestiários do mandante e visitante, banco de reservas, arquibancadas, setor de cadeiras e cabines de imprensa.

Atualização do Blog em itálico às 20h25: mais tarde o presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla, também explicou que no sábado (4) foi concluído os trabalhos de recuperação do gramado, no campo do ABC, junto com uma empresa especializada vinda de São Paulo. Ainda segundo Piolla, a delegação sul-coreana quer um local para treinamentos e até realização de jogos, enquanto o Estádio Pedro Basso não ficar pronto, o que deve ocorrer em março. A partir de agora, obras no "Campo do Flamenguinho", como também é conhecido, entrarão em um ritmo mais acelerado, com a montagem da estrutura de drenagem do campo, estrutura de iluminação, vestiários, academia, fisioterapia, entre outras. 

No dia 14 de janeiro, representantes da Coreia do Sul voltarão a Foz para avaliar o andamento das obras, tanto no ABC, quanto no Pedro Basso. A seleção ainda não confirmou Foz do Iguaçu como base, mas o blog segue afirmando que virá.

Ainda não se sabe em qual hotel a delegação da Coreia do Sul ficará hospedada. Se optar pelo Iguassu Golf Resort, o local possui um campo de treinamento que a princípio foi aprovado pela FIFA, mas os gestores do hotel decidiram não fazer as reformas necessárias. Mesmo assim, o local sempre é utilizado pelo Coritiba e Foz Futebol Clube na pré-temporada.. 

A Rússia também era cogitada para treinar em Foz do Iguaçu, mas escolheu a cidade de Itu, no interior paulista. 

Ainda restam nove seleções que não definiram onde treinarão na Copa de 2014.

São elas: Colômbia, Grécia, EUA, Gana, Bélgica, Argélia, Uruguai, Costa do Marfim e Camarões.

A Coreia do Sul está no grupo H, ao lado de Bélgica, Argélia e Rússia. A estreia do time asiático acontece no dia 17 de junho, contra os russos, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Na primeira fase o time joga também contra a Argélia, no dia 22/06, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O último jogo, pelo menos na primeira fase, será contra a Bélgica, no dia 26/06, na Arena Corinthians, em São Paulo.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O gigante acordou

Manifesto na 3ª pista da Av. JK

Foz do Iguaçu está de parabéns hoje. Sinceramente, não acreditei que a movimentação pudesse reunir tantas pessoas em prol de um único objetivo, protestar contra tudo o que há de errado no país. Tive uma grata surpresa, quando vi todo aquele povo em frente ao Terminal de Transporte Urbano.

Apesar do nome até certo ponto engraçado ("Marcha em Apoio à Revolta da Salada"), o manifesto queria dizer muito mais do que isso. Mais do que alguns centavos a mais (ou a menos, no caso de Foz) que são aumentados ou reduzidos na tarifa do transporte urbano. Como li em um editorial hoje, era pelo direito de simplesmente poder protestar. Protestar contra a falta de saúde, educação, gastos absurdos na Copa, transporte de má qualidade...

Não fui no exercício de minha profissão como jornalista. Fui para me juntar a toda aquela gente. Se não chega aos números impressionantes de São Paulo, Rio de Janeiro ou outras capitais, impressiona pelo fato de ser uma cidade do interior, tantas vezes mal vista pela grande mídia, por ser fronteira com o Paraguai e haver problemas existentes de TODAS as fronteiras do país.

Senti uma estranha e prazerosa liberdade, da qual poucas vezes havia presenciado. Não eram só jovens. Eram pessoas de todas as idades. Mães com os filhos, casais de namorados, enfim, todos gritando uníssono pela mesma causa.

"Vem pra rua! Vem pra rua!", "Da Copa eu abro mão, quero mais saúde e educação"

Emociona saber que a mesma atitude era feita ao mesmo tempo em diversas outras cidades. E em Foz do Iguaçu, vale destacar a tranquilidade com que foi realizado o protesto batizado de #mudafoz. Tanto os manifestantes, quanto a Polícia Militar agiram sem violência. A PM até deu uma grande ajuda no trânsito, orientando os motoristas. Sinal de que felizmente a falta de preparo é uma lamentável exceção em algumas corporações, que não deveria existir. Pelo menos até o momento em que fiquei, não ocorreram problemas.

Por alguns instantes, pensei ter voltado a um passado do qual não vivi. A luta pelas "Diretas Já", os manifestos e protestos na mesma Praça Getúlio Vargas, na 3ª pista da Av. JK, onde também aconteceram vários e vários comícios, discursos de políticos que hoje deveriam estar presentes, e se não estavam, certamente ficaram sabendo do que ocorreu. O povo já está cansado e o momento de buscar mudanças é agora, na era da informação e dos meios digitais. Como dizem, #ogiganteacordou!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Projeto deve continuar

 Equipe de vôlei de Foz do Iguaçu

No último domingo, Foz do Iguaçu encerrou sua participação na Superliga B de Vôlei Masculino.

Em 12 jogos, teve três vitórias e nove derrotas.

De fato, a campanha não foi das melhores.

Mas o time foi montado às pressas, e já se esperavam dificuldades.

Mesmo assim, conseguiu ficar à frente de São Caetano (SP), que teve uma vitória a menos e terminou o grupo B em quarto e último lugar.

A última rodada da fase classificatória, disputada em Foz do Iguaçu, teve vitórias de Foz sobre o São Caetano (3 sets a 1, de virada) e a mais impressionante, 3 sets a 0 contra um dos líderes do grupo, Olympico (MG). Na última partida da rodada, perdeu para o São José (SP), por 3 sets a 0.

O projeto é de médio e longo prazo, e o time deverá participar novamente da Superliga B em 2014. Até lá, tem campeonatos estaduais, Jogos Abertos do Paraná, enfim, ainda tem uma temporada para se disputar.

E que nesse período, o público possa entender a importância de a cidade ter um time competitivo em uma outra modalidade, que não o futebol ou futsal.
Foto: Agência Municipal de Notícias

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Confirmado

Logo da Federação Paranaense de Futebol de Salão


Aos 45 minutos do segundo tempo - ou, como é futsal, restando cinco segundos para terminar a partida - a diretoria da Unipa Cataratas Futsal efetivou a inscrição no Campeonato Paranaense da Série Ouro.

O Foz Futsal já havia feito antes.

Com isso, a cidade de Foz do Iguaçu voltará a ter dois times no estadual de futebol de salão. A experiência recente não trouxe bons resultados, para nenhuma das equipes, na época Foz Futsal e Adeafi.

O novo secretário de Esportes de Foz, Anderson Andrade, tentou de todas as maneiras fazer uma união entre as equipes.

Sem sucesso.

Cada uma agora corre atrás de seus respectivos patrocinadores.

O Foz Futsal está fechado com a loja de aparelhos eletrônicos do Paraguai, Midi Japan. A Unipa - que será Unipa somente no CNPJ, já que no nome fantasia deve se chamar Foz Cataratas Futsal - deve contar com o apoio da Cataratas do Iguaçu S/A.

Como preparação, a Unipa terá um quadrangular amistoso no Ginásio Costa Cavalcanti, em fevereiro, reunindo Corinthians-SP, Joinville-SC e Jaraguá-SC.

É o ano da cidade ter duas equipes em diferentes modalidades.

Será assim no Paranaense de futebol feminino, com a ADI e Associação Atlética Foz Cataratas. Será assim no futsal, com o Foz Futsal e Foz Cataratas Futsal, ou Unipa como queiram.

Só falta surgir um novo time no futebol americano, para fazer frente na cidade ao Foz Black Sharks, e no futebol masculino, rivalizando-se contra o Foz Futebol Clube. 

E olha que no futebol tem equipes para isso, como o ABC e Flamengo Esporte Clube.

Mas é claro que essa é apenas uma ideia aleatória deste autor e isso não vai ocorrer.

Se já é difícil ter sucesso com uma, quem dirá com duas equipes.
  
Há diferenças, logicamente.

Uma coisa é ter dois times no futebol feminino e outra no futsal.

São níveis de competições diferentes, embora as dificuldades sejam semelhantes.

Para se ter sucesso com esporte coletivo em Foz ou em qualquer lugar, o segredo é apenas um: valorizar as categorias de base.

E que venham os estaduais...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dois times na Série Ouro: como lidar?

 Anderson Andrade, ex-jogador e futuro secretário

Quando o Foz Futsal se classificou à final da Série Prata - e, consequentemente à Série Ouro de 2013 - uma dúvida começava a se formar na cidade: Foz do Iguaçu voltará a ter duas equipes na elite do salonismo paranaense?

A Unipa, em seu ano de estreia na principal competição do estado, fez uma grande campanha, terminando na quinta posição. Portanto, garantida também na Série Ouro do ano que vem.

(Aliás, a Unipa vai mudar de nome. A partir de 2013 passará a se chamar Foz Cataratas Futsal, com direito a nova diretoria, elenco, comissão técnica e tudo mais.)

Em entrevista ao programa "Podium Sem Fronteiras", da Foz TV nesta sexta-feira (14), o ex-jogador de futsal e futuro secretário de Esportes de Foz do Iguaçu, Anderson Andrade, disse ser contrário a ter duas equipes da modalidade na cidade.

Andrade lembrou o fato vivido por ele mesmo, em 2010, quando atuou pelo Foz Adeafi. Na ocasião, o Foz Futsal disputava a Série Prata, e a cidade fez uma parceria com Francisco Beltrão, onde um "outro" Foz Futsal jogou também a Série Ouro. 

"Duas equipes na cidade dividem os patrocinadores, os torcedores, causa uma situação constrangedora aos jogadores", afirmou o ex-ala.

A ideia é partir para uma fusão entre as equipes. O acordo não está fácil, mas as conversações continuarão.

E neste sábado (15), o Foz Futsal fará a terceira e decisiva partida da final da Série Prata, contra o Ivaí. Até aqui, dois empates (4 a 4 e 3 a 3). Por ter melhor campanha nas fases anteriores, o Ivaí decide em casa e joga por um novo empate. Ao Foz Futsal, só a vitória interessa. Ambos estão classificados na Ouro do ano que vem. Se a disputarão, já é uma outra história. 

Foto: Willbur Souza

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Foz Futsal de volta à Série Ouro




O Foz Futsal está de volta à Série Ouro do Campeonato Paranaense.

Na noite do último sábado (24), derrotou o Ampére fora de casa por 3 a 1 e se classificou à final da Série Prata, consequentemente garantindo vaga na elite do salonismo estadual em 2013.

Exatamente um ano após ter sido rebaixado, em 2011.

Foz do Iguaçu voltará a ter dois times na Ouro no ano que vem, já que a Unipa Cataratas Futsal também está garantida, após fazer boa campanha nesta temporada, sendo eliminada pelo bicampeão Umuarama, nas quartas de final.

Diferente do futebol, no futsal os clubes dependem muito do município, especialmente pela utilização dos ginásios, que normalmente são de patrimônio público.

Uma prefeitura manter recursos para uma equipe na Série Ouro já é difícil, duas então torna-se tarefa das mais complicadas.

Em 2010 foi a última experiência assim na cidade, com o Foz Adeafi e Foz Futsal. 

O resultado: o Foz Adeafi fechou as portas ao final daquele ano, acumulando inúmeras dívidas.

Dívidas, é verdade, que a antiga administração do Foz Futsal também tinha, ao ter feito parceria com a cidade de Francisco Beltrão, em um ano onde o clube iguaçuense só deveria disputar a Série Prata. No entanto, participou com outro CNPJ da Ouro e da Liga Futsal. 

A parceria se desfez e sobraram os gastos.

Hoje, com o novo presidente da Liga Iguaçuense de Futebol de Salão, Aldino Cardias, a situação é diferente.

Os jogadores, inclusive, possuem carteira assinada. Algo raro no futsal paranaense.

Que as duas equipes, tanto Unipa quanto Foz Futsal, possam se manter com recursos próprios, e recebam tratamento igual da nova gestão da prefeitura, que assumirá a partir de janeiro.

Pelo menos o futuro secretário de Esportes, Anderson Andrade, adora futsal. Embora ele garante que todas as modalidades receberão atenção. E é assim que tem que ser.