quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foz Cataratas Futsal demite treinador por fazer cobranças a jogadores



Surpreendendo os torcedores, a diretoria do Foz Cataratas Futsal anunciou nesta quarta-feira (6) a demissão do técnico Roberto Nunes.

Deixa o clube iguaçuense na segunda posição do grupo B, com seis pontos na segunda fase da Série Ouro do Paranaense, tendo todo o segundo turno pela frente e com chances claras de classificação aos playoffs. 

Está à frente, por exemplo, do Cascavel.

Foram 11 jogos no comando técnico do Foz Cataratas, sendo 4 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. Um aproveitamento de 42% dos pontos disputados.

Roberto Nunes estreou contra o Ampére e seu clube venceu por 1 a 0, fora de casa.

Chegou no meio da primeira fase e depois da estreia vitoriosa, teve alguns momentos delicados, vitórias escapando nos minutos finais, empate em casa com o Clevelândia que quase custou a classificação à próxima fase.

Mas na fase seguinte, Roberto Nunes parecia ter acertado o time.

Num grupo com Ponta Grossa, Cascavel, Umuarama e Ampére, era evidente que a briga iguaçuense pela vaga seria contra o Ampére.

De cinco da chave, avançam quatro.

E começou fazendo o dever de casa, vencendo o Ponta Grossa por 3 a 1 e  o Ampére por 4 a 1. 

Perdeu onde se imaginava que perderia, em Cascavel e Umuarama.

Os placares não dizem o que foram os jogos.

Na última segunda-feira (4), após a goleada sofrida por 8 a 3 para o Umuarama no Ginásio Amário Vieira da Costa, Roberto Nunes desabafou.

Disse que falta comprometimento de alguns atletas.

Errou ao levar a público um descontentamento de seus jogadores, algo que deveria ser resolvido internamente.

Hoje à tarde, por telefone, disse a este blogueiro que sabia que seus jogadores poderiam render mais, por isso a cobrança mais veemente. 

Parecia bastante chateado.

Não é  segredo a ninguém no esporte, que jogador quando quer, derruba treinador.

O técnico depende deles em quadra, para os resultados acontecerem. E quando eles não acontecem, é sempre mais fácil mandar um treinador embora, do que um elenco todo.

Se não havia mais clima e sintonia no vestiário entre comissão técnica e jogadores, fica difícil continuar qualquer trabalho que seja.

Agora, não se trata de alguma categoria infantil ou de juniores. É do time adulto que estamos falando, e se jogadores não estão preparados para pressão e cobrança, talvez estejam na profissão errada.

Pode não ter sido o caso do Foz Cataratas, mas jogador que faz corpo mole para derrubar treinador não prejudica apenas um profissional, mas um time ou uma cidade inteira. É preciso ter mais responsabilidade quando se entrada em campo ou quadra.

Se a postura dos jogadores que vestem a camisa de um clube não muda, pode ser o melhor técnico do mundo que não consegue dar jeito.

E mudam as modalidades, mas o pensamento dos dirigentes seguem os mesmos em relação à demissão de treinadores. 

Sem uma sequência de trabalho, torna-se quase impossível chegar a um bom resultado.

Nos próximos dias será anunciado o novo técnico do time iguaçuense. E ele terá que começar um trabalho do zero. em um campeonato perto do fim.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O bom filho à casa torna



Felipão é a cara do Grêmio.

Daquele Grêmio multicampeão que conheci em minha infância, na década de 90.

Se tem alguém que conhece o estilo de jogar do Grêmio, esse alguém é Luis Felipe Scolari.

Sempre imaginei ele encerrando a carreira de treinador no time que o consagrou para o cenário nacional e mundial.

Se acontecerá isso, não posso prever.

De fato não fez um bom trabalho em sua segunda passagem pela seleção brasileira, com exceção do título da Copa das Confederações.

Ficará marcado pelo resto da vida como o treinador da seleção que tomou 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo em casa.

Mas qualquer resultado negativo não poderá apagar o currículo de Scolari.

Como o próprio disse, ele retorna ao clube do coração em um momento em que precisa de todo o apoio do mundo. E sabe que no Tricolor dos Pampas vai encontrar esse apoio.

E Fábio Koff, presidente das duas Libertadores e Mundial Tricolor, merece uma estátua em frente à Arena.

A estreia de Scolari será logo em um clássico GreNal, no dia 10 de agosto, no Estádio Beira-Rio, local em que Felipão se consagrou inúmeras vezes, seja como zagueiro brucutu do Caxias, ou como treinador.

Se algum gremista disser que não ficou feliz com esse reencontro, certamente estará mentindo.

No fundo, todo torcedor alimenta a esperança de que, se pelo menos não repetir os títulos do passado, certamente poderá ver em campo um time com uma nova alma, a mesma que havia há 18 anos, desde sua última passagem.

Nenhum gremista quer ver o time dando espetáculo, chapéu, toque de letra, nada disso. O futebol-arte nunca fez parte do repertório do Grêmio. O torcedor quer ver aquele time jogando com o regulamento embaixo do braço, onde suas goleadas são elásticos placares de 1 a 0, 2 a 1; jogando em campos esburacados, debaixo de chuva, com muita lama. É esse Grêmio, lutando por títulos e não se entregando facilmente que o torcedor quer ver. Em suma, o Grêmio de Scolari.

Bem-vindo de volta, Felipão!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Atropelo alemão



Uma derrota para a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo é normal.

Uma derrota por goleada de 7 a 1 da seleção brasileira na semifinal de Copa do Mundo jogando em casa, não.

Antes de analisar o fator psicológico - que novamente pesou em um elenco formado por jovens atletas - é preciso ter consciência que o Brasil teve sérios problemas táticos neste Mundial.

Tanto, que o único jogo em que atuou relativamente bem foi o quinto, nas quartas de final, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. É o preço que se paga por descansar muito e treinar pouco, em um torneio de tiro curto.

O primeiro gol alemão na semifinal, marcado por Thomas Mueller, escancarou as falhas defensivas, por ter ficado livre na grande área para chutar, após cobrança de escanteio.

O que se viu a partir daí foi um total desequilíbrio. Quatro gols em seis minutos.

Miroslav Klose (artilheiro absoluto das Copas com 16 gols, passando Ronaldo), Toni Kross duas vezes e Khedira. No segundo tempo Schürrle marcou mais duas vezes e Oscar descontou, fazendo o gol de honra brasileiro.

Em cem anos a seleção brasileira sofre sua pior derrota da história.

E pelas circunstâncias que foi o placar, nem se Thiago Silva e Neymar estivessem em campo, conseguiriam resolver algo. Talvez a goleada fosse menor, mas ao mesmo tempo inevitável.

O desastre parecia questão de tempo, e ele poderia ter ocorrido já nas oitavas, contra o Chile, quando o Brasil teve mais sorte que juízo com a bola de Pinilla no travessão nos últimos minutos da prorrogação.

Formada por um elenco jovem, a maioria dos atletas que defenderam a seleção brasileira neste ano, terá plenas condições de voltar a uma Copa em 2018, na Rússia. Alguns nomes serão substituídos, é verdade. Mas a base está formada.

Uma derrota como essa dói, machuca o torcedor, mas também serve para ensinar muito ao futebol brasileiro e ao país como um todo. As conquistas não vêm por acaso, é preciso esforço e dedicação. Não dá para ser aos trancos e barrancos, no tal "jeitinho brasileiro". Serve para o torcedor e a mídia pacheca ter consciência de que futebol é momento e o Brasil não tem o melhor futebol coletivo em todos os momentos. Nem todo grande time tem craques, nem todos os craques formam um grande time.

Apontar os culpados parece fácil. Todos perdem. Jogadores, comissão técnica, dirigentes. Mas fazer isso nesse momento é injusto. Pegamos como exemplo o goleiro Barbosa, da Copa de 50, que jamais foi perdoado pela torcida pelos dois gols que sofreu diante dos uruguaios.

Aqui cabe um parêntese para a CBF, que trocou o técnico Mano Menezes em um momento que ele parecia  ter encontrado uma fórmula de jogo ideal, por Luiz Felipe Scolari, campeão em 2002, multicampeão com Grêmio e Palmeiras, mas que não procurou se renovar. E o futebol muda a todo instante.

O objetivo da CBF era claro: após perder as Olimpíadas de 2012, Mano Menezes perdera também o pouco de prestígio que tinha, e o presidente da entidade, José Maria Marin, tentando lavar suas mãos, trouxe um nome de grande carisma, e caso o título mundial não viesse, como de fato não veio, não seria por falta  de um nome de peso.

Conquistou a Copa das Confederações, numa ótima exibição contra a Espanha na final, e isso fez com que o time vivesse uma ilusão.

A Copa das Confederações é tão parâmetro para a Copa do Mundo, como os estaduais são para o Campeonato Brasileiro. Ou seja, nenhum. E o Brasil ganhou as últimas três, caindo consequentemente nas últimas três Copas antes da final.

Não é por causa dessa derrota que precisa-se repensar o futebol brasileiro. Ele carece desa análise há muito tempo. Desde a base, o campeonato interno, seus dirigentes, a filosofia ultrapassada de seus treinadores, etc.

O Brasil segue sendo, entre os principais campeões mundiais, o único que não sabe o que é vencer em casa. A Espanha também não sabe, mas sediou até hoje apenas uma Copa. Essa foi a segunda no Brasil.

E que ótima Copa estamos tendo dentro de campo. A lamentar somente a queda do viaduto em Belo Horizonte, que matou duas pessoas e deixou outras tantas feridas.

Agora é juntar os cacos, e conseguir forças para disputar o terceiro lugar, contra o perdedor de Holanda x Argentina, sábado (12), às 17h, em Brasília.

Nem no chamado Maracanazo, como ficou conhecida a derrota de 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanã em 1950, o vexame foi tão grande. Pois aquela era uma derrota possível e compreensível. 

Aliás, passa-se a Copa e o Brasil fica sem jogar no principal estádio do país. Parabéns a quem fez a tabela da Copa.

Pena que ela está acabando.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Polêmicas marcam a estreia do Brasil na Copa 2014



Começou a 20ª Copa do Mundo de futebol. E de maneira assustadora para o Brasil, tomando gol (contra de Marcelo) logo no começo de partida, contra a Croácia, na abertura do Mundial. Mas depois a seleção treinada por Luis Felipe Scolari conseguiu o resultado desejado: vitória de virada, por 3 a 1.

Assim como em 2002, na Coreia e no Japão, também sob o comando de Felipão, o Brasil novamente teve um pênalti no mínimo duvidoso em seu favor. O atacante Fred caiu dentro da área, a arbitragem japonesa marcou e Neymar converteu. Marcava aí o segundo gol dele no jogo. Ainda no primeiro tempo anotou o gol de empate, num belo chute no canto esquerdo do goleiro croata. Verdade seja dita, que poderia ter sido expulso, caso o juiz Yuichi Nishimura decidisse pelo cartão vermelho e não o amarelo, o que não seria exagero, após cotovelada do craque brasileiro no pescoço do adversário, pouco antes de empatar. Teve gol anulado dos europeus, mas um lance possível de discussão, já que de fato há o choque entre o goleiro Julio César com o atacante croata.

O primeiro obstáculo, o da estreia, a ansiedade do primeiro jogo, tudo isso foi superado. Agora é encarar o México, no dia 17 de junho, e depois Camarões, no dia 23, adversários que, teoricamente, darão menos trabalho ao Brasil para uma provável classificação em primeiro lugar no Grupo A às oitavas de final. A partir daí, a situação começa a engrossar.

Oscar foi o melhor em campo na abertura da Copa. Correu muito, fez o terceiro gol, de bico. Neymar, mesmo dizendo que não almeja ser artilheiro, começa a disputa com dois gols anotados. O público também fez uma bonita festa na Arena Corinthians, em São Paulo. Continuou o hino nacional, mesmo depois de ele ter parado no protocolo engessado da FIFA. A exceção fica por conta dos xingamentos à presidente Dilma Rouself. Independente de qualquer opção política, gostando ou não da chefe do Executivo nacional, foi uma tremenda falta de respeito, por quem pede educação, mas esqueceu de ter o mínimo, na tarde de quinta-feira (12).

O primeiro passo em busca do primeiro título em casa foi dado. Mas fica claro que o futebol apresentado pelo time canarinho tem muito a melhorar.

domingo, 20 de abril de 2014

A imponente voz se calou



O raciocínio e agilidade em descrever as jogadas e identificar os jogadores nas transmissões não eram os mesmos nos últimos anos.

Chegou a ficar um período afastado do trabalho, depois de sofrer um AVC em 2012.

Mas a voz de Luciano do Valle continuava firme e forte. E era impossível não reconhecê-la nestes 50 anos de carreira.

Muito mais do que um narrador esportivo, Luciano do Valle foi um grande divulgador das mais diferentes modalidades no Brasil, em especial o vôlei.

Tanto que chegou a ser conhecido como "Luciano do Vôlei", após promover uma partida entre Brasil x União Soviética em uma quadra montada no Estádio do Maracanã, completamente lotado, em 1983.

Apresentou Maguila no Boxe, cobriu as conquistas de Fittipaldi na F1 e F-Indy, NBA, NFL, sinuca, Campeonato Italiano de Futebol, enfim, tudo que fosse relacionado ao esporte, passou por ele na Band nas décadas de 80 e 90, quando não existia TV a cabo no Brasil e a emissora ficou conhecida como o "Canal do Esporte".

Começou a carreira cedo, com 16 anos no rádio, em Campinas, cidade onde nasceu.

Foi o narrador principal da Globo por 11 anos, de 1971 a 1982. Passou também pela Record, de 82 a 83 e 2004 a 2006.

Mas foi na Band que teve a maior trajetória, entre os anos de 1983 a 2003 e 2006 até o momento de sua morte.

Quem atua hoje no jornalismo, e principalmente no jornalismo esportivo, não tem como não admirá-lo.

Confesso que não o tinha como meu narrador preferido, mas nomes como o dele, Galvão Bueno, Silvio Luiz, é preciso se respeitar, gostando deles ou não. Possuem uma rica história no esporte.

Teve uma passagem recente por Foz do Iguaçu, a qual escrevi certa vez aqui no Blog e não retiro as linhas e dúvidas que levantei à época. Por mais que tenha promovido e ajudado a criar o futebol feminino na Terra das Cataratas, trazido patrocinadores fortes como Caixa Econômica Federal e Coca-Cola, o interesse repentino por Foz do Iguaçu nunca foi muito bem esclarecido. Pois da mesma maneira que começou a falar da cidade nas transmissões, parou repentinamente. Conheço pessoas que afirmam terem tido prejuízos com a passagem de Luciano e sua empresa por Foz.

Mas isso não vem ao caso agora.

É sempre muito triste quando alguém morre assim, de repente, sabendo que poderia continuar na ativa por mais alguns anos.

E Luciano do Valle morreu indo trabalhar, quando passou mal no avião que o levava a Uberlândia, onde transmitiria Atlético Mineiro x Corinthians, pela primeira rodada do Brasileirão 2014, ano de Copa do Mundo.

A vida não permitiu que LV pudesse encerrar a carreira narrando mais um Mundial e em seu próprio país. Ou as próximas Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016.

Que a equipe da Band tenha forças para superar a ausência do maior locutor que a emissora teve, num ano tão importante.

A comunicação perdeu uma das mais imponentes vozes do esporte.

Troca de comando foi necessária

Ivair Cenci e Joel (os dois à direita) na coletiva do Foz FC

Dois fatores foram fundamentais para Claudemir Sturion não treinar o Foz do Iguaçu Futebol Clube pela terceira vez na carreira.

Primeiro foi por ele ter anunciado antes da diretoria que viria a Foz do Iguaçu, estando ainda em disputa de uma semifinal de Campeonato Paranaense com o Maringá FC.

Segundo, justamente a boa campanha que fez com o Maringá, chegando à final e perdendo o título estadual nos pênaltis para o Londrina.

O raciocínio do presidente iguaçuense, Arif Osman, foi lógico. Trazer Sturion poderia significar um risco ao projeto de subir o time à Primeira Divisão, já que a qualquer momento poderia pintar alguma proposta irrecusável de clubes da Série D, C ou B do Brasileirão.

Desta maneira, o Foz FC rescindiu o acordo com Sturion e foi atrás da dupla Ivair Cenci e Joel Preisner, que deu o título de Campeão do Interior ao Prudentópolis.

Ivair já trabalhou em Foz do Iguaçu, no ano de 1999, mas a equipe que treinou era o Foz Esporte Clube. No elenco, tinha Joel como jogador.

O mesmo Joel encerrou a carreira de boleiro no Foz Futebol Clube, em 2010.

Após pendurar as chuteiras, foi convidado por Ivair a trabalhar como treinador e juntos vêm desenvolvendo bons trabalhos pelo Paraná.

Foi assim no Francisco Beltrão e no Prudentópolis, onde garantiram o Acesso em 2013 e fizeram uma boa campanha na Primeirona este ano.

A temporada de 2014 será a que o Foz terá o maior tempo de preparação. Parte do elenco se apresenta no dia 5 de maio para os primeiros treinamentos.

O Arbitral da Segunda Divisão acontece no dia 29 de abril, em Curitiba.

A partir daí saberemos a data de início do torneio, muito provavelmente uma semana depois da Copa do Mundo.

Fora de campo, os trabalhos já começaram.

Foto: Roberto Mafra/Assessoria

quarta-feira, 26 de março de 2014

Novamente Sturion

Claudemir Sturion está de volta ao Foz FC

Novamente a diretoria do Foz do Iguaçu Futebol Clube resolveu apostar no técnico Claudemir Sturion, para as disputas do Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, que começam em julho, depois da Copa do Mundo.

A confirmação foi feita pelo próprio, ainda como técnico do Maringá e às vésperas da primeira semifinal contra o Coritiba, pelo Paranaense da Primeira Divisão.

O acordo já estava selado há alguns meses, antes mesmo de 2014.

Será a terceira passagem de Sturion como treinador do Foz FC.

Ele tem um bom currículo no futebol paranaense, tendo subido de divisão as equipes do Nacional de Rolândia (2008), Arapongas (2010) e Metropolitano Maringá (2013). Teve passagem também pelo Camboriú, na Primeira Divisão Catarinense de 2013, mas foi demitido após rebaixar a equipe.

No "Azulão da Fronteira", Sturion treinou o time no Acesso de 2007. A equipe fez uma boa campanha, mas perdeu a vaga à elite do futebol paranaense na última rodada do quadrangular final, em Toledo.

Na extinta Copa Paraná de 2008, o time iguaçuense poderia ter sido campeão do 1º turno com uma rodada de antecedência, o que garantiria vaga antecipada na final, mas tropeçou em casa contra o Cianorte e foi decidir contra o Londrina, no Estádio do Café. No jogo em que um empate bastaria ao Foz, terminou o primeiro tempo com vitória parcial do Londrina por 3 a 0. O Foz reagiu na segunda etapa, com dois gols, mas era tarde.

Dois anos se passaram e a diretoria resolvia apostar novamente em Sturion, mas pouco depois de ser anunciado, acertou com o Arapongas, e disputou a mesma Divisão de Acesso, conquistando uma das vagas (a outra foi do Roma de Apucarana). E por fim, em 2011 foi convidado a ser gerente de futebol, cargo novo no time. Quem não gostou nada disso foi Pedro Caçapa, que seria o treinador e se sentiu traído, por não ter sido consultado sobre a contratação de Sturion à época. Os dois chegaram a ficar hospedados no mesmo hotel.

Agora, em 2014, com uma temporada que se mostra a mais promissora em termos de recursos financeiros, a diretoria do Foz FC dará um novo voto de confiança a Sturion, esperando que ele repita campanha semelhante ao que conquistou com o Maringá, que entre os quatro primeiros do estado, já garantiu vaga na Série D do Brasileiro e Copa do Brasil de 2015.

É o que torcedor também espera.

Vai depender do elenco e do novo "velho" treinador.

Foto: Divulgação

quinta-feira, 13 de março de 2014

Arquibancadas vazias



O atual campeão da Libertadores da América, Atlético Mineiro, esteve na noite desta quarta-feira (12) no Estádio Ansenio Enrico, do clube 3 de Febrero, em Ciudad del Este, para enfrentar o Nacional pela terceira rodada da segunda fase do torneio continental.

O time paraguaio mandou seu jogo na cidade de fronteira com o Brasil, através de Foz do Iguaçu, em uma tentativa de aumentar sua renda, justamente pela proximidade com o vizinho país, assim como fizera em 2012, quando perdeu para o Corinthians no mesmo local, pela mesma competição.

Acontece que antes mesmo de a bola começar a rolar, já era previsto que a torcida não lotaria as arquibancadas igual ocorreu com o alvinegro paulistano. Tanto que desta vez o espaço destinado à torcida local do Nacional foi maior do que há dois anos.

Segundo informações não oficiais, o público total do Estádio 3 de Febrero no jogo Nacional x Galo foi de 5.603. A maioria de torcedores do Nacional. Mesmo o Atlético Mineiro tendo Ronaldinho Gaúcho, atração para qualquer fã de futebol.

Alguns fatores ajudam a entender o motivo de um público tão escasso. 

1) Horário das 22h - A partida foi transmitida na TV por assinatura pela Fox Sports e na TV aberta, pela Globo Minas. Nós sabemos que são as emissoras de televisão que determinam os horários dos jogos e que tradicionalmente no Brasil o horário das 22h é praticamente uma determinação da Globo, por ser depois da novela e do programa Big Brother. Com isso, na melhor das hipóteses, o jogo termina 23h45. Mesmo para quem mora em Foz do Iguaçu, não chega em casa antes da 1h. E sendo meio de semana, complica ainda mais.

2) Pouca torcida na região Oeste do Paraná - Quem mora na região de Foz do Iguaçu, Cascavel e cidades vizinhas sabe que a maioria dos torcedores é de clubes paulistas, gaúchos e alguns cariocas, especialmente o Flamengo. A dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro não possui muitos torcedores por aqui, exceto um ou outro mineiro ou admirador dos clubes. Por isso a maioria da torcida do Galo foi composta na arquibancada por pessoas que vieram de Minas Gerais e alguns fãs de futebol, para verem de perto Ronaldinho Gaúcho, Jô, Victor e Diego Tardelli.

3) Preço dos ingressos - Acredito que este tenha sido o fator principal para afastar o público do Estádio 3 de Febrero. Oras, se o Nacional queria ter renda na partida, que ao menos a empresa Online (assessora do estádio) e a direção do clube chegassem a um acordo para fazerem um preço mais acessível ao torcedor. Pegando o dólar a R$ 2,44, o ingresso mais barato, das arquibancadas laterais, custava aproximadamente R$ 122. O mais caro, nas cadeiras, R$ 220. Isso só o ingresso, sem transporte. Até mesmo para a torcida visitante o preço foi considerado alto. De acordo com o Diretor de Jornalismo da rádio CBN, Guilherme Wojciechowski, o valor cobrado normalmente em partidas do Campeonato Paraguaio fica entre 20 mil a 40 mil guaranis, em torno de 10 a 20 reais. Para o jogo da Libertadores o valor era de G$ 60 mil, ou aproximadamente R$ 30.

O Nacional do Paraguai está vivo na competição, em segundo no grupo 4, com quatro pontos. Tem chances de passar para as oitavas de final e pegar, quem sabe, um Grêmio, Flamengo ou qualquer outro clube brasileiro. E talvez (por que não?) mandar outro jogo para Ciudad del Este, com o objetivo de atrair maior público. Caso isso aconteça, os valores terão que ser revistos, pois quanto a horários, não tem muito o que se discutir, já que a televisão é quem paga para transmitir.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Regalias exageradas da Coreia do Sul



Dias desses, na rede social Facebook, levantei a questão de que o Campeonato Paranaense estava chegando ao final e havia uma conversa de o Coritiba mandar um jogo do estadual em Foz do Iguaçu, por conta da parceria com a equipe profissional da cidade, o Foz Futebol Clube.

Não tinha me dado conta que um dos motivos de tal jogo não acontecer foi pelas reformas no Estádio do ABC para receber treinamentos da seleção da Coreia do Sul durante a Copa do Mundo no Brasil, entre junho e julho, como bem lembrado pelo diretor de marketing do clube iguaçuense, Roberto Mafra e pelo presidente Arif Osman.

Outra questão é que mesmo com as obras no ABC praticamente encerradas, a delegação coreana teria pedido exclusividade para o uso do estádio, podendo restringir até aos próprios proprietários no Campeonato Veterano, sem dizer ao Foz Futebol Clube nas categorias de base e o time de futebol americano, Black Sharks. O veto duraria até a chegada e saída da seleção sul-coreana.

O Centro de Treinamento oficial da FIFA é o Estádio Pedro Basso, único na cidade aprovado pela entidade a receber treinamentos de seleções. O Estádio do ABC foi uma espécie de segunda opção da Coreia do Sul, para evitar desgaste do gramado no primeiro local de treinamento.

Isso tem causado alguns desconfortos para os times de Foz do Iguaçu. Em janeiro, a equipe feminina do Foz Cataratas teve que mandar seu jogo de estreia na Copa do Brasil, contra o São José (SP), em Santa Terezinha de Itaipu. Normalmente a equipe utiliza o Pedro Basso, mas na ocasião tanto lá, quanto no ABC, estavam interditados. Não dá para dizer que se o time iguaçuense tivesse jogado "em casa", evitaria a eliminação precoce no torneio nacional, mas é um fator que não pode ser descartado.

Agora às vésperas de começar o Paranaense Sub-18, o Foz FC encontra problema semelhante, sem saber onde poderá mandar suas partidas em parceria com o ABC.

Creio ser um tanto exagerado, caso seja mesmo verdade que a Coreia pediu tal exclusividade do estádio. Não seria para tanto e aceitar isso por parte dos responsáveis pela vinda da seleção à fronteira foi um erro que poderia ser evitado.

Por mais que a Coreia do Sul traga toda a visibilidade a Foz do Iguaçu como dizem (afinal, é uma seleção participante da Copa do Mundo), não se trata de uma potência mundial no futebol. Não se compara a uma Alemanha, Itália, França, Espanha, Argentina ou Brasil. Foi quarta colocada em 2002 muito por conta da genialidade do técnico holandês Guus Hiddink e da arbitragem caseira que prejudicou italianos e espanhóis nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

Em outras palavras, será ótimo ter a presença de uma seleção da Copa do Mundo em Foz do Iguaçu. Vai gerar visibilidade, movimentar o turismo e a economia do município, mas convenhamos que a Coreia do Sul não está com essa bola toda para exigir regalias que podem atrapalhar o andamento do esporte iguaçuense.

"Ah, mas a passagem dela vai deixar um legado na cidade, com a reforma dos estádios". Ótimo, era o mínimo que se esperava com os investimentos feitos pela iniciativa privada. A menos que a Coreia do Sul tenha pago parte das reformas no Estádio do ABC, o que não parece ser o caso, a exigência foi desnecessária.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Fusão dos times de futsal está fora de cogitação



A união dos dois times de futsal de Foz do Iguaçu está descartada.

Existem duas possibilidades para o Campeonato Paranaense da Série Ouro de 2014.

A participação de Foz Cataratas e Foz Futsal de maneira independente ou a desistência de um deles.

E caso isso ocorra, o desistente seria o tricampeão paranaense Foz Futsal, equipe no momento com menos recursos financeiros.

O Foz Cataratas conta com alguns patrocínios importantes, entre eles a Concessionária Cataratas do Iguaçu S/A, Itaipu Binacional e o plano de saúde Itamed. 

O técnico Luciano Santos está mantido no time, que muito provavelmente será o representante da cidade na segunda edição da Copa Cataratas de futsal.

Juntar os clubes, formando apenas uma agremiação no estadual, é uma ideia que vem desde o início de 2013, quando a cidade voltou a ter dois times no Paranaense, com a subida do Foz Futsal pela Série Prata.

Novas conversas deverão ocorrer entre a Secretaria de Esportes e os clubes, mas fontes garantem que o acordo para a união não será selado.

Aguardemos os próximos capítulos.

Foto: Divulgação Futsal na Web

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Calendário da incoerência



Já faz alguns anos que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) encerrou a Copa Paraná.

O torneio era disputado pelas equipes do interior que estivessem na Primeira Divisão estadual.

Em algumas edições, clubes da capital mandavam equipes sub-23, elevando o nível do torneio.

Era uma boa forma de manter equipes menores com calendário o ano todo, pois disputavam a Primeira Divisão no primeiro semestre e a Copa Paraná no segundo. Ainda participavam os dois classificados da Segunda Divisão e que disputariam a elite no ano seguinte.

Mas sem muita explicação, a FPF acabou com o torneio que dava ao campeão uma vaga na Copa do Brasil e Série D do Brasileiro.

Com isso, os clubes do interior dependem apenas dos campeonatos estaduais ou torneios de categorias de base para se manterem ativos. Se o time não tem boa colocação nessas competições, fica parado mais da metade do ano.

Com a divulgação no final do ano passado do calendário de competições em 2014, a FPF assina novamente o atestado de incompetência. A Segunda Divisão começará somente em julho, depois da Copa do Mundo, como se tivesse alguma necessidade de parar o torneio durante o Mundial. Como se algum jogador da Segunda Divisão fosse convocado para as seleções.

O objetivo é não disputar a atenção do público, que deve preferir assistir aos importantes jogos da Copa na TV.

Mas com o tanto que a FPF arrecada da CBF e também dos clubes, poderia muito bem promover o retorno da Copa Paraná, movimentar o futebol no estado e manter as equipes em atividade.

Isso é querer muito da FPF.

Segunda Divisão Paranaense só no segundo semestre

No dia 20 de dezembro, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou o calendário de competições para a temporada de 2014.

Será ano de Copa do Mundo no Brasil, e por isso as federações estaduais precisarão adequar seus torneios.

A Segunda Divisão Paranaense, da qual participa o Foz do Iguaçu Futebol Clube, inicia no dia 20 de julho, depois da Copa. Seu término está previsto para 19 de outubro.

A decisão contraria o desejo da diretoria iguaçuense, que gostaria de começar a competição já no primeiro semestre.

Mesmo assim, o clube segue trabalhando. Recentemente renovou a parceria com o Coritiba por mais cinco anos, com o clube da capital emprestando jogadores para atuarem no "Azulão da Fronteira". Uma mescla de jogadores da base com atletas experientes deverá formar o elenco do Foz.

Após fazer uma das piores campanhas em 2013, quando quase foi rebaixado à Terceira Divisão, o presidente do Foz FC, Arif Osman, pretende dar a última palavra sobre a escolha do treinador. Na visão dele, a falta de um nome referência na Divisão de Acesso foi fator determinante para o mau desempenho.

Entre os possíveis treinadores para 2014 estão Carlos Nunes (com passagem em 2010), Lio Evaristo e, o mais cotado, o polêmico Claudemir Sturion.

É ano de centenário em Foz do Iguaçu e uma classificação à 1ª Divisão estadual seria o presente ideal. Resta aguardar pelo segundo semestre.

Volto mais tarde para falar sobre a ausência de um calendário decente para os clubes do interior do Paraná.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Coreia do Sul treinará em Foz do Iguaçu para a Copa do Mundo




A Coreia do Sul vai mesmo ficar em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, durante a Copa do Mundo de futebol. 

A seleção asiática, que já vinha sendo especulada pelo trade turístico, decidiu acrescentar um local para treinamentos que não foi aprovado pela FIFA, o Estádio do ABC.

Para tanto, reformas estão sendo feitas no local, bancadas pela Itaipu Binacional e o Fundo Iguaçu, a pedido da federação sul-coreana. Entre as obras de melhorias, estão os vestiários do mandante e visitante, banco de reservas, arquibancadas, setor de cadeiras e cabines de imprensa.

Atualização do Blog em itálico às 20h25: mais tarde o presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla, também explicou que no sábado (4) foi concluído os trabalhos de recuperação do gramado, no campo do ABC, junto com uma empresa especializada vinda de São Paulo. Ainda segundo Piolla, a delegação sul-coreana quer um local para treinamentos e até realização de jogos, enquanto o Estádio Pedro Basso não ficar pronto, o que deve ocorrer em março. A partir de agora, obras no "Campo do Flamenguinho", como também é conhecido, entrarão em um ritmo mais acelerado, com a montagem da estrutura de drenagem do campo, estrutura de iluminação, vestiários, academia, fisioterapia, entre outras. 

No dia 14 de janeiro, representantes da Coreia do Sul voltarão a Foz para avaliar o andamento das obras, tanto no ABC, quanto no Pedro Basso. A seleção ainda não confirmou Foz do Iguaçu como base, mas o blog segue afirmando que virá.

Ainda não se sabe em qual hotel a delegação da Coreia do Sul ficará hospedada. Se optar pelo Iguassu Golf Resort, o local possui um campo de treinamento que a princípio foi aprovado pela FIFA, mas os gestores do hotel decidiram não fazer as reformas necessárias. Mesmo assim, o local sempre é utilizado pelo Coritiba e Foz Futebol Clube na pré-temporada.. 

A Rússia também era cogitada para treinar em Foz do Iguaçu, mas escolheu a cidade de Itu, no interior paulista. 

Ainda restam nove seleções que não definiram onde treinarão na Copa de 2014.

São elas: Colômbia, Grécia, EUA, Gana, Bélgica, Argélia, Uruguai, Costa do Marfim e Camarões.

A Coreia do Sul está no grupo H, ao lado de Bélgica, Argélia e Rússia. A estreia do time asiático acontece no dia 17 de junho, contra os russos, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Na primeira fase o time joga também contra a Argélia, no dia 22/06, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O último jogo, pelo menos na primeira fase, será contra a Bélgica, no dia 26/06, na Arena Corinthians, em São Paulo.