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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fórmula 1 resgatando valores


Vettel: aos 25 anos tricampeão

A melhor ideia que a FIA já teve, foi fazer a decisão da temporada de Fórmula 1 em Interlagos. Circuito que proporciona excelentes corridas assim no mundo, não há.

Não é só a questão do traçado da pista, mas a parte meteorológica que faz o resultado da corrida (e do campeonato) mudar a cada instante.

Sebastian Vettel teve na última prova, o que podemos dizer de sorte de campeão. Sim, ele tem muita competência e já é um fenômeno mundial, aos 25 anos de idade, mas é preciso um pouco de sorte para sofrer um toque da maneira como sofreu logo após a largada, e ainda conseguir se manter na corrida, chegando em sexto, exatamente o que precisava, com Fernando Alonso estando em segundo. Caso Alonso vencesse, seria o campeão.

Alias, o espanhol mereceria um capítulo à parte. Levar aquele carro da Ferrari, terceira força da temporada, a brigar pelo título até o fim, só mostra o quanto ele também é um piloto fora de série. 

A Fórmula 1 voltou aos bons tempos, de corridas emocionantes e pilotos fazendo a diferença. Não só a máquina, como dizem hoje em dia.

Um campeonato com vários vencedores em etapas diferentes, marcado por mais uma despedida de Michael Schumacher e o retorno de Kimi Raikkonen, dando mais personalidade à categoria.

Mas o melhor momento, talvez, tenha sido o choro de Felipe Massa, no pódio de domingo (25). Ele não é de chorar. Não chorou nem em 2008, quando perdeu o título para Lewis Hamilton na última curva. Mas chorou em forma de desabafo, por ter uma primeira metade de campeonato ruim, onde muitos davam como certa sua saída da Ferrari.

Ele não saiu, renovou o contrato, e tem esperanças agora de começar de uma nova maneira a temporada de 2013. Que a equipe de Maranello possa fazer um carro à altura da dupla. E que as disputas continuem acirradas. O torcedor e os amantes do automobilismo agradecem.

Foto: Orlando Kissner / AFP

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Campeonato acabou, as emoções continuam

Vettel é o virtual campeão da temporada


Dane-se o campeonato.


Para quem gosta de Fórmula 1, o importante mesmo é ver as disputas dentro da pista, sem se importar com a colocação de cada piloto na classificação geral.


E o GP da Itália, disputado em Monza no último domingo (11), teve muito disso.


Aliás, acho que a temporada deveria ter 20 corridas, alternando-se entre Monza e Spa-Francorchamps, na Bélgica. Dez para cada pista estaria ótimo.


Mas como isso não é possível, o jeito é se contentar durante a parte europeia da temporada, onde estão os circuitos mais tradicionais. Esses novos, construídos por um arquiteto alemão, se eu não estiver enganado, são péssimos, sem grandes pontos de ultrapassagens. Se bem que sou da tese de que quem faz o ponto de ultrapassagem é o piloto.


Foi uma corrida emocionante, a italiana. A começar pela largada, com Alonso pulando de quarto para primeiro e Liuzzi vindo que nem um louco, desgovernado pela grama, e acertando o carro do Petrov na chicane e de mais outros pilotos. Safety-Car na pista por quatro voltas.


Na relargada, Sebastian Vettel reassumiu a ponta e disparou na liderança. A corrida, então, passou a ser interessante do segundo colocado para trás.


Michael Schumacher e Lewis Hamilton protagonizaram uma das melhores disputas da temporada, pela terceira posição. No final, acabou ficando com Jenson Button.


A corrida não foi muito boa para os brasileiros.


Felipe Massa foi tocado por Mark Webber - que depois saiu da pista por estar sem o bico, e abandonou. Massa terminou em sexto, mesma posição de largada. Já Bruno Senna, marcou seus dois primeiros pontos. Fez uma corrida de recuperação, ao cair de 10º para 15º, e no final, terminou em 9º, com direito a bela ultrapassagem sobre Buemi, nas voltas finais. Rubens Barrichello foi o 12º.


Com a vitória, o alemãozinho de 24 anos está muito próximo de se tornar o bicampeão mais jovem da categoria. Para isso acontecer na próxima corrida, em Cingapura, precisa abrir 125 de vantagem para o segundo colocado. Hoje, a vantagem é de 112 pontos sobre Fernando Alonso, o segundo colocado no Mundial e terceiro no GP da Itália. O pódio italiano foi completado por Button, um piloto que admiro bastante pelo talento.


Sobre as próximas corridas ficarem chatas, pelo fato de o campeonato ser definido com seis etapas de antecedência, eu discordo. A briga pelo segundo lugar está bastante acirrada e, apesar de dizerem que o segundo lugar é o primeiro dos perdedores, tenho certeza que muitos pilotos não vão nem se importar com isso.

Foto: Reuters

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Até quando?


Desapontamento nítido de Felipe Massa no pódio


"Isso é ridículo", esbravejou o espanhol Fernando Alonso à equipe Ferrari sobre a defesa de posição, feita de forma legal, pelo brasileiro Felipe Massa.


O público da Fórmula 1 não imaginava o quão ridículo seria a atitude seguinte dos italianos...


Exatamente na volta 48, restando 18 pro final, veio a mensagem subliminar para Massa entregar a posição ao espanhol.


"Alonso está mais rápido do que você. Pode confirmar que entendeu a mensagem?"


A primeira frase foi dita tão pausadamente, que até quem não sabe falar inglês teria tempo de consultar um dicionário e achar o significado. Massa não só entendeu a mensagem, como fez questão de frear abruptamente, deixando de forma clara que facilitou a ultrapassagem de seu companheiro Alonso, assumindo a ponta para vencer o GP da Alemanha.


Foi então que esta categoria do automobilismo, chamada de Fórmula 1, provou novamente ser movida a negócios. Por isso, talvez, é que não dê mais para chamá-la de esporte. Esporte é outra coisa.


Jogo de equipe não é novidade na F-1. Vem desde os tempos de Juan Manuel Fangio. O que muda são as atitudes dos pilotos. Alguns aceitam. Outros (a maioria, felizmente) não.


Infelizmente os últimos três casos emblemáticos de subordinação envolvem brasileiros.


O primeiro e mais impactante deles foi do também ferrarista Rubens Barrichello, em 2002, no GP da Áustria, parando a poucos metros da linha de chegada e entregando uma vitória certa - como era a de domingo (25) com Felipe - para o seu então companheiro Michael Schumacher.


Em 2009, o pior de todos. O caso de Nelsinho Piquet, da Renault, que bateu propositadamente, a mando de Flavio Briatore, para beneficar sabe quem? Alonso, claro. Eu digo que esse foi pior porque além de Piquet ter aceitado essa atitude tão baixa e nojenta, ele colocou em risco a vida de outros pilotos, além da própria, lógico.


E ontem o filme se repetiu.


Ah, Massa, como eu o admirava. Poderia ter comemorado com uma bela vitória 1 ano da nova vida, após ter se recuperado do grave acidente que sofrera na Hungria.


Sinceramente não consigo entender como alguém consegue se sujeitar a isso. São cláusulas no contrato? É medo de ser demitido? É falta de caráter? A verdade é que nada justifica.


Primeiro porque estamos no meio do campeonato. Segundo que, por mais que Alonso tenha chances de ser campeão (e eu duvido que consiga ser), Massa também tem. Será que o famoso "prestígio" que o brasileiro parecia ter dentro do time de Maranello, não seria capaz de fazer com que o brasileiro batesse de frente com uma ordem como essa? Se ao menos valesse o título do Mundial, é de se entender. Agora, sujeitar-se a isso, a troco de nada? Não vejo vantagem.


Cada vez mais tenho que concordar com Airton Gontow, que escreveu para o blog de Juca Kfouri, dizendo que a F-1 virou um grande circo, onde os palhaços somos nós. Bem que dizem que o amor é cego. Só mesmo sendo muito apaixonado pelo jornalismo esportivo para continuar acordando cedo aos domingos - às vezes de madrugada - e acompanhar as corridas, algumas monótonas.


Para que eu e milhares de outros torcedores não sintam tanto o orgulho ferido, o melhor é torcer por uma punição ainda mais rigorosa do que os US$ 100 mil de multa imposta pela FIA. É preciso algo mais. Os pilotos deveriam ser excluídos do resultado final desta prova e a Ferrari perder todos os pontos do Mundial de Construtores.


Por bem menos a McLaren perdeu em 2007. Por que não pode ocorrer com a "intocável" Ferrari? O julgamento será no dia 10 de setembro. O fato de Jean Todt ser o atual presidente da FIA não me entusiasma. Isso porque ele deu exatamente a mesma ordem a Barrichello quando era chefe da equipe Ferrari, em 2002. Não penso que iria repudiar tal atitude agora. Veremos...
Foto: Getty Image

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Irresponsabilidade de Vettel prejudica a RBR


Batida desnecessária entre Vettel e Webber


Cagada. Foi o que o alemão Sebastian Vettel, da RBR, fez ao tentar ultrapassar o companheiro de equipe, Mark Webber na 40ª volta do GP da Turquia de F-1. Isso, claro, na minha opinião. Para muitos, foi uma situação normal de corrida. Um piloto tentou a ultrapassagem, não foi feliz, acabou se tocando com outro. Mas esse toque poderia - e deveria - ter sido evitado. A imagem da equipe nos boxes, ao ver a cena ao vivo, mostrou claramente o descontentamento pelo fato.


A corrida estava praticamente ganha. Com Webber largando na pole pela terceira vez seguida, a quarta na temporada, sendo a sétima da equipe em sete corridas, a RBR caminhava tranquila para mais uma dobradinha. Vettel, que largara em terceiro, assumiu a segunda posição no momento da parada aos boxes do inglês Lewis Hamilton, da McLaren.


A disputa entre os quatro primeiros (Webber, Vettel, Hamilton e Button) era boa, mas já estava ficando monótona. Lá atrás, poucas disputas. Mesmo a Ferrari fazendo seu GP de número 800, a situação não era fácil para os pilotos Felipe Massa e Fernando Alonso. Eles terminaram em sétimo e oitavo, respectivamente.


Apenas na volta 40, é que a corrida ganhou fortes emoções. Pouco antes de chegar ao S que dá acesso à reta dos boxes, Vettel viu ali, sua grande chance de assumir a liderança da prova. Colocou o carro na esquerda, a curva era favorável a ele. Webber deu espaço, mas não muito. O resultado foi um desastrado Vettel tocando com sua roda traseira direita, na roda dianteira esquerda de Webber.


Pior para o alemão, que abandonou a corrida. Webber ainda continuou, mas precisou trocar o bico do carro, danificado, e perdeu posições para Hamilton e Button, ambos da McLaren. Foi então que os dois pilotos da equipe inglesa protagonizaram uma disputa particular pela vitória. Button tentou a ultrapassagem, Hamilton deu o X e assim, levaram seus carros a cruzarem a linha de chegada. Hamilton venceu pela primeira vez na temporada, Button chegou em segundo.


Mesmo chegando em terceiro, Mark Webber ainda lidera o mundial de pilotos, com 93 pontos. É seguido agora por Hamilton, com 88 e Button, com 84. Vettel? Caiu para quinto lugar, com 78. Antes da corrida dividia a liderança com o companheiro. Já o mundial de construtores, esse não teve jeito. Foi parar no colo da McLaren, por um ponto: 172 a 171. Felipe Massa é sétimo colocado, com 67 pontos.


E ainda reclamam do jogo de equipe da Ferrari. Só que a Scuderia italiana jamais permitiria uma situação dessas entre seus pilotos. Jamais. Quanto a Vettel, que fez gesto insinuando que Webber estava louco, deve amadurecer um pouco mais. É um grande piloto, mas muito imaturo, no auge de seus 22 anos.


A próxima etapa da F-1 será no dia 13 de junho, no GP do Canadá.
Foto: EFE

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Jenson Button vence e é o novo líder da F-1


Button conquista a segunda vitória no ano


Acabou a farra na F-1 de cada corrida ser vencida por um piloto diferente. Isso, infelizmente, durou apenas três corridas. Na quarta etapa da temporada 2010, o GP da China, a vitória ficou com o inglês Jenson Button, da McLaren. Ele já havia vencido na Austrália, a segunda etapa do mundial.


E só venceu por ter sido ousado no começo da prova. Quando a chuva começou a cair, foi um dos quatro a permanecer na pista, com pneus slicks. Os outros três foram Nico Rosberg (Mercedes), Robert Kubica (Renault) e Petrov (Renault). Ultrapassou Rosberg no momento certo, para assumir a liderança da prova em Xangai. De lá, não mais saiu até a linha de chegada.


Na largada, os carros da Red Bull foram superados pela Ferrari de Fernando Alonso, saindo em terceiro. Mas tinha uma explicação para a ótima largada do espanhol. Saiu antes do apagar das luzes. Em outras palavras, queimou. Precisou pagar um drive-trough, e passou pelos boxes.


Correndo de forma agressiva, Lewis Hamilton deu show e fez várias ultrapassagens. Passou até pelo experiente piloto, o heptacampeão Michael Schumacher. Isso garantiu a dobradinha da McLaren, com Button em primeiro e Hamilton em segundo. Rosberg foi o terceiro, e mesmo tendo pago uma punição, Alonso conseguiu o quarto lugar.


Lá atrás, o então líder do campeonato, Felipe Massa, tentava fazer uma corrida de recuperação. Mas estava difícil, pois por duas vezes, teve que esperar o companheiro, Alonso, fazer a troca de pneus, o que lhe causou muita demora. Sem dizer que na segunda vez que aconteceu, não precisava ter acontecido. Só ocorreu porque Alonso ultrapassou o brasileiro na entrada dos boxes, jogando Massa na grama. No discurso dos dois após a corrida, foi uma atitude normal de corrida, mas creio que criará um clima ruim na equipe nas próximas etapas.


O Mundial tem um novo líder. É Jenson Button, com 60 pontos. Nico Rosberg é o segundo com 50. Depois vem Fernando Alonso e Lewis Hamilton, com 49; Sebastian Vettel com 45. Massa caiu para a sexta posição, com 41 pontos. Lembrando que cada vitória agora valem 25 pontos. E tem muita corrida pela frente. A próxima, será o GP da Espanha, no dia 09 de maio, abrindo a temporada europeia da Fórmula 1.
Foto: Agências

terça-feira, 6 de abril de 2010

RBR finalmente consegue a tão esperada dobradinha de 2010


RBR na frente no GP da Malásia


Não consegui acordar às 5h para assistir no final de semana o GP da Malásia de F-1. Foi a terceira etapa do mundial. Fiquei bastante irritado, mas vou superar. A corrida, que deveria ser com chuva, foi de pista seca.


Largando em terceiro, Sebastian Vettel não tomou conhecimento de seu companheiro de equipe na RBR, o australiano Mark Webber, e assumiu a liderança ainda na primeira curva. Nico Rosberg, que largou em segundo, também foi ultrapassado.


Lá atrás, Ferrari e McLaren tentavam se recuperar da besteira que fizeram no treino, quando - este sim, com muita chuva - não mandaram seus pilotos no começo e depois pagaram caro por isso, ficando de fora ainda na primeira parte, Alonso, Massa, e Hamilton. Fazendo boas ultrapassagens, os candidatos ao título de 2010 fizeram boas ultrapassagens e recuperaram várias posições.


Mas o máximo que Hamilton, Massa e Button conseguiram foi um sexto, sétimo e oitavo lugar, respectivamente. Fernando Alonso teve um motor estourado e abandonou. Com esse abandono, Felipe Massa, com a sétima posição, agora lidera o campeonato sem ter vencido uma corrida sequer. Chegou em segundo e terceiro nas duas primeiras provas e agora tem 39 pontos contra 37 de Alonso e Vettel, que finalmente venceu uma corrida.


Aliás, a RBR conseguiu uma dobradinha que aconteceria mais cedo ou mais tarde. Agora é esperar para ver se o desempenho se repetirá na próxima etapa, na China, no dia 18 de abril. Mais uma corrida de madrugada aqui no Brasil e que tentarei acordar desta vez. O campeonato 2010 promete, pois apenas dez pontos separam o primeiro e sétimo colocado.
Foto: Agência Reuters

segunda-feira, 29 de março de 2010

Corrida de tirar o sono na madrugada

Ao contrário do GP do Barhein, a corrida na Austrália, segunda etapa da temporada 2010 da Fórmula 1, foi bastante movimentada. Muitas ultrapassagens, batidas e boas disputas. Tudo isso se deve à fina garoa que caiu momentos antes da largada.


Largando na pole, Sebastian Vettel manteve a liderança. O destaque ficou por conta do brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, que saiu de quinto para a segunda posição. Seu companheiro, o espanhol Fernando Alonso, foi tocado por trás pelo inglês Jenson Button, da McLaren. Na confusão, sobrou até para o alemão Michael Schumacher. O piloto da Mercedes teve que parar nos boxes logo na primeira volta para trocar o bico, danificado por Alonso, involuntariamente.


O Safety Car entrou cedo, após uma forte batida de Kamui Kobayashi, da Sauber. Ele se perdeu, bateu na mureta de proteção, atravessou a pista e acertou em cheio o alemão Nico Hulkenberg, da Williams. Por sorte, não houve feridos no acidente.


Os problemas de aquecimento dos pneus, que prejudicou Massa durante os treinos, voltou a incomodá-lo na corrida. O brasileiro foi muito pressionado durante a corrida e ultrapassado algumas vezes. A chuva parou e os pilotos trocaram pela primeira vez os pneus para pista seca. Nessa parada, Massa perdeu duas posições. Já tinha perdido a segunda posição, e depois caiu para quinto.


Mark Webber, ainda se acostumando com os compostos slicks, travou boa briga com Lewis Hamilton. Massa, conservador, manteve seu rimo e conseguiu um bom terceiro lugar. Já é o melhor início de temporada do ferrarista, com um segundo e um terceiro lugar, nas duas primeiras corridas.


Vettel, tranquilo na liderança, entregou de bandeja o primeiro lugar para Button, ao sair da pista sozinho e parar na caixa de brita. Button assumiu a primeira posição e de lá não saiu mais. Robert Kubica, de forma impressionante, conseguiu guiar muito bem sua Renault até a segunda colocação.


Fernando Alonso se recuperou muito bem da rodada sofrida na largada e terminou em quarto. Nas últimas voltas, Hamilton tentou a todo custo ultrapassá-lo, mas o espanhol manteve a posição, Hamilton rodou, tocou em Mark Webber. O australiano precisou trocar o bico nos boxes e com isso foi parar em nono lugar. Hamilton foi o sexto.


Na briga interna da Mercedes, Nico Rosberg venceu mais uma. Terminou em quinto, enquanto Schumacher foi apenas o décimo. Barrichello chegou em oitavo, e os outros brasileiros, Lucas di Grassi e Bruno Senna, ainda não sabem o que é terminar uma prova. Abandonaram novamente, com problemas.


A próxima etapa será novamente de madrugada. O GP da Malásia deverá começar às 5h no próximo domingo (04 de Abril).

segunda-feira, 15 de março de 2010

Análises do GP do Barhein de F-1, abertura da temporada


Resultado do GP do Barhein de F-1



Fernando Alonso entrou para o seleto grupo de pilotos que venceram em suas estreias pela Ferrari na Fórmula 1. A lista tem os italianos Luigi Musso e Giancarlo Baghetti, o norte-americano Mario Andretti, o inglês Nigel Mansell e o finlandês Kimi Raikkonen. Destes, apenas Raikkonen foi campeão no mesmo ano, em 2007.


Se depender do piloto espanhol, são grandes as chances dele repetir, em 2010, o mesmo feito e conquistar o terceiro título. Já o brasileiro Felipe Massa teve seu melhor início de temporada. Pela primeira vez subiu ao pódio na primeira corrida do campeonato ao terminar o GP do Barhein em segundo. E o mais importante, provou estar completamente recuperado do acidente sofrido em julho do ano passado, durante os treinos para o GP da Hungria. Não pôde acompanhar o ritmo de Alonso devido a um problema de consumo da Ferrari.


O alemão Sebastian Vettel, da RBR, que largou na pole-position, teve problemas de potência em seu carro e foi ultrapassado pelas duas Ferraris. Como Alonso havia assumido o segundo lugar na largada e não deixou o alemão escapar, levou a melhor ao assumir a liderança na 34ª volta e não saiu mais de lá. O terceiro lugar ficou com Lewis Hamilton, da McLaren. Vettel chegou em quarto. O atual campeão, Jenson Button, terminou em sétimo lugar.


O retorno de Michael Schumacher à F-1, após três anos de aposentadoria, foi discreto. Apenas um sexto lugar, exatamente uma posição atrás de seu companheiro, o também alemão Nico Rosberg. O heptacampeão mundial ainda está se acostumando com sua Mercedes e não será surpresa se o piloto de 41 anos de idade melhorar nas próximas etapas.


Dos brasileiros estreantes, nenhuma surpresa. Pelo contrário, surpresa seria se eles tivessem completado a prova. Mas Lucas di Grassi e Bruno Senna, pilotos das equipes Virgin e Hispania, respectivamente, mostraram que estão guiando equipamentos muito inferiores aos outros carros da categoria e abandonaram a corrida logo no começo. O que, em partes, pode ser considerado um risco aos demais pilotos. Culpa da FIA que proíbe treinos fora das datas estabelecidas na pré-temporada. Assim sendo, a Hispania foi à pista sem ter feito uma quilometragem sequer nos circuitos espanhóis, ao contrário das outras equipes, que andaram mais de dois mil quilômetros em Valência, Jerez de la Frontera e Barcelona.


Rubens Barrichello, não tem muito o que falar. Conseguiu um ponto na primeira corrida com a Williams, mas isso porque a regra mudou e agora até o décimo colocado pontua. Isso mostra que o recordista de provas na F-1 não tem muito o que esperar de bom em 2010.


E a nova regra de proibição de abastecimento, praticamente acabou com as táticas de paradas aos boxes. Eram elas que determinavam o ritmo dos pilotos nos treinos. Agora não. Eles podem treinar com o tanque praticamente vazio - como era nos bons tempos -, mas em compensação saem com o tanque cheio até a boca. As paradas, que antes duravam entre sete e nove segundos, agora duram três ou quatro.


Uma dica do comentarista Luciano Burti, da Rede Globo. Se antes, com o abastecimento, era melhor ficar o máximo na pista para abrir vantagem, parar e voltar na frente; agora o ideal é parar antes, para os novos pneus poderem aquecer mais rápido e ganhar vantagem quando o outro piloto parar. Foi assim que Alonso aumentou a distância que tinha sobre Felipe Massa na corrida.


A próxima etapa da Fórmula 1 será no dia 28 março, no GP da Austrália.
Imagem: www.fórmula1.com

sábado, 13 de março de 2010

Vai começar a temporada 2010 da Fórmula 1


Massa, Vettel e Alonso: a temporada da F-1 começou a valer


Sebastian Vettel marcou a primeira pole-position na temporada 2010 da Fórmula 1. Com o tempo de 1min54s101, o piloto alemão da Red Bull Racing cravou o melhor tempo e largará na frente no Grande Prêmio do Barhein.


Quem sai em segundo será o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari. Após oito meses do acidente nos treinos do GP da Hungria, que o tirou do resto da temporada 2009, Massa provou não perder a rapidez que sempre fez parte de sua carreira. Marcando 1min54s202, o brasileiro largará na frente do companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso. O duelo entre os dois deverá ser durante todo o ano, e começar na frente é sempre importante.


Quem dividirá a segunda fila com Alonso, será o desafeto Lewis Hamilton, da McLaren. O inglês, campeão mundial em 2008, largará em quarto. Na quinta posição vem o piloto alemão Nico Rosberg, da Mercedes. Ele desbancou o compatriota e companheiro de equipe, o heptacampeão mundial Michael Schumacher, em três décimos. Schumacher sairá em sétimo, mostrando que os três anos afastado da F-1 ainda estão pesando ao veterano de 41 anos.


O sexto será o australiano Mark Webber, da RBR; o atual campeão, Jenson Button, da Mclaren, sairá em oitavo; o polonês Robert Kubica, da Renault, conseguiu um excelente nono lugar, mas mais impressionante ainda é o décimo lugar de Adrian Sutil, da Force India. A equipe tida com uma das piores nos últimos anos, conta com motor Mercedes e apresenta uma grande evolução neste começo de campeonato; resta saber se permanecerá assim até o final.


Fora Felipe Massa, o brasileiro melhor colocado foi Rubens Barrichello, em décimo primeiro. O recordista em participações na F-1 mostra que terá muitas dificuldades na Williams, mas pelo menos andou melhor que seu companheiro, o alemão Nico Hulkenberg, que larga em 13º.


Lucas di Grassi, da Virgin e Bruno Senna, da Hispania, mostram estar bastante aquém dos demais pilotos. Aliás, toda a equipe, que inclui também a Lotus. Esses três times parecem ser carros de outras categorias, infiltrados na F-1. Isso é preocupante, sem contar no perigo que agregam à outras equipes. Por isso a proibição da FIA em treinos ao longo da temporada é questionável. A Hispania quase não viajou ao Barhein, foi tudo às pressas. Não tiveram tempo de treinar na pré-temporada e por isso o resultado desastroso. Se as equipes não melhorarem, teremos novamente um campeonato à parte, onde seis pilotos brigarão pra não ficarem em último, como eram nos casos de Minardi, Jordan e Jaguar alguns anos atrás.


Novas regras - Entre as novas regras, a principal, sem dúvidas será de que o reabastecimento está proibido durante as corridas; apenas a troca de pneus. Isso muda completamente o panorama e estratégia, pois é fundamental poupar o ritmo no início da prova, aumentando a emoção no final, quando os carros estarão mais leves.


Sim, porque na largada, o peso será muito maior, de 620 a mais de 700 quilos. Para se ajustar à nova regra, o tanque teve que ser maior, com 250 litros. Para aumentar a aderência entre os eixos, os pneus ficaram mais finos, de 270, para 245 milímetros. E a suspensão ficou um pouco mais alta.


No treino classificatório, ele segue dividido em três partes. Na primeira, de 20 minutos, os seis piores são descartados. No chamado Q2, de 15 minutos, os oito piores caem. E na última, de apenas dez minutos, vão à pista justamente os dez primeiros, brigando pela ponta e com tanque praticamente vazio, como foi em grande parte da F-1.


Pontuação - A pontuação também mudou. Agora os dez primeiros pontuam, e não apenas os oito. Os pontos do vencedor quase triplicaram. Agora soma-se 25 pontos, 72% a mais que o segundo colocado, que marca 18. O terceiro 15; quarto 12; quinto 10; sexto 8; sétimo 6; oitavo 4; nono 2 e décimo 1.


A FIA quer com isso, valorizar ainda mais as vitórias. E sim, o campeão seguirá sendo aquele que tiver mais pontos e não mais vitórias como chegou a ser sugerido por Bernie Ecclestone.


Calendário - O 61º campeonato da Fórmula 1 começa no domingo (14) às 9h (horário de Brasília) com o GP do Barhein, primeira etapa do calendário 2010. As novidades para este ano ficaram por conta da volta do GP do Canadá, em Montreal, no dia 13 de junho e da estreia do GP da Coreia do Sul, no dia 24 de outubro. Duas semanas depois, será o GP do Brasil. Novamente ele será penúltima etapa, podendo decidir o título mundial.


Caso não ocorra no Brasil, poderá ser nos Emirados Árabes, uma semana depois, em 24 de novembro. Serão 19 provas de pura emoção. Pra quem fica sua aposta? Comentem.
Foto: Agências

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aquecendo os motores


Felipe Massa aos poucos voltará ao normal

Felipe Massa voltou. Ainda é cedo para se fazer qualquer aposta, mas aos poucos ele mostrará que não perdeu a excelente capacidade de pilotar. Já demonstrou confiança no modelo 2010 da Ferrari, nos primeiros testes ocorridos em Valência. Foi o mais rápido nesta segunda-feira (1º), marcando 1m12s574. Disse que o carro deste ano está melhor de dirigir do que do ano passado. Isso é um bom sinal, sem dúvidas. Quanto poderá render durante o campeonato? Só as corridas dirão.


Michael Schumacher, como ele próprio disse, sente-se como uma criança que ganhou um brinquedinho novo. O brinquedo em questão é prateado e tem uma estrela de três pontas no bico. Trata-se da Mercedes GP, antiga Brawn. Está muito motivado para a temporada que começará em Bahrein no dia 14 de março. Está neste retorno o motivo desta ser uma das temporadas mais aguardadas dos últimos anos. Foi terceiro colocado com 1m12s947.


De equipe nova - a Williams - Rubens Barrichello fez o sexto tempo, 1m14s449. Andou e aproveitou para alfinetar seu ex-chefe Ross Brawn. Perguntado sobre qual conselho daria a Nico Rosberg, Rubens foi seco: "Saia já daí! O único conselho que posso dar a ele é que precisa dirigir rápido e não bater. Ross sempre irá dizer isso antes das corridas", avisou o brasileiro.


A meu ver, perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Mudasse de assunto. Dissesse que não cabe a ele dar conselhos a Rosberg, qualquer outra coisa. Porque o pior veio depois. Falou que Rosberg dificilmente poderá andar à frente de Schumacher. Tudo bem, concordo que possa haver um favorecimento ao experiente piloto alemão, mas que resolvam entre eles, na Mercedes. Barrichello agora está em outra equipe, uma equipe que tem muito a melhorar se quiser subir ao pódio em algumas corridas em 2010. Por isso deve se preocupar em preparar melhor o seu carro e não ficar dando "conselhos" a onde não deveria.


O que aconteceu durante sua experiência na Ferrari só saberemos - se saberemos - quando ele lançar o livro que disse estar escrevendo. Só deverá acontecer depois que se aposentar. E isso poderá levar mais alguns anos. Até lá, corra, Barrichello! Este é o conselho que eu, Bruno Zanette, um simples aprendiz de cronista esportivo, posso dar a você. Corra e tente chegar na frente. O Brasil cansou de vê-lo fracassar.
Foto: Getty Images

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O retorno de Schumacher

Michael Schumacher encerra sua aposentadoria


Fim do mistério. A Mercedes, montadora que comprou a Brawn GP e montousua própria equipe para 2010, anunciou o que todos aguardavam: a contratação do piloto alemão e sete vezes campeão mundial de F-1, Michael Schumacher.


Schumacher retorna após três anos de aposentadoria. Sua última corrida foi disputada no GP do Brasil de 2006, última etapa daquela temporada, cujo título ficou com o espanhol Fernando Alonso. O veterano piloto terá como companheiro no ano que vem o também alemão Nico Rosberg.


A Ferrari tentou antecipar o retorno de Schumacher às pistas, ainda na temporada 2009. Após o acidente de Felipe Massa na Hungria, o piloto alemão, que atuava como embaixador da equipe italiana, chegou a treinar com um F2007, já que não poderia treinar com o modelo deste ano. No entanto, as fortes dores no pescoço, causadas por um acidente de moto, o impediram de substituir Massa. Com a contratação de Fernando Alonso no time de Maranello, dificultaram ainda mais as chances de Schumacher retornar.


O presidente ferrarista, Luca di Montezemolo liberou o heptacampeão para assinar contrato com a equipe alemã. Especula-se que Schumacher ganhará algo em torno de R$ 17 milhões anuais. Seu contrato será de três anos.


Mais do que isso, poderá recuperar o prazer em poder pilotar; prazer esse que jamais deverá ter perdido. O que motiva um piloto é o desafio. Ross Brawn, chefe de equipe que esteve ao lado de Michael em suas principais conquistas, poderá dar um carro competitivo ao seu pupilo e isso, aumentará as expectativas dos torcedores, quanto à abertura da temporada 2010, no GP do Bahrein, em 14 de Março. Todos querendo saber se o piloto que estará no carro prateado, será mais um no grid, ou continuará sendo o bom e velho Schumacher.
Foto: Getty Images

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mais um brasileiro na F-1

Lucas Di Grassi será o 4º piloto brasileiro na F-1 em 2010



O brasileiro Lucas Di Grassi será piloto da nova equipe Virgin/Manor, na temporada 2010 da Fórmula-1. Ele, que fora piloto de testes da Renault, resolveu deligar seus laços com a equipe francesa e correrá ao lado do alemão Timo Glock. O anúncio oficial deverá ocorrer na próxima terça-feira (15). A informação é do site Grande Prêmio.


Di Grassi, que sempre esteve perto de correr pela Renault, ainda nos tempos de Nelsinho Piquet, será patrocinado pela empresa Unielever, a qual está 80 anos no Brasil. O valor do patrocínio não foi divulgado. A Virgin/Manor usará motores Cosworth.


Com isso, o número de pilotos brasileiros no grid de largada no ano que vem sobe para quatro. O país será representado por Felipe Massa na Ferrari, Rubens Barrichello na Williams, Bruno Senna na Campos Dallara e agora Lucas Di Grassi na Manor. Ao todo, serão 13 equipes, totalizando 26 pilotos.


Mudança na pontuação - Em virtude do aumento do número de participantes, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) estuda mudar a fórmula de pontuação nas corridas. A ideia é fazer com que o vencedor passe a somar 25 pontos, e não mais os 10 atuais.


Além disso, os dez primeiros colocados passariam a pontuar; hoje são apenas os oito primeiros. Caso haja a mudança, a pontuação por etapa ficaria assim: 1º) 25 pontos; 2º) 20; 3º) 15; 4º) 10; 5º) 8; 6º) 6; 7º) 5; 8º) 3; 9º) 2 e 10º) 1.


Seria a primeira mudança na pontuação, desde 2003, quando a FIA aumentou a pontuação e o sétimo e oitavo colocado passaram também a pontuar. Acredito que com essa alteração, poderemos ter uma disputa maior, mais pilotos teriam chances de brigar pelo título, mas também, um piloto que souber utilizar esse artifício, poderia disparar na liderança do campeonato. Quem sabe? Até o momento não há nada concreto, o ideal é aguardarmos por novas informações.
Foto: Agência EFE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mercedes volta a ter uma equipe na F-1

Novo carro manterá as tradicionais cores da Mercedes


A Brawn GP foi um raro caso na Fórmula 1 de uma equipe com 100% de aproveitamento na principal categoria do automobilismo mundial. Explica-se. Fadada à falência, a equipe – antiga Honda - fora comprada pelo inglês Ross Brawn e se tornou Brawn GP, utilizando motores Mercedes. Logo em seu primeiro ano de fundação e participação, conquistou o Mundial de Construtores e ainda teve seu piloto, Jenson Button, como o grande campeão da temporada 2009. Seu companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, terminou o campeonato na terceira posição.

Porém, nesta segunda-feira (16/11) foi anunciada em Frankfurt, na Alemanha, a compra da Brawn GP pela Mercedes Benz. A partir de 2010, a equipe passará a se chamar Mercedes GP e continuará sendo dirigida por Ross Brawn. A Mercedes revelou também que vendeu as ações que detinha o controle da McLaren. Mesmo assim, continuará fornecendo motores ao time inglês até 2015. Na próxima temporada, a Mercedes Grand Prix deverá ter as cores prateadas e o famoso símbolo de uma estrela com três pontas da famosa fábrica de carros alemã.

A única incerteza no momento é em relação aos pilotos. Barrichello acertou com a Willians e Button ainda não renovou seu contrato. Há fortes rumores de que o único certo seria o alemão Nico Rosberg, filho do campeão de 1982, o finlandês Keke Rosberg. Outro que poderia vir seria o também alemão Nick Heidfeld, tornando o time da montadora alemã, com pilotos alemães. Mas isso ainda não está certo, pois Ross Brawn ainda tenta um acordo com o atual campeão, Button.

No entanto, uma publicação do jornal inglês “The Guardian” e também divulgada na segunda garante que o campeão de 2009 já teria acertado com a McLaren, pelo dobro do salário que recebia na Brawn. Cerca de seis milhões de libras por ano. Algo em torno de R$ 17,2 milhões. O contrato seria de três anos e deve ser assinado ainda esta semana.

Caso a contratação se confirme, será a primeira vez, desde 1989 com Ayrton Senna e Alain Prost, que uma equipe reúne uma dupla de pilotos campeões mundiais. E mais: raramente na história da categoria esses campeões conquistaram os dois últimos títulos (Hamilton em 2008 e Button em 2009).

2010 realmente promete ser um ano de grandes parcerias. Além dessa provável dupla de peso na McLaren, a Ferrari terá na próxima temporada – essa já confirmada – a dupla formada pelo espanhol bicampeão mundial em 2005 e 2006, Fernando Alonso e o brasileiro vice-campeão mundial em 2008, Felipe Massa. Massa se recupera do grave acidente sofrido durante os treinos para o GP da Hungria, em julho de 2009. Segundo o time italiano, ambos terão condições de igualdade e poderão brigar pelo título. Mas será que até o final da temporada, continuarão se falando? É esperar pra ver...

Foto: Divulgação

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Título merecido por Jenson Button


Jenson Button comemora o título mundial; sonho de criança


Eram remotas as chances de Rubens Barrichello levar a decisão do título mundial de Fórmula 1 para a última etapa, nos Emirados Árabes. Mas elas existiam. E o torcedor brasileiro tinha motivos de acreditar. Ainda mais depois da classificação de sábado, com Rubinho largando na pole e seu companheiro e líder do campeonato, Jenson Button, apenas em 14°.
Mas se a chuva foi de grande ajuda na véspera da corrida para o piloto mais experiente na categoria; a ausência dela pode ter sido fator crucial para o mau desempenho. O que não transforma em justificativa para a oitava posição no GP Brasil.

Permanece o tabu do azar de Barrichello quando corre em casa.
Dominando amplamente a prova, Mark Webber, da RBR, garantiu sua segunda vitória em 2009. Robert Kubica foi o segundo e Lewis Hamilton, campeão em 2008, o terceiro. Guiando de forma ofensiva, Jenson Button conquistou uma excelente quinta posição, mais do que suficiente para ficar com o título, com uma corrida de antecedência.

Obrigado a fazer uma parada a mais, devido a um pneu furado, Barrichello - lógico - ficou frustrado com o resultado que obteve. Mas na soma dos fatores, o ano de 2009 pode ser considerado vitorioso. Analisando o fato de que estava desempregado às vésperas da temporada, e chegar em uma equipe brigando pelo título mundial, é um saldo positivo. Agora terá a equipe da Brawn GP, que já conquistara o Mundial de Construtores, totalmente ao seu lado, na luta pela segunda posição no campeonato, hoje pertencente ao alemão Sebastian Vettel, da RBR, com 74 pontos, contra 72 do brasileiro.


Já pensando em 2010, poderemos ter quatro brasileiros na F1. Barrichello deverá pilotar uma Williams. Felipe Massa, ao lado de Fernando Alonso, formará na Ferrari uma dupla que poderá lembrar os velhos tempos de Senna e Prost na McLaren - tanto nos resultados, quanto nas intrigas. Bruno Senna, sobrinho do tricampeão mundial, e Lucas Di Grassi, piloto de testes da Renault, são outros que poderão pintar em novas equipes na próxima temporada. A única certeza: será um dos campeonatos mais longo dos 60 anos da história da F1. Bom pra quem ama tanto esse esporte.
Foto: Agência EFE

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Futebol pra ninguém botar defeito




Ainda no sábado (10) pensei em escrever um artigo aqui no Blog sobre a rodada do Brasileirão mais uma vez ser palmeirense. Pelos tropeços de São Paulo e Internacional diante do Flamengo e Atlético-PR, respectivamente, o alviverde poderia abrir oito pontos de vantagem para o segundo colocado. Não o fiz, querendo esperar o término da rodada, na tarde desta segunda-feira (12). Mas ainda assim, o time comandado por Muricy Ramalho possui uma vantagem considerável (54 a 49).

Desesperado para escapar da zona do rebaixamento, o Náutico derrotou o líder do campeonato por 3 a 0. O Atlético Mineiro até poderia assumir a vice-liderança, mas caiu diante do Cruzeiro por 1 a 0 na última partida antes da reforma do Mineirão para a Copa 2014. O Goiás foi outro que vacilou e apenas empatou em casa com o Sport, um dos lanternas. Com isso, as posições na parte de cima da classificação não se alteraram. Palmeiras lidera com 54, São Paulo tem 49, Internacional 48, Galo 47, Goiás 46 e agora o Flamengo ressurge na briga pelo G-4 com 45 pontos. Na parte de baixo, os rebaixados hoje seriam Santo André, Náutico, Sport e Fluminense.

Eliminatórias - O sabadão foi típico para quem adora assistir futebol na TV. Com as partidas das eliminatórias à Copa, tanto na Europa quanto na América do Sul, muitos jogos transmitidos ao vivo. Complicado até de escolher o que assistir, tendo Brasileirão no meio do caminho. Optei por ver um pouco de cada um. Gostei da vitória de Portugal sobre a Hungria por 3 a 0. Passei a gostar dessa seleção ainda nos tempos de Scolari no comando e hoje torço para que vá à Copa. Assumiu a segunda posição do grupo 1 e briga pela repescagem. Dinamarca, do mesmo grupo, garantiu a vaga.

Assim como Alemanha, Itália, Sérvia, Costa do Marfim, EUA, México e Chile também garantiram a vaga neste final de semana. A Argentina foi um caso à parte. Que jogo dramático! Acompanhei a partida contra o Peru por um canal argentino, o que aumenta ainda mais a dramaticidade. Vitória típicamente na raça argentina, 2 x 1 aos 47 do segundo tempo. "Basta" agora vencer o Uruguai em Montevidéu, para garantir a vaga sem depender de outros resultados. Será uma verdadeira batalha, mas acredito na classificação do time de Maradona, mas não em sua permanência, pois o próprio não deu garantias de ficar para o Mundial da África do Sul.

Enfim, o final de semana foi futebolístico e o próximo tende a ser de velocidade. No domingo teremos o GP Brasil de F1, podendo decidir o campeonato. Logo escreverei sobre isso aqui e também sobre a saída de Barrichello para a Williams em 2010. Aguardem!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fernando Alonso na Ferrari. O que acha disso?




A Ferrari deverá anunciar o espanhol Fernando Alonso dias antes do GP do Japão, antepenúltima etapa da temporada 2009 da Fórmula 1. A informação é da rádio espanhola Cadena SER. Especula-se que o piloto bicampeão mundial em 2005 e 2006 com a Renault, sua atual equipe, ganhará algo em torno de 25 milhões de euros para correr no carro vermelho na próxima temporada. Ainda assim, é um salário inferior ao que ganha atualmente o finlandês e ferrarista Kimi Raikkonen (30 milhões de euros).


É justamente devido à provável saída de Raikkonen para sua antiga equipe, a McLaren, ao lado de Lewis Hamilton, que a Ferrari deverá anunciar essa dupla de peso para o próximo campeonato: Felipe Massa e Fernando Alonso. Recuperando-se de um acidente sofrido durante o treino classificatório para o GP da Hungria – uma mola se soltou do carro de Rubens Barrichello e acertou a viseira do capacete de Massa, ferindo o olho esquerdo – o brasileiro deu algumas voltas de kart em uma pista no interior de São Paulo. Há a expectativa de que ele volte na última corrida deste ano, o GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, no dia 1º de novembro. Mas para isso acontecer, é preciso ter o aval dos médicos da FIA, os quais realizam procedimentos muito rigorosos. Fato é que se for concretizada essa dupla, a Ferrari poderá reviver casos históricos da F1, como foram as duplas Prost x Senna, ou Piquet x Mansell.

Companheiros de equipe, rivais “ferozes” dentro das pistas. Massa e Alonso já trocaram algumas farpas em público, mas foram situações de corrida. Será no mínimo interessante ver esse duelo em igualdade de condições.
Foto: Getty Images

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Coincidências acontecem

Desta vez a batida foi acidental

Para aqueles que não acreditam em coincidências, a foto acima mostra uma cena clara de que elas realmente existem. Tudo bem, pode ter sido uma infeliz coincidência, mas aconteceu.

Exatamente um ano depois do polêmico GP de Cingapura, na mesma curva 17, no mesmo ponto onde Nelsinho Piquet admitiu que batera de propósito, para favorecer o companheiro de equipe, Fernando Alonso, o francês Romain Grosjean, substituto do próprio piloto brasileiro na Renault, também bateu.

Assim como ocorreu com o filho do tricampeão, Nelson Piquet, o treino precisou ser paralisado para a retirada do carro, parado na área de difícil acesso do carro de segurança.

Passado o momento comédia do treino livre, Rubens Barrichello foi o mais rápido, com o tempo de 1min50s179, com seu companheiro de equipe, Jenson Button, em segundo, 177 milésimos atrás.

Foto: Agência Reuters


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Semana veloz na Fórmula 1

Após a reunião do Conselho Mundial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) nesta segunda-feira, que avaliou o caso da batida proposital de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008, punições foram dadas (em partes) aos principais envolvidos.


O ex-chefe de equipe, Flavio Briatore, foi banido da F1 e de todas as competições organizadas pela FIA por tempo indeterminado. Além disso, não pode mais nem empresariar pilotos, como fez com o próprio Nelsinho, e fazia com outros como Fernando Alonso, Mark Webber, por exemplo.


Pat Symonds, ex-diretor de engenharia, também foi retirado do esporte, porém, por um período menor. Em cinco anos, não poderá nem ao menos entrar em um autódromo. Quanto à Renault, essa teve uma espécie de bronca. Se dentro de dois anos, voltar a infringir o regulamento, também será banida do esporte. A McLaren deve ter achado injusta essa pena, tendo em vista a multa pesada de um milhão de dólares que recebera no ano passado, por ter confiscado projetos da rival, Ferrari.


Aos pilotos, nenhuma punição. Nelsinho Piquet, por ter ajudado nas investigações, foi isento pela entidade máxima do automobilismo mundial. Injusto, pois foi cumplíce da farsa protagonizada pelo time francês. Quanto a Fernando Alonso, não foram apresentadas provas de que realmente sabia que seria beneficiado por uma batida do companheiro, e por isso também foi absolvido.
Continuo com a opinião de que Nelsinho se autodestruiu. Dificilmente voltará a pilotar para alguma equipe séria da F1. Terá que valer muito a pena, tecnicamente falando e, principalmente, financeiramente falando. Deverá e poderá tentar a carreira em outra categoria, e a F-Indy pode ser uma opção.


Depois dessa semana conturbada, as atenções deverão se voltar ao campeonato. E novamente entra Cingapura na história, onde será disputada a 14ª etapa do Mundial. A primeira e única corrida noturna na história da categoria. Jenson Button continua líder com 80 pontos, 14 à frente do companheiro e segundo colocado Rubens Barrichello. Restam quatro corridas para terminar a temporada 2009.


E o calendário de 2010 saiu e se o campeonato continuar como nos últimos anos, com o título sendo decidido na última etapa, e tivermos brasileiro brigando pelo título, uma boa notícia: a última corrida voltará às pistas de Interlagos. Este ano ela será a penúltima etapa. Até lá, Felipe Massa estará de volta, duelando com Rubens Barrichello e quem sabe, com mais pilotos brasileiros. Antônio Pizzonia pode ser um deles, vamos aguardar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Renault demite Flavio Briatore, confirmando a versão de Nelsinho

Está cada vez mais claro que a batida de Nelsinho Piquet, no GP de Cingapura de 2008, foi mesmo intensional. Primeiro, porque o próprio piloto assumiu. "Contra fatos, não há argumentos". A nova prova desse caso, é a demissão do chefe de equipe, Flavio Briatore e diretor de engenharia Pat Symonds, anunciada pela equipe Renault, às vésperas da reunião do Conselho Mundial que irá julgar o incidente.


E ainda: no comunicado divulgado pela equipe francesa, deixa bem claro que "não vai contestar as acusações recentes feitas pela FIA sobre o GP de Cingapura de 2008". Difícil imaginar que a batida não tenha sido planejada por todo o time.


Briatore tem um histórico marcado por polêmicas na Fórmula 1. Desde os tempos da Benetton, quando era chefe de seu pupilo, o alemão Michael Schumacher. Para a entrada do novato piloto, em 1991, não fez cerimônia em retirar o veterano brasileiro Roberto Pupo Moreno. Além disso, o italiano tem outros negócios, poderá viver perfeitamente bem, longe da categoria mais importante do automobilismo mundial. Pat Symonds é uma incógnita.


E quanto a Nelsinho Piquet? Esse, podem apostar, a menos que seu pai compre uma equipe, não disputará mais corridas na F1. Poderá tentar a carreira em outras categorias, mas ainda assim será visto com desconfiança no mundo da velocidade. Terá valido a pena, espalhar tudo contra o ventilador? Pelo preço que terá que pagar, ao que parece, não.

domingo, 13 de setembro de 2009

Barrichello deu o recado: "Estou chegando"!

Barrichello está cada vez mais perto do líder


Já ouviu falar naquele ditado popular: "De grão em grão, a galinha enche o papo"? Tal método vem sendo utilizado por Rubens Barrichello nessa reta final de temporada da Fórmula 1. Nas três últimas provas, o piloto brasileiro da Brawn GP conquistou duas vitórias, e a diferença para o líder e companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, que chegou a ser de 26 pontos, hoje caiu para 14 (80 a 66). Restando ainda quatro corridas até o término do campeonato.


Barrichello começou o GP da Itália, no tradicional circuito de Monza, com a ameaça de perder cinco posições no grid de largada, forçando-o sair na décima posição. Sua equipe não estava muito confiante na durabilidade do câmbio, e caso houvesse a necessidade da troca, o regulamento diz que o piloto perderia cinco posições. Mas isso não foi necessário, e Barrichello saiu mesmo em quinto. Superado esse problema, veio a estratégia para a corrida. E a equipe dos dois pilotos que brigam pelo título escolheu fazer apenas uma parada nos boxes durante toda a prova. Deu certo.


Na largada, aproveitando-se do Kers (sistema que usa as freadas do carro como energia para o motor) Lewis Hamilton, da McLaren, largou bem e manteve a ponta no início da corrida. O alemão Adrian Sutil, da Force India, e que incrivelmente largava em segundo, perdeu a posição para o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari. Barrichello ganhava o lugar de Heikki Kovalainen, e de quinto, pulava para quarto. Já na primeira volta, uma boa notícia para o brasileiro recordista em número de corridas disputadas. Um dos candidatos ao título, o australiano Mark Webber, da RBR, foi tocado por trás por Robert Kubica, da BMW Sauber, e abandonou logo cedo.


Veio então as paradas para reabastecimento e troca de pneus. O primeiro a parar foi Hamilton, um pouco antes do esperado, mostrando que os pneus macios possuem um maior desgaste na equipe inglesa. Na sequência vieram Sutil, Raikkonen e Button. Barrichello começou então a correr com "a faca nos dentes", ou seja, começou a fazer volta de classificação atrás de volta de classificação. Fez a parada, levou pouco mais de oito segundos (8,6, pra ser mais exato), e trocou os pneus duros com os macios para ir até o final da corrida. A grande dúvida é se aguentariam até o final. Aguentaram.


Aí era questão de tempo até os principais adversários pela vitória pararem novamente nos boxes. A vitória estava muito próxima. Não houve surpresas até a linha de chegada, e guiando firme em busca da 11º triunfo na carreira - o terceiro em Monza - Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada pela segunda vez na temporada 2009, e novamente mostrou que está sim na briga pelo título. Jenson Button terminou em segundo, e Raikkonen, herdou a terceira posição de Lewis Hamilton, que na última volta sofreu um acidente e obrigou a entrada do Safety Car. Adrian Sutil conseguiu mais uma façanha da Force India, a segunda seguida, chegando em quarto. Na Bélgica, a equipe tida com uma das piores da categoria, também marcou pontos com Fisichella, hoje substituindo Massa na Ferrari, chegando em segundo.


Daqui a duas semanas teremos o GP de Cingapura, no dia 27 de setembro. Uma corrida noturna. Por falar em Cingapura, no próximo dia 21, a haverá o julgamento do caso da Renault, onde Nelsinho Piquet confessou que batera de propósito, a pedido da equipe de Flavio Briatore, para beneficiar o companheiro Fernando Alonso, vencedor dessa mesma prova no ano passado. Na ocasião, a batida de Piquet forçou a entrada do carro de segurança, e Alonso se deu bem, pois havia parado nos boxes uma volta antes. Com isso, assumiu a ponto após todos pararem.


Mas isso já é uma outra história. O importante é Rubens Barrichello tirar pontos de Button nas corridas. Cada ponto passa a ser de suma importância. Além de Cingapura, teremos Japão (04/10), Brasil (18/10) e Emirados Árabes (1º/11). No mínimo, Barrichello precisa chegar à última prova com menos de dez pontos de diferença para sonhar com o título. E isso é bem possível de se fazer. E pensar que antes da temporada, o piloto com mais tempo em atividade estava desempregado. Hoje, é seríssimo candidato ao título. Assim como na vida temos reviravoltas impressionantes, no esporte não é diferente.
Foto: Agência Reuters