domingo, 20 de abril de 2014

Troca de comando foi necessária

Ivair Cenci e Joel (os dois à direita) na coletiva do Foz FC

Dois fatores foram fundamentais para Claudemir Sturion não treinar o Foz do Iguaçu Futebol Clube pela terceira vez na carreira.

Primeiro foi por ele ter anunciado antes da diretoria que viria a Foz do Iguaçu, estando ainda em disputa de uma semifinal de Campeonato Paranaense com o Maringá FC.

Segundo, justamente a boa campanha que fez com o Maringá, chegando à final e perdendo o título estadual nos pênaltis para o Londrina.

O raciocínio do presidente iguaçuense, Arif Osman, foi lógico. Trazer Sturion poderia significar um risco ao projeto de subir o time à Primeira Divisão, já que a qualquer momento poderia pintar alguma proposta irrecusável de clubes da Série D, C ou B do Brasileirão.

Desta maneira, o Foz FC rescindiu o acordo com Sturion e foi atrás da dupla Ivair Cenci e Joel Preisner, que deu o título de Campeão do Interior ao Prudentópolis.

Ivair já trabalhou em Foz do Iguaçu, no ano de 1999, mas a equipe que treinou era o Foz Esporte Clube. No elenco, tinha Joel como jogador.

O mesmo Joel encerrou a carreira de boleiro no Foz Futebol Clube, em 2010.

Após pendurar as chuteiras, foi convidado por Ivair a trabalhar como treinador e juntos vêm desenvolvendo bons trabalhos pelo Paraná.

Foi assim no Francisco Beltrão e no Prudentópolis, onde garantiram o Acesso em 2013 e fizeram uma boa campanha na Primeirona este ano.

A temporada de 2014 será a que o Foz terá o maior tempo de preparação. Parte do elenco se apresenta no dia 5 de maio para os primeiros treinamentos.

O Arbitral da Segunda Divisão acontece no dia 29 de abril, em Curitiba.

A partir daí saberemos a data de início do torneio, muito provavelmente uma semana depois da Copa do Mundo.

Fora de campo, os trabalhos já começaram.

Foto: Roberto Mafra/Assessoria

quarta-feira, 26 de março de 2014

Novamente Sturion

Claudemir Sturion está de volta ao Foz FC

Novamente a diretoria do Foz do Iguaçu Futebol Clube resolveu apostar no técnico Claudemir Sturion, para as disputas do Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, que começam em julho, depois da Copa do Mundo.

A confirmação foi feita pelo próprio, ainda como técnico do Maringá e às vésperas da primeira semifinal contra o Coritiba, pelo Paranaense da Primeira Divisão.

O acordo já estava selado há alguns meses, antes mesmo de 2014.

Será a terceira passagem de Sturion como treinador do Foz FC.

Ele tem um bom currículo no futebol paranaense, tendo subido de divisão as equipes do Nacional de Rolândia (2008), Arapongas (2010) e Metropolitano Maringá (2013). Teve passagem também pelo Camboriú, na Primeira Divisão Catarinense de 2013, mas foi demitido após rebaixar a equipe.

No "Azulão da Fronteira", Sturion treinou o time no Acesso de 2007. A equipe fez uma boa campanha, mas perdeu a vaga à elite do futebol paranaense na última rodada do quadrangular final, em Toledo.

Na extinta Copa Paraná de 2008, o time iguaçuense poderia ter sido campeão do 1º turno com uma rodada de antecedência, o que garantiria vaga antecipada na final, mas tropeçou em casa contra o Cianorte e foi decidir contra o Londrina, no Estádio do Café. No jogo em que um empate bastaria ao Foz, terminou o primeiro tempo com vitória parcial do Londrina por 3 a 0. O Foz reagiu na segunda etapa, com dois gols, mas era tarde.

Dois anos se passaram e a diretoria resolvia apostar novamente em Sturion, mas pouco depois de ser anunciado, acertou com o Arapongas, e disputou a mesma Divisão de Acesso, conquistando uma das vagas (a outra foi do Roma de Apucarana). E por fim, em 2011 foi convidado a ser gerente de futebol, cargo novo no time. Quem não gostou nada disso foi Pedro Caçapa, que seria o treinador e se sentiu traído, por não ter sido consultado sobre a contratação de Sturion à época. Os dois chegaram a ficar hospedados no mesmo hotel.

Agora, em 2014, com uma temporada que se mostra a mais promissora em termos de recursos financeiros, a diretoria do Foz FC dará um novo voto de confiança a Sturion, esperando que ele repita campanha semelhante ao que conquistou com o Maringá, que entre os quatro primeiros do estado, já garantiu vaga na Série D do Brasileiro e Copa do Brasil de 2015.

É o que torcedor também espera.

Vai depender do elenco e do novo "velho" treinador.

Foto: Divulgação

quinta-feira, 13 de março de 2014

Arquibancadas vazias



O atual campeão da Libertadores da América, Atlético Mineiro, esteve na noite desta quarta-feira (12) no Estádio Ansenio Enrico, do clube 3 de Febrero, em Ciudad del Este, para enfrentar o Nacional pela terceira rodada da segunda fase do torneio continental.

O time paraguaio mandou seu jogo na cidade de fronteira com o Brasil, através de Foz do Iguaçu, em uma tentativa de aumentar sua renda, justamente pela proximidade com o vizinho país, assim como fizera em 2012, quando perdeu para o Corinthians no mesmo local, pela mesma competição.

Acontece que antes mesmo de a bola começar a rolar, já era previsto que a torcida não lotaria as arquibancadas igual ocorreu com o alvinegro paulistano. Tanto que desta vez o espaço destinado à torcida local do Nacional foi maior do que há dois anos.

Segundo informações não oficiais, o público total do Estádio 3 de Febrero no jogo Nacional x Galo foi de 5.603. A maioria de torcedores do Nacional. Mesmo o Atlético Mineiro tendo Ronaldinho Gaúcho, atração para qualquer fã de futebol.

Alguns fatores ajudam a entender o motivo de um público tão escasso. 

1) Horário das 22h - A partida foi transmitida na TV por assinatura pela Fox Sports e na TV aberta, pela Globo Minas. Nós sabemos que são as emissoras de televisão que determinam os horários dos jogos e que tradicionalmente no Brasil o horário das 22h é praticamente uma determinação da Globo, por ser depois da novela e do programa Big Brother. Com isso, na melhor das hipóteses, o jogo termina 23h45. Mesmo para quem mora em Foz do Iguaçu, não chega em casa antes da 1h. E sendo meio de semana, complica ainda mais.

2) Pouca torcida na região Oeste do Paraná - Quem mora na região de Foz do Iguaçu, Cascavel e cidades vizinhas sabe que a maioria dos torcedores é de clubes paulistas, gaúchos e alguns cariocas, especialmente o Flamengo. A dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro não possui muitos torcedores por aqui, exceto um ou outro mineiro ou admirador dos clubes. Por isso a maioria da torcida do Galo foi composta na arquibancada por pessoas que vieram de Minas Gerais e alguns fãs de futebol, para verem de perto Ronaldinho Gaúcho, Jô, Victor e Diego Tardelli.

3) Preço dos ingressos - Acredito que este tenha sido o fator principal para afastar o público do Estádio 3 de Febrero. Oras, se o Nacional queria ter renda na partida, que ao menos a empresa Online (assessora do estádio) e a direção do clube chegassem a um acordo para fazerem um preço mais acessível ao torcedor. Pegando o dólar a R$ 2,44, o ingresso mais barato, das arquibancadas laterais, custava aproximadamente R$ 122. O mais caro, nas cadeiras, R$ 220. Isso só o ingresso, sem transporte. Até mesmo para a torcida visitante o preço foi considerado alto. De acordo com o Diretor de Jornalismo da rádio CBN, Guilherme Wojciechowski, o valor cobrado normalmente em partidas do Campeonato Paraguaio fica entre 20 mil a 40 mil guaranis, em torno de 10 a 20 reais. Para o jogo da Libertadores o valor era de G$ 60 mil, ou aproximadamente R$ 30.

O Nacional do Paraguai está vivo na competição, em segundo no grupo 4, com quatro pontos. Tem chances de passar para as oitavas de final e pegar, quem sabe, um Grêmio, Flamengo ou qualquer outro clube brasileiro. E talvez (por que não?) mandar outro jogo para Ciudad del Este, com o objetivo de atrair maior público. Caso isso aconteça, os valores terão que ser revistos, pois quanto a horários, não tem muito o que se discutir, já que a televisão é quem paga para transmitir.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Regalias exageradas da Coreia do Sul



Dias desses, na rede social Facebook, levantei a questão de que o Campeonato Paranaense estava chegando ao final e havia uma conversa de o Coritiba mandar um jogo do estadual em Foz do Iguaçu, por conta da parceria com a equipe profissional da cidade, o Foz Futebol Clube.

Não tinha me dado conta que um dos motivos de tal jogo não acontecer foi pelas reformas no Estádio do ABC para receber treinamentos da seleção da Coreia do Sul durante a Copa do Mundo no Brasil, entre junho e julho, como bem lembrado pelo diretor de marketing do clube iguaçuense, Roberto Mafra e pelo presidente Arif Osman.

Outra questão é que mesmo com as obras no ABC praticamente encerradas, a delegação coreana teria pedido exclusividade para o uso do estádio, podendo restringir até aos próprios proprietários no Campeonato Veterano, sem dizer ao Foz Futebol Clube nas categorias de base e o time de futebol americano, Black Sharks. O veto duraria até a chegada e saída da seleção sul-coreana.

O Centro de Treinamento oficial da FIFA é o Estádio Pedro Basso, único na cidade aprovado pela entidade a receber treinamentos de seleções. O Estádio do ABC foi uma espécie de segunda opção da Coreia do Sul, para evitar desgaste do gramado no primeiro local de treinamento.

Isso tem causado alguns desconfortos para os times de Foz do Iguaçu. Em janeiro, a equipe feminina do Foz Cataratas teve que mandar seu jogo de estreia na Copa do Brasil, contra o São José (SP), em Santa Terezinha de Itaipu. Normalmente a equipe utiliza o Pedro Basso, mas na ocasião tanto lá, quanto no ABC, estavam interditados. Não dá para dizer que se o time iguaçuense tivesse jogado "em casa", evitaria a eliminação precoce no torneio nacional, mas é um fator que não pode ser descartado.

Agora às vésperas de começar o Paranaense Sub-18, o Foz FC encontra problema semelhante, sem saber onde poderá mandar suas partidas em parceria com o ABC.

Creio ser um tanto exagerado, caso seja mesmo verdade que a Coreia pediu tal exclusividade do estádio. Não seria para tanto e aceitar isso por parte dos responsáveis pela vinda da seleção à fronteira foi um erro que poderia ser evitado.

Por mais que a Coreia do Sul traga toda a visibilidade a Foz do Iguaçu como dizem (afinal, é uma seleção participante da Copa do Mundo), não se trata de uma potência mundial no futebol. Não se compara a uma Alemanha, Itália, França, Espanha, Argentina ou Brasil. Foi quarta colocada em 2002 muito por conta da genialidade do técnico holandês Guus Hiddink e da arbitragem caseira que prejudicou italianos e espanhóis nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

Em outras palavras, será ótimo ter a presença de uma seleção da Copa do Mundo em Foz do Iguaçu. Vai gerar visibilidade, movimentar o turismo e a economia do município, mas convenhamos que a Coreia do Sul não está com essa bola toda para exigir regalias que podem atrapalhar o andamento do esporte iguaçuense.

"Ah, mas a passagem dela vai deixar um legado na cidade, com a reforma dos estádios". Ótimo, era o mínimo que se esperava com os investimentos feitos pela iniciativa privada. A menos que a Coreia do Sul tenha pago parte das reformas no Estádio do ABC, o que não parece ser o caso, a exigência foi desnecessária.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Fusão dos times de futsal está fora de cogitação



A união dos dois times de futsal de Foz do Iguaçu está descartada.

Existem duas possibilidades para o Campeonato Paranaense da Série Ouro de 2014.

A participação de Foz Cataratas e Foz Futsal de maneira independente ou a desistência de um deles.

E caso isso ocorra, o desistente seria o tricampeão paranaense Foz Futsal, equipe no momento com menos recursos financeiros.

O Foz Cataratas conta com alguns patrocínios importantes, entre eles a Concessionária Cataratas do Iguaçu S/A, Itaipu Binacional e o plano de saúde Itamed. 

O técnico Luciano Santos está mantido no time, que muito provavelmente será o representante da cidade na segunda edição da Copa Cataratas de futsal.

Juntar os clubes, formando apenas uma agremiação no estadual, é uma ideia que vem desde o início de 2013, quando a cidade voltou a ter dois times no Paranaense, com a subida do Foz Futsal pela Série Prata.

Novas conversas deverão ocorrer entre a Secretaria de Esportes e os clubes, mas fontes garantem que o acordo para a união não será selado.

Aguardemos os próximos capítulos.

Foto: Divulgação Futsal na Web

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Calendário da incoerência



Já faz alguns anos que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) encerrou a Copa Paraná.

O torneio era disputado pelas equipes do interior que estivessem na Primeira Divisão estadual.

Em algumas edições, clubes da capital mandavam equipes sub-23, elevando o nível do torneio.

Era uma boa forma de manter equipes menores com calendário o ano todo, pois disputavam a Primeira Divisão no primeiro semestre e a Copa Paraná no segundo. Ainda participavam os dois classificados da Segunda Divisão e que disputariam a elite no ano seguinte.

Mas sem muita explicação, a FPF acabou com o torneio que dava ao campeão uma vaga na Copa do Brasil e Série D do Brasileiro.

Com isso, os clubes do interior dependem apenas dos campeonatos estaduais ou torneios de categorias de base para se manterem ativos. Se o time não tem boa colocação nessas competições, fica parado mais da metade do ano.

Com a divulgação no final do ano passado do calendário de competições em 2014, a FPF assina novamente o atestado de incompetência. A Segunda Divisão começará somente em julho, depois da Copa do Mundo, como se tivesse alguma necessidade de parar o torneio durante o Mundial. Como se algum jogador da Segunda Divisão fosse convocado para as seleções.

O objetivo é não disputar a atenção do público, que deve preferir assistir aos importantes jogos da Copa na TV.

Mas com o tanto que a FPF arrecada da CBF e também dos clubes, poderia muito bem promover o retorno da Copa Paraná, movimentar o futebol no estado e manter as equipes em atividade.

Isso é querer muito da FPF.

Segunda Divisão Paranaense só no segundo semestre

No dia 20 de dezembro, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou o calendário de competições para a temporada de 2014.

Será ano de Copa do Mundo no Brasil, e por isso as federações estaduais precisarão adequar seus torneios.

A Segunda Divisão Paranaense, da qual participa o Foz do Iguaçu Futebol Clube, inicia no dia 20 de julho, depois da Copa. Seu término está previsto para 19 de outubro.

A decisão contraria o desejo da diretoria iguaçuense, que gostaria de começar a competição já no primeiro semestre.

Mesmo assim, o clube segue trabalhando. Recentemente renovou a parceria com o Coritiba por mais cinco anos, com o clube da capital emprestando jogadores para atuarem no "Azulão da Fronteira". Uma mescla de jogadores da base com atletas experientes deverá formar o elenco do Foz.

Após fazer uma das piores campanhas em 2013, quando quase foi rebaixado à Terceira Divisão, o presidente do Foz FC, Arif Osman, pretende dar a última palavra sobre a escolha do treinador. Na visão dele, a falta de um nome referência na Divisão de Acesso foi fator determinante para o mau desempenho.

Entre os possíveis treinadores para 2014 estão Carlos Nunes (com passagem em 2010), Lio Evaristo e, o mais cotado, o polêmico Claudemir Sturion.

É ano de centenário em Foz do Iguaçu e uma classificação à 1ª Divisão estadual seria o presente ideal. Resta aguardar pelo segundo semestre.

Volto mais tarde para falar sobre a ausência de um calendário decente para os clubes do interior do Paraná.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Coreia do Sul treinará em Foz do Iguaçu para a Copa do Mundo




A Coreia do Sul vai mesmo ficar em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, durante a Copa do Mundo de futebol. 

A seleção asiática, que já vinha sendo especulada pelo trade turístico, decidiu acrescentar um local para treinamentos que não foi aprovado pela FIFA, o Estádio do ABC.

Para tanto, reformas estão sendo feitas no local, bancadas pela Itaipu Binacional e o Fundo Iguaçu, a pedido da federação sul-coreana. Entre as obras de melhorias, estão os vestiários do mandante e visitante, banco de reservas, arquibancadas, setor de cadeiras e cabines de imprensa.

Atualização do Blog em itálico às 20h25: mais tarde o presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla, também explicou que no sábado (4) foi concluído os trabalhos de recuperação do gramado, no campo do ABC, junto com uma empresa especializada vinda de São Paulo. Ainda segundo Piolla, a delegação sul-coreana quer um local para treinamentos e até realização de jogos, enquanto o Estádio Pedro Basso não ficar pronto, o que deve ocorrer em março. A partir de agora, obras no "Campo do Flamenguinho", como também é conhecido, entrarão em um ritmo mais acelerado, com a montagem da estrutura de drenagem do campo, estrutura de iluminação, vestiários, academia, fisioterapia, entre outras. 

No dia 14 de janeiro, representantes da Coreia do Sul voltarão a Foz para avaliar o andamento das obras, tanto no ABC, quanto no Pedro Basso. A seleção ainda não confirmou Foz do Iguaçu como base, mas o blog segue afirmando que virá.

Ainda não se sabe em qual hotel a delegação da Coreia do Sul ficará hospedada. Se optar pelo Iguassu Golf Resort, o local possui um campo de treinamento que a princípio foi aprovado pela FIFA, mas os gestores do hotel decidiram não fazer as reformas necessárias. Mesmo assim, o local sempre é utilizado pelo Coritiba e Foz Futebol Clube na pré-temporada.. 

A Rússia também era cogitada para treinar em Foz do Iguaçu, mas escolheu a cidade de Itu, no interior paulista. 

Ainda restam nove seleções que não definiram onde treinarão na Copa de 2014.

São elas: Colômbia, Grécia, EUA, Gana, Bélgica, Argélia, Uruguai, Costa do Marfim e Camarões.

A Coreia do Sul está no grupo H, ao lado de Bélgica, Argélia e Rússia. A estreia do time asiático acontece no dia 17 de junho, contra os russos, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Na primeira fase o time joga também contra a Argélia, no dia 22/06, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O último jogo, pelo menos na primeira fase, será contra a Bélgica, no dia 26/06, na Arena Corinthians, em São Paulo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O futebol perdeu

É indiscutível que a Portuguesa errou. Um erro tolo, é verdade, mas como tal, deveria ser punida.

O que se discute, é a forma da punição. Poderia ser multa, ou perda apenas dos pontos do jogo que disputou, ou começar o próximo campeonato com pontos negativos.

Por mais que seja a regra, a perda de quatro pontos no Campeonato Brasileiro, culminando com o rebaixamento para a Série B do ano que vem, foi completamente desproporcional ao equívoco lusitano.

Juca Kfouri compara o mesmo a condenar um ladrão de pão à prisão perpétua. Eu já acho que foi o mesmo que sentenciar um ladrão de galinha à pena de morte.

Cada caso é um caso. Mesmo que não se discuta se o clube agiu de má fé ou não, a atuação do meia Héverton, pivô de toda a confusão, por estar suspenso e ter entrado no segundo tempo contra o Grêmio, foi irrelevante. Jogou no máximo 15 minutos e mal tocou na bola. 

Não marcou gol, não decidiu campeonato. Apenas entrou por equívoco da diretoria e comissão técnica. Para eles, Héverton teria pego apenas um jogo de suspensão, cumprido diante da Ponte Preta, na penúltima rodada. O problema é que na sexta-feira, dia 6, houve o julgamento do STJD, condenando o jogador a pegar dois jogos de suspensão, que daria na 38ª e última rodada. A Portuguesa alegou que não foi comunicada pelo advogado, e que a CBF publicou a sentença somente na segunda-feira (9), dia seguinte ao jogo.

Para começo de conversa, não deveria nem existir o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O que menos ocorreu no Rio de Janeiro, foi um julgamento. Por mais brilhante que fosse a defesa da Portuguesa, o que não foi, de nada adiantaria, uma vez que a decisão já estava tomada por unanimidade.

Tomando por exemplo a Europa, lá se sabe a punição que o jogador pegará pelos cartões. Três amarelos, um jogo de suspensão. Dois amarelos e consequente vermelho no jogo, dois jogos. Vermelho direto, três partidas fora. E o resultado é colocado imediatamente no site da federação local. Um modelo simples, transparente e sem o teatro do STJD.

No meio disso tudo, mais uma vez o Fluminense é beneficiado e consegue escapar da Série B. Vale ressaltar que desta vez não se pode caracterizar como "virada de mesa", uma vez que o erro foi todo da Portuguesa, que irá recorrer ao pleno do STJD e, se necessário, à Justiça Comum. 

Apesar de o Tricolor das Laranjeiras dizer que nada tinha a ver com a história, mandou um advogado por ser parte interessada no caso. E o advogado se mostrou bastante motivado.

Os engravatados do STJD conseguiram fazer com que o Fluminense passe a ser, em 2014, mais odiado do que o Corinthians. Por cada canto em que o Tricolor das Laranjeiras for jogar, será vaiado pela torcida adversária. Algo que poderia ser evitado, se fosse mantido o resultado dentro de campo.

É claro que patrocinadores, dirigentes, TV, possuem muito mais interesse em ver o Fluminense na Primeira Divisão do que a Portuguesa. Torcida maior, com jogadores conhecidos e outras vantagens. E partiu da CBF, a pergunta ao STJD, se Héverton atuava com efeito suspensivo. Não fosse isso, o caso poderia ter passado batido.

Foi a CBF, também, quem convidou o Fluminense a disputar a Copa João Havelange em 2000, quando o time carioca deveria disputar a Série B. E os demais clubes concordaram, pois assinaram o regulamento da época. Mas nada dessas explicações adianta. Para o torcedor, o Fluminense será sempre o time do Tapetão, e essa marca será difícil de apagar.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Até quando?



As cenas de violência protagonizadas pelas torcidas de Atlético Paranaense e Vasco da Gama no domingo (8), em Joinville-SC, impressionaram a todos que gostam de futebol e se preocupam única e exclusivamente com o esporte. 

A grande pergunta que muitos se fazem no momento é: "como acabar com as brigas nos estádios?".

É notório que o caso passa a ser de segurança pública, portanto sai completamente da esfera esportiva e precisa ser tratada pelos órgãos competentes, entre eles Polícias, Ministério Público, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A impunidade para estes casos no Brasil torna-se a grande motivação para que "torcedores" - muitas vezes os mesmos - entrem em conflito nos estádios e arredores. Os envolvidos são presos, mas passam pouco tempo na prisão, logo são soltos e conseguem assistir novamente a jogos de futebol ou qualquer outro esporte. Não há um controle, cadastro ou registro destes marginais.

Sempre que um novo caso vem à tona, políticos dão entrevistas cheios de ideias para mudar a situação. Ideias estas que ficam no papel.

A falta de policiais militares dentro da Arena Joinville contribuiu para o excesso de violência, mas nada garante que a presença deles inibisse os briguentos. No mundo ideal, eventos esportivos particulares, shows, enfim, deveriam ter apenas segurança privada. Há muito mais necessidade de policiamento fora destes locais. Dentro dos estádios e arenas, quem organiza o espetáculo, que garanta a segurança com uma equipe bem treinada. O problema é que o Brasil ainda não está preparado para isso. Tudo graças a uma minoria de bandidos infiltrados não apenas em torcidas organizadas, mas entre torcedores comuns também.

São pessoas violentas que provavelmente sofrem um sério distúrbio mental, e veem no futebol uma válvula de escape para poder aflorar esse sentimento de raiva. Gente como essa, certamente não briga apenas em estádios. Arranja confusão em festas, bares, restaurantes, em qualquer lugar. O futebol não é o culpado como alguns podem pensar. Ele, como esporte, talvez seja a melhor invenção do homem. Proporciona emoções, alegrias, lazer. A violência é outra coisa.

E não são apenas as torcidas que mereçam ser punidas. Os clubes também são responsáveis, uma vez que dirigentes financiam e até doam ingressos para este setor. E apenas perda de mando de campo não adianta. O próprio Atlético estava cumprindo punição e por isso precisou jogar no estado catarinense. É preciso algo mais. Talvez a exclusão de campeonatos por 1, 2, 5 anos, que seja.

Em meados dos anos 80, todos os clubes ingleses ficaram proibidos de disputar torneios da UEFA por cinco anos, após torcedores do Liverpool terem participado do confronto com torcedores da Juventus-ITA, na final da Copa dos Campeões da Europa de 1985, disputada no estádio de Heysel, na Bélgica. Ao todo, 38 pessoas morreram no que ficou conhecida como "Tragédia de Heysel". De lá para cá, os casos de violência envolvendo torcedores ingleses não acabaram - imbecis sempre existirão - mas diminuíram drasticamente.

Medidas radicais como estas podem não acabar 100% com a violência, no entanto, algo deve ser tentado o quanto antes. Embora acredito haver diferenças entre torcedores de clubes e de seleções, é importante ter o máximo de medidas de segurança possíveis, às vésperas da segunda Copa do Mundo no Brasil.

Foto: Folhapress

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Definidas as 32 seleções da Copa do Mundo 2014



Com a classificação do Uruguai na noite desta quarta-feira (20/11), a Copa do Mundo de 2014 terá, pela segunda edição consecutiva, todos os campeões mundiais garantidos no torneio. O sorteio dos grupos que vai definir os confrontos, com seus locais e horários marcados, acontece no dia 6 de dezembro, na Costa do Sauípe, na Bahia.

As 32 seleções ficaram assim definidas, por continente:

América do Sul: Brasil (país-sede), Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Uruguai.

América do Norte e Central: EUA, Honduras, Costa Rica e México.

África: Nigéria, Costa do Marfim, Camarões, Gana e Argélia.

Ásia: Irã, Japão, Coreia do Sul e Austrália (sim, Austrália fica na Oceania, mas sua seleção agora é filiada à federação asiática).

Europa: Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Bósnia-Herzegovina, Bélgica, Rússia, Holanda,  Inglaterra, Portugal, França, Croácia e Grécia.

Os favoritos ao título são quase os mesmos apontados a cada nova Copa do Mundo, pela crônica esportiva internacional. Obviamente o Brasil, pela tradição e, principalmente, por jogar em casa e com o apoio da torcida. A atual campeã, Espanha, além de Alemanha, Itália (que não vive uma boa fase, mas merece respeito) e Argentina.

Quanto aos azarões, esses tem aos montes. Apenas uma seleção vai estrear em Copas do Mundo desta vez, é a Bósnia-Herzegovina, que participará pela primeira vez como nação independente.

Agora é só aguardar o sorteio dos grupos, onde os cabeças de chave são Brasil, Espanha, Alemanha, Argentina, Uruguai, Colômbia, Bélgica e Suíça. Depois, é aguentar até o dia 12 de junho de 2014, data da partida de abertura do principal torneio de futebol do planeta. Enquanto isso, ficamos na torcida para que os estádios, que custaram fortunas, fiquem prontos a tempo. Além, claro, de outras obras necessárias, como transporte, aeroportos, planejamento urbano nos arredores dos estádios, segurança, hospedagem e muito mais.

domingo, 4 de agosto de 2013

O texto censurado

Antes de começar a ler o texto abaixo, cabe uma explicação. Ele foi originalmente publicado no portal de notícias Clickfoz na quarta-feira (31/07). Trata-se da fantástica história de dona Aida Gemaque Mendes, de 103 anos, que veio de Macapá (AP) a Foz do Iguaçu para saltar de paraquedas pela terceira vez na vida. O primeiro salto foi com 100 anos de idade.

No entanto, a reportagem precisou ser retirada do ar na quinta-feira, dia 1º de agosto, a pedido da empresa que realizou o salto, a Skydive. A mesma empresa que quando surgiu na cidade, mandou releases à imprensa, na busca de divulgar seus serviços prestados. O que levou a Skydive a pedir a retirada da matéria do ar? Simples, era "exclusiva da Rede Globo". 

A grande emissora de televisão estava ameaçando não fazer a reportagem, prometida para ir ao ar em rede nacional no Esporte Espetacular. E isso não aconteceria caso a história fosse conhecida em outro meio de comunicação. Temendo que isso pudesse comprometer o salto de dona Aida, o texto foi tirado do ar. Afinal, não queríamos estragar o sonho dessa corajosa mulher.

Como jornalista, fiquei profundamente decepcionado com as atitudes, da tal empresa (que aliás, não cobra barato para saltar de paraquedas) e da "poderosa" Globo. Em pleno século XXI ainda acreditam nessa besteira de exclusividade? Oras, matéria exclusiva para mim é aquela que requer meses de apuração, investigação e revelam denúncias contra políticos, prefeituras, flagrantes de irregularidades na sociedade, alerta para as autoridades, utilidade pública.

Agora, exclusividade sobre algo que ainda iria acontecer, algo que não mudaria em nada o dia a dia na vida das pessoas que lessem ou assistissem a matéria, exceto nas personagens principais, no caso a dona Aida. Isso para mim não é exclusividade, é censura. E não dá para aceitar calado. Evidente que os telespectadores que assistirão a reportagem na Globo, não farão nem ideia de que a história surgiu primeiramente no Clickfoz. Até porque, apesar do portal ter um grande número de leitores em Foz do Iguaçu, fora da cidade e ainda do Paraná, é praticamente insignificante, encontrado apenas através de buscas no Google. Mais um motivo para não terem tomado aquela atitude desnecessária.

Já falei demais sobre o assunto, desabafei sobre algo chato que volta e meia acontece na profissão. Espero que curtam o texto na íntegra e se inspirem na história da vovó Aida Gemaque Mendes.

Mulher de 103 anos vai saltar de paraquedas em Foz do Iguaçu

Será o terceiro salto depois do centésimo aniversário de Aida Gemaque Mendes, moradora de Macapá (AP)

Pense rápido: o que você faria se estivesse perto de completar 104 anos? A pergunta inesperada pode ter várias respostas, talvez poucos saibam responder por não imaginarem um dia chegar a tal idade, mas certamente nada do que você pensou será algo parecido com o que a vovó Aida Gemaque Mendes fará em Foz do Iguaçu.

Eu não resisti e tietei a vovó Aida

Essa simpática senhora que, verdade seja dita, ainda tem 103 (fará 104 em 20 de novembro), vai saltar de paraquedas, tendo como cenário a usina de Itaipu, o Rio Paraná, o Paraguai, um pouco das Cataratas e tudo aquilo que seus olhos puderem alcançar nos poucos minutos de salto.

Não, não será a primeira queda da corajosa Aida. Ela, que nasceu em Chaves (PA) e mora há mais de 50 anos em Macapá (AP), vai para o seu terceiro salto. Começou a vida de paraquedista aos cem anos. Com 101 saltou pela segunda vez. Esporte sempre foi uma rotina na vida de Aida. Para manter a circulação do sangue e os movimentos do corpo em dia, pratica natação, corrida, joga bola na piscina, enfim, tendo atividade física, dona Aida participa.

“Sempre gostei de esportes e tinha o sonho de saltar de paraquedas. Agora, poderei saltar aqui em Foz também”, comemora. Ela está na cidade acompanhada do neto, Josivaldo, de 31 anos. Além dele, dona Aida tem mais 11 netos, 12 bisnetos e de cinco filhos, apenas dois estão vivos.

“Eu descobri por acaso que o sonho da minha avó era saltar de paraquedas. O instrutor que saltou com ela, o Paulo Roberto (conhecido como PG), entrou em contato com o Rodrigo Pedroso, gerente da Skydive, e na hora ele se interessou em trazer minha avó para saltar aqui em Foz do Iguaçu”, comenta o neto.

O salto acontecerá no sábado (3), entre as 11h e 13h, horários considerados os melhores para a atividade. E a previsão do tempo promete boas condições climáticas, apropriadas para pular de paraquedas. Os cuidados que dona Aida precisará ter para realizar mais este sonho, são os mesmos que outras pessoas teriam. “Claro que teremos um carinho especial com ela, por conta da idade, mas os cuidados são basicamente os mesmos. Mediremos a pressão dela antes, para saber se a saúde está boa e aí é só pular do avião”, brinca o gerente da Skydive, Rodrigo Pedroso.

Coragem não será problema para dona Aida. É torcer para que o tempo colabore. E após o feito, a família tentará registrar no Guinness Book, o livro dos recordes.

Foto: Letícia Lichacovski / Clickfoz

sábado, 29 de junho de 2013

Começar de novo...



A temporada 2013 do futebol profissional acabou neste sábado, 29 de junho, para o Foz do Iguaçu Futebol Clube. E não foi da maneira que a diretoria esperava. Muito menos o torcedor.

No ano em que uma parceria com o Coritiba finalmente foi feita, após a terceira passagem do clube da capital em pré-temporada na cidade, uma das piores campanhas do chamado "Azulão da Fronteira", que já não mete medo nos adversários há um bom tempo.

Do sonho de retornar à Primeira Divisão, ao drama de lutar contra o rebaixamento para a Terceira Divisão estadual.

Foram apenas nove partidas na primeira fase. Três vitórias, um empate e cinco derrotas. Aproveitamento de 37%. Terminou na oitava posição, com dez pontos, empatado com o Roma de Apucarana. Só não caiu porque teve uma vitória a mais e este era o primeiro critério de desempate. 

Caíram Roma de Apucarana e o tradicional Grêmio Maringá.

A parceria com o Coxa, onde vieram jogadores e comissão técnica, vale por três anos. O primeiro já foi desperdiçado, já que o objetivo de subir não foi alcançado. Restam mais dois. Financeiramente ela é boa para o clube iguaçuense, uma vez que o Coritiba paga integralmente os salários dos jogadores emprestados.

É lógico que a partir do momento que a situação não sai como o esperado, algo precisa ser revisto. Quase todo um planejamento foi jogado no lixo, com a real possibilidade de queda para a Terceira Divisão. Caso isso tivesse acontecido, o Foz só poderia voltar a sonhar com a Primeira Divisão em 2016.

O presidente do Foz, Arif Osman, admite que o maior erro foi não ter apostado em um treinador que já tenha passado pela Divisão de Acesso antes, que conheça os atalhos dessa difícil competição, de jogo feio e futebol de várzea.

Nada contra o ex-auxiliar do Coritiba, Edison Borges, que é uma grande pessoa e dentro de sua filosofia de trabalho mostrou ser um bom profissional. Só que dentro de campo os resultados não apareceram. Os atletas não cumpriram o que era combinado nos treinamentos.

Carlos Nunes, por exemplo, era o nome ideal para essa tarefa. Por já ter tido uma passagem de bom aproveitamento no Foz FC em 2010, mas que estava como auxiliar-técnico.

Em relação aos jogadores, muito jovens. Média de 21 anos. Apenas na reta final do campeonato vieram jogadores mais experientes, como Negreiros, com passagens pelo Flamengo, Coritiba e Criciúma. Tarde demais para resolver qualquer coisa.

Dos que vieram do Coritiba, alguns tiveram perfil de "estrela", não aceitaram ficar junto com os demais jogadores na "Casa do Atleta", montada especialmente para isso, no centro da cidade, próximo a bares e à faculdade UDC. A informação que eu tenho é que não houve problema de noitadas e festas com este elenco. Mas o fato de outros jogadores ficarem em hotéis de Foz, por não terem gostado das acomodações da "Casa do Atleta", mostrou mais uma vez uma falta de domínio da diretoria para lidar com o temperamento destes atletas. 

Edison Borges garante que isso não foi o fator determinante para os maus resultados dentro de campo. Será mesmo?

Dos males o menor. O Foz FC não estará na Primeira Divisão ano que vem, mas pelo menos não terá que começar na Terceirona, o que seria terrível para o time.

A hora é de repensar nos erros, melhorar os acertos (se é que teve algum) e começar a pensar em 2014. Porque este ano, embora ainda tenha o Paranaense sub-18, ele está praticamente encerrado ao clube da tríplice fronteira.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O gigante acordou

Manifesto na 3ª pista da Av. JK

Foz do Iguaçu está de parabéns hoje. Sinceramente, não acreditei que a movimentação pudesse reunir tantas pessoas em prol de um único objetivo, protestar contra tudo o que há de errado no país. Tive uma grata surpresa, quando vi todo aquele povo em frente ao Terminal de Transporte Urbano.

Apesar do nome até certo ponto engraçado ("Marcha em Apoio à Revolta da Salada"), o manifesto queria dizer muito mais do que isso. Mais do que alguns centavos a mais (ou a menos, no caso de Foz) que são aumentados ou reduzidos na tarifa do transporte urbano. Como li em um editorial hoje, era pelo direito de simplesmente poder protestar. Protestar contra a falta de saúde, educação, gastos absurdos na Copa, transporte de má qualidade...

Não fui no exercício de minha profissão como jornalista. Fui para me juntar a toda aquela gente. Se não chega aos números impressionantes de São Paulo, Rio de Janeiro ou outras capitais, impressiona pelo fato de ser uma cidade do interior, tantas vezes mal vista pela grande mídia, por ser fronteira com o Paraguai e haver problemas existentes de TODAS as fronteiras do país.

Senti uma estranha e prazerosa liberdade, da qual poucas vezes havia presenciado. Não eram só jovens. Eram pessoas de todas as idades. Mães com os filhos, casais de namorados, enfim, todos gritando uníssono pela mesma causa.

"Vem pra rua! Vem pra rua!", "Da Copa eu abro mão, quero mais saúde e educação"

Emociona saber que a mesma atitude era feita ao mesmo tempo em diversas outras cidades. E em Foz do Iguaçu, vale destacar a tranquilidade com que foi realizado o protesto batizado de #mudafoz. Tanto os manifestantes, quanto a Polícia Militar agiram sem violência. A PM até deu uma grande ajuda no trânsito, orientando os motoristas. Sinal de que felizmente a falta de preparo é uma lamentável exceção em algumas corporações, que não deveria existir. Pelo menos até o momento em que fiquei, não ocorreram problemas.

Por alguns instantes, pensei ter voltado a um passado do qual não vivi. A luta pelas "Diretas Já", os manifestos e protestos na mesma Praça Getúlio Vargas, na 3ª pista da Av. JK, onde também aconteceram vários e vários comícios, discursos de políticos que hoje deveriam estar presentes, e se não estavam, certamente ficaram sabendo do que ocorreu. O povo já está cansado e o momento de buscar mudanças é agora, na era da informação e dos meios digitais. Como dizem, #ogiganteacordou!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pé frio, eu?


 Mick Jagger deu azar na Copa de 2010

Eu encaro a brincadeira do "pé frio" no Estádio do ABC numa boa, tiro onda comigo mesmo, pois numa infeliz coincidência o Foz Futebol Clube dificilmente vence quando estou presente no jogo. 

Claro que tudo, repito, não passa de uma brincadeira.

Tenho pra mim, na minha concepção, que "pé frio" pode também ser conhecido como falta de sorte, azar, sei lá. É quando o time faz tudo direito, tenta de todas as maneiras, só que no final o resultado não sai como o esperado.

O problema é que não dá para dizer que o Foz teve uma "falta de sorte" no jogo de hoje, onde empatou em 1 a 1 com o Roma de Apucarana. A dura realidade é que o time é ruim mesmo. Fraco. E não adianta vir querer iludir o torcedor. A imprensa faz o seu papel, que é informar, e a informação é essa. Passaram-se quatro jogos da primeira fase, de um total de nove, e a impressão que se tem é que o time não evolui.

Arbitragem pode até cometer seus erros, jogadores adversários podem até fazer cera, mas o Foz Futebol Clube não deveria ter nada a ver com isso e simplesmente fazer sua parte, que é jogar futebol.

Nos dois jogos que vi no estádio, apenas o primeiro me agradou, e ainda assim perdeu por 3 a 2 para o Prudentópolis. Hoje, não vi criar NENHUMA jogada de ataque que pudesse levar perigo ao goleiro adversário. O gol de empate saiu em uma cobrança de falta. Ou seja, o time depende de jogadas paradas para ameaçar o adversário. Pouco, muito pouco para quem investiu tanto e fez inúmeras parcerias.

Aliás, sobre estas parcerias começo a me questionar.

A direção do Foz Futebol Clube tinha alguma informação destes jogadores do Coritiba que vieram, sem ser o "boca a boca"? Viram algum vídeo, assistiram algum jogo destes atletas, ou foram somente na teoria de "se é de um time da capital, deve ser bom."? Será mesmo? Se fossem realmente bons, não teriam ficado no chamado "clube grande"?

Hoje o técnico Edison Borges alertou sobre algo que me chamou a atenção. Jogadores que chegam a todo momento, e a rapidez em que coloca para jogar, sem ter tido uma preparação adequada. Estaria havendo um excesso de contratações para um campeonato tão curto? Ao todo, são 21 jogos o máximo que um time pode fazer no Acesso.

O Foz Futebol Clube pode até subir para a Primeira Divisão Paranaense (afinal, no futebol tudo é possível) mas o torcedor vai sofrer bastante com esse time. Milagres nem sempre acontecem, e quando ocorrem, tiveram alguma consequência. A consequência será a melhora dessa equipe, porque do jeito que está, infelizmente deve no máximo passar para a segunda fase. E olhe lá!