quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Prata da casa

Ivan Alves tem vai iniciar os trabalhos no Foz FC


A diretoria do Foz do Iguaçu Futebol Clube já definiu o treinador para iniciar os trabalhos de pré-temporada em 2013.

Ivan Carlos Alves, das categorias de base do ABC, deve começar o planejamento com atletas que disputaram nos últimos três anos a Copa Paraná Sub-18 (chegando de maneira consecutiva até as semifinais), em parceria com o "Azulão da Fronteira".

No próximo dia 28 de fevereiro está prevista a apresentação à imprensa do time que disputará a Divisão de Acesso este ano.

Ou parte do time.

Os jogadores juniores, além de alguns bons talentos que se destacaram no Campeonato Amador (ex-profissionais, de passagens pela cidade), mais jogadores vindos em acordos com a GR2 Talentos e Coritiba, devem formar o elenco deste ano.

Pelo negócio firmado com o Coxa, está previsto, também, a vinda de uma comissão técnica para avaliar os trabalhos. 

Eles também vão analisar o desempenho de Ivan Carlos nos treinamentos, e se o aprovarem, ele pode ser efetivado como treinador da equipe principal do Foz FC na Divisão de Acesso. Caso o Coritiba resolva mandar seu próprio treinador, Ivan passaria a ser auxiliar, por já conhecer boa parte do plantel.

De qualquer maneira, nunca houve uma valorização tão grande com os profissionais da cidade, como ocorre neste início projeto.

Que isso possa se concretizar na vaga à Primeira Divisão do Paraná em 2014, ano do centenário de Foz do Iguaçu.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Reviravolta



Reviravolta no futsal de Foz do Iguaçu.

Quando todos pensavam que a cidade teria dois times na Série Ouro do Campeonato Paranaense, eis que está para ser confirmado apenas um: o Foz Futsal.

A Unipa, que este ano passaria a se chamar Foz Cataratas Futsal, praticamente desistiu do time principal, por conta de uma dívida que chega na casa dos R$ 175 mil, confirmada no momento da prestação de contas com o patrocinador máster, a Cataratas do Iguaçu S/A, concessionária que administra o Parque Nacional do Iguaçu.

Jogadores e comissão técnica, inclusive o técnico Giuliano, passaram tudo para o Foz Futsal. Os treinos ocorrem no Ginásio Costa Cavalcanti. Outros membros da comissão técnica do Foz Cataratas Futsal foram demitidos. São os casos de Luciano Santos (auxiliar-técnico e treinador das categorias de base), Lindomar Scarpari "Bill" (supervisor) e Hélio Mendoza (massagista).

A informação que se tem é que atletas da Unipa teriam sido demitidos ainda no vestiário, logo em seguida começaram a treinar pelo Foz Futsal, ainda com os uniformes do adversário no corpo.

Na Copa Cataratas, marcada para 25 a 27 de fevereiro em Foz do Iguaçu, com a presença do Joinville (SC), Jaraguá (SC) e Corinthians (SP), o representante da cidade será o Foz Futsal. 

Com isso, o tradicional time, tricampeão estadual, ganha forças para brigar novamente pelo título.

Pois, certamente a ideia do secretário de Esportes de Foz, Anderson Andrade, é montar uma boa equipe para recolocar a cidade no topo deste esporte tão tradicional.

Por enquanto o poder público não poderá ajudar financeiramente o Foz Futsal, por conta da moratória decretada pelo prefeito Reni Pereira. Segundo o presidente Aldino Cardias, uma coletiva marcada para terça-feira (19) pretende esclarecer os fatos.

Até o momento, ninguém da Unipa se pronunciou.

O arbitral final do Paranaense acontece neste sábado (16), às 9h em Cascavel.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Confirmado

Logo da Federação Paranaense de Futebol de Salão


Aos 45 minutos do segundo tempo - ou, como é futsal, restando cinco segundos para terminar a partida - a diretoria da Unipa Cataratas Futsal efetivou a inscrição no Campeonato Paranaense da Série Ouro.

O Foz Futsal já havia feito antes.

Com isso, a cidade de Foz do Iguaçu voltará a ter dois times no estadual de futebol de salão. A experiência recente não trouxe bons resultados, para nenhuma das equipes, na época Foz Futsal e Adeafi.

O novo secretário de Esportes de Foz, Anderson Andrade, tentou de todas as maneiras fazer uma união entre as equipes.

Sem sucesso.

Cada uma agora corre atrás de seus respectivos patrocinadores.

O Foz Futsal está fechado com a loja de aparelhos eletrônicos do Paraguai, Midi Japan. A Unipa - que será Unipa somente no CNPJ, já que no nome fantasia deve se chamar Foz Cataratas Futsal - deve contar com o apoio da Cataratas do Iguaçu S/A.

Como preparação, a Unipa terá um quadrangular amistoso no Ginásio Costa Cavalcanti, em fevereiro, reunindo Corinthians-SP, Joinville-SC e Jaraguá-SC.

É o ano da cidade ter duas equipes em diferentes modalidades.

Será assim no Paranaense de futebol feminino, com a ADI e Associação Atlética Foz Cataratas. Será assim no futsal, com o Foz Futsal e Foz Cataratas Futsal, ou Unipa como queiram.

Só falta surgir um novo time no futebol americano, para fazer frente na cidade ao Foz Black Sharks, e no futebol masculino, rivalizando-se contra o Foz Futebol Clube. 

E olha que no futebol tem equipes para isso, como o ABC e Flamengo Esporte Clube.

Mas é claro que essa é apenas uma ideia aleatória deste autor e isso não vai ocorrer.

Se já é difícil ter sucesso com uma, quem dirá com duas equipes.
  
Há diferenças, logicamente.

Uma coisa é ter dois times no futebol feminino e outra no futsal.

São níveis de competições diferentes, embora as dificuldades sejam semelhantes.

Para se ter sucesso com esporte coletivo em Foz ou em qualquer lugar, o segredo é apenas um: valorizar as categorias de base.

E que venham os estaduais...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria



Este espaço normalmente é dedicado somente aos esportes.

Porém, diante dos acontecimentos tristes do domingo (27) em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, é impossível não se comover e não escrever algumas poucas palavras. Embora nada do que seja escrito poderá aliviar a dor da família dos jovens mortos na maior tragédia enfrentada pelos gaúchos.

O Brasil inteiro - e partes do mundo também, pois a imprensa mundial deu grande destaque - está de luto e certamente sua população jamais esquecerá este final de semana macabro.

Nas redes sociais surge um movimento pedindo para que os gremistas vistam preto (uma das cores do Tricolor Gaúcho) nesta quarta-feira (30), na Arena em Porto Alegre, no jogo de volta da fase preliminar da Libertadores, contra a LDU, do Equador.

A direção do Grêmio queria adiar o jogo, assim como a rodada de domingo do Campeonato Gaúcho foi adiada. O time equatoriano foi contra, pois já está na capital gaúcha desde o sábado (26) e não pretende fazer duas viagens ao Brasil. Mesmo o presidente Fábio Koff se colocando à disposição para pagar as despesas do adversário. É um direito deles quererem jogar.

Voltando ao incêndio que vitimou mais de 230 pessoas, a maioria intoxicada pela fumaça. 

É de se revoltar quando paramos para pensar e concluimos que poderia ser evitado.

A boate Kiss tinha apenas uma saída (a mesma que servia de entrada), o local estava lotado, alguns seguranças impediram a passagem de várias pessoas, querendo conferir o pagamento do que haviam consumido. A espuma que forrava o teto e isolava o som para fora da casa noturna era altamente inflamável, facilitando a proliferação do fogo e gases tóxicos. O extintor que não funcionou. As luzes de emergência que não existiam. Ou se existiam, não acenderam.

Tudo isso contribuiu para o aumento de vítimas, mas foram consequências. Consequências de um erro estúpido que iniciou todo o desastre.

O uso do sinalizador em ambiente fechado.

Por mais que seja tradição da banda Gurizada Fandangueira, jamais poderia se permitir o uso de tal artifício naquela ocasião.

Evidente que o vocalista não teve a intenção de causar tamanha desgraça, mas não lhe tira a atitude irresponsável, e deverá responder por isso. Assim como os donos da boate, já que todas as falhas ficaram evidentes depois do acidente e também, embora esse mais difícil, o responsável da prefeitura que autorizou essa casa noturna funcionar.

E novamente no Brasil, é preciso ocorrer uma tragédia para que as autoridades tomem certas atitudes, como fiscalização de estabelecimentos, conferindo a segurança, etc.

Nota-se que a prevenção foi deixada de lado, mais uma vez...

Pagamento feito



O telefonema do supervisor da Associação Desportiva Iguaçuense (ADI), Wilson Veiga Junior, o Rita Lee, ao fisioterapeuta Anderson Kirihara na sexta-feira (25), dizendo que pretendia quitar no início da semana a dívida de três meses, estava certo.

Nesta segunda-feira (28), o próprio Kirihara confirmou o acordo e informou que a situação está completamente regularizada junto ao time de futebol feminino.

Agora é vida que segue, cada um com seus projetos.

Ao clube treinado por Gezi Damaceno, resta manter a rotina de decisões e títulos que vem conquistando nos últimos anos.

Já para Kirihara, ele continua com sua profissão, mas podendo pintar em um outro clube de futebol feminino da cidade, a Associação Atlética Foz Cataratas. Sim, outro Foz Cataratas, mas essa é história para uma nova postagem...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Fisioterapeuta encerra contrato com ADI Foz Futebol Feminino

Anderson Kirihara, fisioterapeuta

O fisioterapeuta Anderson Kirihara, ligado ao esporte, publicou uma nota essa semana, através de sua clínica, a Global Fisio, informando sobre a rescisão de contrato com a equipe da Associação Desportiva Iguaçuense (ADI) Foz Futebol Feminino.

O contrato se encerrou no último dia 15 de dezembro e não foi renovado por diversos motivos, conforme Kirihara relatou na nota.

Entre eles está o atraso no pagamento pelos serviços prestados. A dívida, de acordo com o fisioterapeuta, chega a três meses.

Outra questão alegada na nota é a incompatibilidade de ideias entre a comissão técnica e a equipe de fisioterapeutas, coordenada por Anderson. Para Kirihara, fatores físicos e clínicos nem sempre eram levados em conta pela comissão técnica, no momento de convocar as atletas para uma determinada partida.

Em entrevista à rádio CBN, Anderson disse ter recebido um telefonema do supervisor da ADI, Wilson Veiga Junior (Rita Lee) na sexta-feira (25), informando que pretende resolver a questão financeira pendente até o início da semana.

A nota na íntegra está aqui.

Vale lembrar que o fisioterapeuta Anderson Kirihara está no projeto do time profissional feminino do técnico Gezi Damaceno desde o início, em 2010.

Paralelo às turbulências de bastidores, o elenco do time feminino segue treinando no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), sob o comando de Damaceno. 

A estreia na Copa do Brasil já tem adversário e data marcada.

Será o Comercial (ES), no dia 2 de fevereiro.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nunca é tarde para acompanhar a NFL

Atlanta Falcons teve uma vitória histórica


Confesso, entendo muito pouco de futebol americano.

Na verdade, sempre tenho a sensação de que não saberei tudo sobre um monte de coisa.

No futebol americano isso se torna mais evidente.

Não sou capaz nem sequer, de dizer o time que foi campeão na última temporada, sem recorrer ao Google.

Mas, aos poucos, passei a gostar deste esporte. Apenas como espectador, logicamente.

Meu interesse por esta modalidade, que ainda é bastante desconhecida no Brasil, começou por volta de 2009, quando Foz do Iguaçu-PR passou a ter um time, disputando campeonatos estaduais e uma liga nacional.

E claro, também por causa da cobertura que alguns veículos de comunicação, voltados ao jornalismo esportivo, passaram a realizar nos últimos anos, em especial ao Super Bowl, a grande decisão da National Football League (NFL), a liga norte-americana de futebol.

Eu jamais tinha assistido por inteiro, a uma partida pela televisão. (No estádio sim, as do Foz Black Sharks, no Estádio do ABC).

Este final de semana decidi assistir nos Canais ESPN, aos playoffs da NFL. Aliás, o que importa mesmo são os playoffs. Por isso não consigo entender como a NBA pode ter 82 partidas para cada time na temporada regular do basquete dos EUA. Um completo exagero.

Voltando ao futebol americano - americano para nós, para eles é simplesmente futebol -, pude acompanhar três, dos quatro jogos dos playoffs. Vi as mais de quatro horas do confronto em que o Denver Broncos perdeu em casa para o Baltimore Ravens, na segunda prorrogação, por 38 a 35, e fiquei fielmente acordado até as duas e pouco da matina, vendo a vitória do San Francisco 49ers por 45 a 31 sobre o Green Bay Packers. 

Mas foi no domingo que tive a sorte grande, de poder assistir ao que já é considerado um jogo histórico e dos mais emocionantes: Atlanta Falcons 30 x 28 Seatle Seahawks.

Foi mais ou menos assim: o Atlanta massacrava o Seatle até o final do terceiro período, por 27 a 07. Muitos já acreditavam numa vitória tranquila dos donos da casa, inclusive eu, que havia mudado de canal, e passado para o jogo de futebol tradicional, entre Málaga x Barcelona. Decidi voltar à partida dos EUA, só para ver quanto havia terminado o "massacre". Eis então, para minha surpresa, o placar de 27 a 21 para o Atlanta, restando pouco mais de nove minutos para acabar o jogo.

Como um touchdown, a pontuação máxima do esporte, vale seis pontos, além do ponto extra, quando o jogador chuta a bola oval, e ela passa pelas balizas no fundo do campo, tínhamos uma partida completamente em aberto. E a inesperada virada do Seatle ocorreu, quando restavam 31 segundos para terminar o duelo. Só que restando oito segundos, o Atlanta marcou um field goal (este vale três pontos) e voltou a ficar à frente do marcador: 30 a 28.  

Sobre o último jogo do final de semana, pouco assisti, da vitória do New England Patriots sobre o Houston Texans (41 a 28).

Agora as finais de conferência são as seguintes: na Conferência Americana se enfrentam Baltimore Ravens x New England Patriots; e na Conferência Nacional duelam San Francisco 49ers x Atlanta Falcons, valendo vaga no Superbowl de 03 de fevereiro.

Pelo que vi, tenho como favorito o San Francisco. No entanto, de futebol jogado com as mãos entendo pouco, para não dizer quase nada. Este post apenas foi um relato de um esporte que passei a ver com um olhar diferente, e tendo a certeza de que quando entendemos as regras, as emoções tornam-se ainda maiores. 

Falando em regras, o narrador da ESPN, Everaldo Marques, explica o básico do jogo em seu Blog.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Foz Futsal fica com o vice na Série Prata

 Foz Futsal, vice-campeão da Série Prata do Paranaense

O Ivaí é campeão da Série Prata do Campeonato Paranaense de Futsal.

Na noite deste sábado (15), no Ginásio Edson Borochok, o time da casa empatou em 4 a 4 com o Foz Futsal, na terceira partida da final.

Foram três empates, mas como o Ivaí fez campanha melhor nas fases anteriores, ficou com o título.

Vale destacar o empenho do time iguaçuense.

Os comandados do técnico Paulo Chrusciak perdiam por 4 a 1, restando oito minutos para terminar a partida, e com três gols de Ronaldo, buscaram o empate.

Quando o Foz Futsal empatou, restavam oito segundos para o apito final. Perdeu o título por detalhes.

Talvez a maior conquista já havia sido alcançada pelas duas equipes, ao chegarem à final e garantirem vaga na Série Ouro de 2013.

Mas resta a dúvida, se estarão no campeonato no ano que vem.

A se lamentar, a briga entre torcedores (se é que dá para chamar assim) do Ivaí.

Segundo relatos do repórter Sidinei Buzanelo, da rádio 97 FM, homens e mulheres - sim, mulheres - desferiram socos e chutes em dois torcedores, que ficaram desacordados por alguns minutos.

A Polícia Militar demorou a intervir e o ginásio estava completamente lotado. Repórteres locais disseram se tratar de acerto de contas antigo.

Lamentável que ainda existam pessoas assim no mundo. A ignorância nunca terá fim na humanidade, infelizmente.

Basta ver o massacre ocorrido em uma escola nos EUA.

Foto: Assessoria

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dois times na Série Ouro: como lidar?

 Anderson Andrade, ex-jogador e futuro secretário

Quando o Foz Futsal se classificou à final da Série Prata - e, consequentemente à Série Ouro de 2013 - uma dúvida começava a se formar na cidade: Foz do Iguaçu voltará a ter duas equipes na elite do salonismo paranaense?

A Unipa, em seu ano de estreia na principal competição do estado, fez uma grande campanha, terminando na quinta posição. Portanto, garantida também na Série Ouro do ano que vem.

(Aliás, a Unipa vai mudar de nome. A partir de 2013 passará a se chamar Foz Cataratas Futsal, com direito a nova diretoria, elenco, comissão técnica e tudo mais.)

Em entrevista ao programa "Podium Sem Fronteiras", da Foz TV nesta sexta-feira (14), o ex-jogador de futsal e futuro secretário de Esportes de Foz do Iguaçu, Anderson Andrade, disse ser contrário a ter duas equipes da modalidade na cidade.

Andrade lembrou o fato vivido por ele mesmo, em 2010, quando atuou pelo Foz Adeafi. Na ocasião, o Foz Futsal disputava a Série Prata, e a cidade fez uma parceria com Francisco Beltrão, onde um "outro" Foz Futsal jogou também a Série Ouro. 

"Duas equipes na cidade dividem os patrocinadores, os torcedores, causa uma situação constrangedora aos jogadores", afirmou o ex-ala.

A ideia é partir para uma fusão entre as equipes. O acordo não está fácil, mas as conversações continuarão.

E neste sábado (15), o Foz Futsal fará a terceira e decisiva partida da final da Série Prata, contra o Ivaí. Até aqui, dois empates (4 a 4 e 3 a 3). Por ter melhor campanha nas fases anteriores, o Ivaí decide em casa e joga por um novo empate. Ao Foz Futsal, só a vitória interessa. Ambos estão classificados na Ouro do ano que vem. Se a disputarão, já é uma outra história. 

Foto: Willbur Souza

domingo, 2 de dezembro de 2012

Adeus, Olímpico

Olímpico Monumental


Não tive oportunidade de ir ao Olímpíco, assistir a um jogo do Grêmio nestes 58 anos de história, dos quais conheço 23.

Ou melhor, tive, mas não aproveitei.

Em outubro fui a Porto Alegre pela primeira vez. Cheguei na sexta, dia 19 e no dia 20 teve duelo contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. Até reservei hotel próximo ao estádio, pensando em ir até lá, conhecê-lo em seu último ano de atividade. Não comprei ingressos antecipados, e por precisar me deslocar ao outro lado da cidade, a um curso de Jornalismo Esportivo, cheguei apenas no intervalo da partida, quando as bilheterias já haviam fechado. Menos mal que aquele jogo terminou empatado sem gols, caso contrário teria me decepcionado um pouco.

Mentira, teria não. Só o fato de poder estar lá, já seria recompensador.

No domingo, 21, dia da eleição presidencial no Tricolor, pude visitar o Olímpico e sentir o clima das eleições de um grande clube. Fábio Koff, o presidente das duas Libertadores e o Mundial, voltou ao comando. 

Fiquei, acredito eu, uns 30 minutos sentado no concreto da arquibancada, no lado das cabines de imprensa, apenas olhando o gramado, onde um dia antes o Grêmio enfrentara o Coxa. Pensei nas partidas que lá deixei de assistir, no que será aquele local anos depois, com sua demolição, nas conquistas, nas derrotas, nas alegrias, nas tristezas, todas elas acompanhadas longe dali, pela TV.

Se por um lado o clima era de nostalgia, por outro me sentia alegre em saber que meu time passará a ser dono de um dos mais modernos estádios do mundo, a Arena Grêmio. E tenho certeza de que lá virão outras conquistas, outras alegrias, e claro, algumas (espero) poucas derrotas. Pois sabemos que o Grêmio, por incrível que pareça, perde de vez em quando. A questão é a forma como vende essas derrotas.

Lamento o Olímpico não se despedir com pelo menos um título nesta temporada. A Copa do Brasil teria sido o mais viável. O estádio merecia um final melhor. A torcida merecia um final melhor.

Caramba, a torcida. Que torcida!

Foi de emocionar, ver aqueles torcedores, milhares deles, às lágrimas, com sentimento de saudades antecipadas. Certamente muitos dos que estavam lá e acompanharam o último GREnal, estiveram também em muitos outros jogos, sabem o que aquele lugar representa. 

Tinham todo o direito de protestar, pela perda da segunda posição ao final do Campeonato e ter que disputar a Pré-Libertadores no ano que vem, mas o momento não era para protestos, e a torcida sabia disso. Tanto que demoraram para se despedir, após o apito final. Mesmo não tendo gol, improvisaram uma "Avalanche". Avalanche essa que a Brigada Militar estupidamente quis proibir na Arena. Mal sabe ela que estaria mexendo numa tradição de quase dez anos. E com tradições não se mexe, apenas se mantém.

Assim como o Olímpico se manterá na memória de cada um de nós, gremistas apaixonados por nosso clube, independente do resultado final. Afinal de contas, é para isso que torcemos. E amor de torcedor não se explica, apenas se sente. Simples assim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

De novo Felipão



As melhores lembranças que tenho do Grêmio, na minha infância nos anos 90, foi com Luis Felipe Scolari como treinador.

Tudo bem que eu não entendia muito de futebol (às vezes ainda custo a entender certas decisões de cartolas do esporte bretão), mas sabia que o Tricolor Gaúcho estava sempre ganhando, pois eu via meu pai acompanhando os jogos pelo rádio, já que TV por assinatura naquela época era privilégio para poucos.

Sempre achei Felipão o melhor treinador do Brasil, da América, quiçá do mundo.

A última vez que torci pela seleção brasileira, foi em 2002, quando levou o time canarinho à conquista do pentacampeonato.

Quatro anos depois, em 2006, decidi torcer única e exclusivamente por Portugal na Copa da Alemanha, pois Felipão estava no comando, assim como estivera dois anos antes, em 2004, na Eurocopa perdida em casa, diante da Grécia.

Mas o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas também.

Continuo achando Felipão um homem de caráter sem igual, transparente como poucos. Isso mesmo sem conhecê-lo pessoalmente. Continua sendo um bom treinador, caso contrário não teria conseguido, na base do grito, levantar a Copa do Brasil com o Palmeiras este ano, ou levado o alviverde à semifinal da Copa Sul-Americana em 2010.

No entanto, não era ideal que retornasse à seleção brasileira neste momento. Talvez não devesse retornar. São grandes as chances de arranhar a imagem bonita que construiu, com a perda do título na Copa de 2014.

Não havia nenhum motivo para Mano Menezes ter sido demitido, não fosse o apelo popular por Felipão, e o presidente da CBF, José Maria Marin, político que é, quis tirar a responsabilidade de suas costas, jogando-a sobre Felipão. É como se fosse "Se não ganhar, não posso fazer nada, nós trouxemos o treinador que queriam".

Junto com Felipão, retorna Carlos Alberto Parreira, como coordenador de seleções.

Não esperem que eu vá torcer por esta seleção brasileira, porque não irei. Torço por Luis Felipe Scolari, para que não se arrependa da decisão que tomou e possa saborear o bom e velho chimarrão, com a certeza da vitória no final.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fórmula 1 resgatando valores


Vettel: aos 25 anos tricampeão

A melhor ideia que a FIA já teve, foi fazer a decisão da temporada de Fórmula 1 em Interlagos. Circuito que proporciona excelentes corridas assim no mundo, não há.

Não é só a questão do traçado da pista, mas a parte meteorológica que faz o resultado da corrida (e do campeonato) mudar a cada instante.

Sebastian Vettel teve na última prova, o que podemos dizer de sorte de campeão. Sim, ele tem muita competência e já é um fenômeno mundial, aos 25 anos de idade, mas é preciso um pouco de sorte para sofrer um toque da maneira como sofreu logo após a largada, e ainda conseguir se manter na corrida, chegando em sexto, exatamente o que precisava, com Fernando Alonso estando em segundo. Caso Alonso vencesse, seria o campeão.

Alias, o espanhol mereceria um capítulo à parte. Levar aquele carro da Ferrari, terceira força da temporada, a brigar pelo título até o fim, só mostra o quanto ele também é um piloto fora de série. 

A Fórmula 1 voltou aos bons tempos, de corridas emocionantes e pilotos fazendo a diferença. Não só a máquina, como dizem hoje em dia.

Um campeonato com vários vencedores em etapas diferentes, marcado por mais uma despedida de Michael Schumacher e o retorno de Kimi Raikkonen, dando mais personalidade à categoria.

Mas o melhor momento, talvez, tenha sido o choro de Felipe Massa, no pódio de domingo (25). Ele não é de chorar. Não chorou nem em 2008, quando perdeu o título para Lewis Hamilton na última curva. Mas chorou em forma de desabafo, por ter uma primeira metade de campeonato ruim, onde muitos davam como certa sua saída da Ferrari.

Ele não saiu, renovou o contrato, e tem esperanças agora de começar de uma nova maneira a temporada de 2013. Que a equipe de Maranello possa fazer um carro à altura da dupla. E que as disputas continuem acirradas. O torcedor e os amantes do automobilismo agradecem.

Foto: Orlando Kissner / AFP

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Queda de Mano Menezes: o grande erro da CBF



Não resta dúvidas de que a decisão do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, de demitir o técnico Mano Menezes da seleção brasileira foi política.

Marin nunca apoiou Mano, e o treinador foi contratado na gestão de Ricardo Teixeira.

O anúncio pegou todos de surpresa na sexta-feira (23), dois dias após a conquista do Superclássico das Américas, nos pênaltis.

Trocar de treinador a essa altura do planejamento, a menos de dois anos da Copa do Mundo, pode ser arriscado demais.

O cenário se constrói para Luis Felipe Scolari, o preferido de Marin e do vice, Marco Polo Del Nero (também presidente da Federação Paulista), ser contratado.

A situação é semelhante com a que ele viveu em 2001, quando assumiu o time em meio às eliminatórias, com risco de não se classificar ao mundial da Coreia e do Japão. 

Desta vez, por ser o país sede, não há eliminatórias. Mas tem a Copa das Confederações, último teste antes da Copa do Mundo.

Por mais que Felipão tenha conquistado a Copa do Brasil com o Palmeiras em 2012, foi um dos responsáveis pelo rebaixamento (não o maior, como diz um certo ex-jogador comentarista da Bandeirantes). Tem uma bonita história com a seleção. Retornar e fracassar, pode manchá-la, como aconteceu com o Parreira, em 2006.

Demitir Mano Menezes, no momento em que ele finalmente parece ter achado um modelo de jogo ideal, pode custar caro à seleção. Quem mais se aproxima de seu perfil hoje, seria Tite, do Corinthians e prestes a disputar o Mundial de Clubes.

O anúncio do novo treinador será feito em janeiro, poucos dias após o torneio no Japão, do qual Marin participará como chefe da delegação corintiana. Caso Felipão não chegue a um acordo com a CBF, Tite deverá ser a bola da vez.

Outro que deve sair da equipe canarinho, é Andrés Sanches, por motivos de "perda de autonomia". Ele foi contrário à demissão de Mano, assim como eu também fui, e todos que tenham o mínimo de bom senso também foram...

Foto: Gabo Morales / Folhapress

Foz Futebol Feminino vice-campeão da América

Em sua primeira participação na Copa Libertadores, a ADI Foz Futebol Feminino chegou à final.

Destaque no cenário nacional nos últimos anos, tendo conquistado um título da Copa do Brasil e chegado à decisão em 2010, além do bicampeonato paranaense, o time iguaçuense foi derrotado nos pênaltis pelo Colo-Colo, do Chile. O que não é pouca coisa.

Para chegar até a final, venceu todas as partidas da primeira fase, duas delas com goleadas: 5 a 1 contra Universidad Santa Cruz (Bolívia), 3 a 2 contra Formas Íntimas (Colômbia) e 4 a 1 contra o Deportivo Quito (Equador).

Na semifinal, o atual campeão, São José-SP, que havia eliminado as "Poderosas do Foz" na Copa do Brasil deste ano. Vitória nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal.

Contra as chilenas na decisão deste domingo, cenário semelhante, mas com triunfo das adversárias.

Agora as atletas do técnico Gezi Damaceno voltam suas atenções ao Campeonato Paranaense e ao jogo decisivo contra o Novo Mundo, pela última rodada do returno. Um empate garante o título antecipado ao Foz, que já conquistou o primeiro turno. Caso Novo Mundo vença, haverá uma final, em ida e volta, entre as duas equipes. 

A Federação Paranaense de Futebol ainda não definiu a dada do jogo.

Foz Futsal de volta à Série Ouro




O Foz Futsal está de volta à Série Ouro do Campeonato Paranaense.

Na noite do último sábado (24), derrotou o Ampére fora de casa por 3 a 1 e se classificou à final da Série Prata, consequentemente garantindo vaga na elite do salonismo estadual em 2013.

Exatamente um ano após ter sido rebaixado, em 2011.

Foz do Iguaçu voltará a ter dois times na Ouro no ano que vem, já que a Unipa Cataratas Futsal também está garantida, após fazer boa campanha nesta temporada, sendo eliminada pelo bicampeão Umuarama, nas quartas de final.

Diferente do futebol, no futsal os clubes dependem muito do município, especialmente pela utilização dos ginásios, que normalmente são de patrimônio público.

Uma prefeitura manter recursos para uma equipe na Série Ouro já é difícil, duas então torna-se tarefa das mais complicadas.

Em 2010 foi a última experiência assim na cidade, com o Foz Adeafi e Foz Futsal. 

O resultado: o Foz Adeafi fechou as portas ao final daquele ano, acumulando inúmeras dívidas.

Dívidas, é verdade, que a antiga administração do Foz Futsal também tinha, ao ter feito parceria com a cidade de Francisco Beltrão, em um ano onde o clube iguaçuense só deveria disputar a Série Prata. No entanto, participou com outro CNPJ da Ouro e da Liga Futsal. 

A parceria se desfez e sobraram os gastos.

Hoje, com o novo presidente da Liga Iguaçuense de Futebol de Salão, Aldino Cardias, a situação é diferente.

Os jogadores, inclusive, possuem carteira assinada. Algo raro no futsal paranaense.

Que as duas equipes, tanto Unipa quanto Foz Futsal, possam se manter com recursos próprios, e recebam tratamento igual da nova gestão da prefeitura, que assumirá a partir de janeiro.

Pelo menos o futuro secretário de Esportes, Anderson Andrade, adora futsal. Embora ele garante que todas as modalidades receberão atenção. E é assim que tem que ser.